Autor: Presbíteros

Roteiro Homilético – XXIX Domingo do Tempo Comum – Ano B

RITOS INICIAIS   Sl 16, 6.8.9 ANTÍFONA DE ENTRADA: Respondei-me, Senhor, quando Vos invoco, ouvi a minha voz, escutai as minhas palavras. Guardai-me dos meus inimigos, Senhor. Protegei-me à sombra das vossas asas.   Introdução ao espírito da Celebração   É o dia do Senhor. Vamos celebrar a Santa Missa, memorial da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Jesus deu a vida por todos. Mas nem todos têm conhecimento desta boa Nova. Hoje, Dia Mundial das Missões, somos convidados a lembrar os nossos irmãos que ainda não conhecem Jesus Cristo, único Salvador. Todos havemos de tomar parte na cruzada gigantesca de aumentar a cristandade, fazendo crescer o corpo místico de Cristo, estendendo os limites do Reino de Deus a toda a redondeza da terra.   ORAÇÃO COLECTA: Deus eterno e omnipotente, dai-nos a graça de consagrarmos sempre ao vosso serviço a dedicação da nossa vontade e a sinceridade do nosso coração. Por Nosso Senhor…     LITURGIA DA PALAVRA   Primeira Leitura   Monição: Há algo de bom no sofrimento. Também a dor se pode conciliar com o amor de Deus. O sofrimento foi e continua a ser instrumento de salvação.   Isaías 53, 10-11 10Aprouve ao Senhor esmagar o seu Servo pelo sofrimento. Mas, se oferecer a sua vida como vítima de expiação, terá uma descendência duradoira, viverá longos dias, e a obra do Senhor prosperará em suas mãos. 11Terminados os sofrimentos, verá a...

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Comentário Exegético – XXIX Domingo do Tempo Comum – Ano B

EPÍSTOLA Hb 4, 14-16 (Pe. Ignácio, dos padres escolápios) INTRODUÇÃO: O autor toma como base de seu argumento homilético a imagem de Cristo como Sumo Sacerdote. A diferença entre o antigo Sumo sacerdote e o Cristo da nova era está na natureza dos dois pontífices: o antigo era pecador e seu ato servia também para ele; a entrada era num templo material que representava, mas não constituía, a presença da divindade; sua função era anual e só podia ser exercitada durante uma vida humana, curta e temporal. O novo Pontífice entrava no verdadeiro templo, no santuário próprio da divindade. Sua entrada, única e atemporal, era uma presença sempre atual e sua intercessão era a máxima; pois, sendo sem pecado, era o justo que ofereceu sua vida em propiciação pelos homens. Seu sangue era o sangue do homem oferecido em preço pelas dívidas do pecado. E pelo que se refere aos homens, ele era o mais apropriado a se compadecer do homem caído, pois experimentou, como homem, todas as dificuldades e necessidades para poder apresentar as mesmas a Deus como um mendigo apresenta suas necessidades ao rico que o observa. Nele temos a confiança que a nossa fé aviva e proporciona. SUMO SACERDOTE: Tendo, pois, um sumo sacerdote [archierea megan<749> <3173>=pontificem magnum] que atravessou [dielëluthota<1330>= penetravit] os céus, Jesus, o Filho de(o) Deus, seguremos [kratömen <2902> = teneamus] a confissão...

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Homilia do D. Henrique Soares da Costa – XXIX Domingo do Tempo Comum – Ano B

Is 53,10-11 Sl 32 Hb 4,14-16 Mc 10,35-45   Comecemos observando o evangelho. Notemos como os dois irmãos, Tiago e João, se dirigem a Jesus: “Queremos que faças o que vamos pedir”. Isto não é modo de pedir nada ao Senhor, isto não é modo de rezar! Aqui não há humildade, não há abertura para procurar a vontade do Senhor a nosso respeito, mas somente o interesse cego de realizar nossa vontade! Quanta loucura e presunção! Muitas vezes, é assim também que rezamos, com esse tom, com essa atitude! Recordemos a palavra do Apóstolo: “Não sabemos o que pedir como convém” (Rm 8,26). Somos tão frágeis, tão incapazes de compreender os desígnios de Deus, que nossos pedidos muitas e muitas vezes não são segundo o coração do Senhor e, portanto, não são para o nosso bem! Como, então, pedir de acordo com a vontade do Senhor? Escutemos ainda São Paulo: “O Espírito socorre a nossa fraqueza. O próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis” (Rm 8,26). Eis! É somente quando nos deixamos guiar pelo Santo Espírito do Cristo, que compreendemos as coisas de Deus e pediremos segundo Deus! Nunca compreenderá o desígnio de Deus, quem não pede segundo Deus… e nunca pedirá segundo Deus, quem não se deixa guiar pelo Espírito de Deus! Aqueles dois não pediam segundo Deus, não suplicavam segundo o Reino, mas segundo seus interesses:...

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Homilia do Mons. José Maria – XXIX Domingo do Tempo Comum – Ano B

Fraquezas, Conversão e Missão. Mons. José Maria Pereira A Palavra de Deus deste Domingo (Mc 10,35-45) volta ao mistério da salvação que passa pela cruz. Um contraste! Enquanto Jesus anunciava, pela terceira vez, a sua paixão, os filhos de Zebedeu pedem: “Concede-nos que, na Tua glória, nos sentemos, um à Tua direita e outro à Tua esquerda”. O homem procura sempre fugir ao sofrimento e garantir, por outro lado, as honras; Jesus, porém, desengana-o: quem quiser tomar parte na Sua glória, terá que beber com Ele o cálice amargo do sofrimento: “podeis beber o cálice que Eu vou beber?” É admirável a humildade dos Apóstolos que não dissimularam os seus momentos anteriores de fraqueza e de miséria, mas as cantaram com sinceridade aos primeiros cristãos. Deus quis também que no Evangelho ficasse notícia histórica daquelas primeiras fraquezas dos que seriam colunas da Igreja. São as maravilhas que a graça de Deus opera nas almas! Nunca devemos ser pessimistas ao considerar as nossas próprias misérias: “Tudo posso naquele que me dá força” (Fl 4, 13). Quando pedimos algo na oração devemos estar dispostos a aceitar, acima de tudo, a vontade de Deus, ainda que não coincida com os nossos desejos: “Sua Majestade sabe melhor o que nos convém; não temos que aconselhá-Lo- sobre o que nos há de dar, pois pode com razão dizer-nos que não sabemos o que pedimos”...

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Homilia de D. Anselmo Chagas de Paiva, OSB – XXIX Domingo do Tempo Comum – Ano B

Quem quiser ser o primeiro, seja o servo de todos Mc 10,35-45 Meus caros irmãos e irmãs, Através do Evangelho deste domingo, somos convidados a fazer da nossa vida um serviço aos irmãos e a não nos deixarmos manipular por sonhos pessoais de ambição, de grandeza, de poder e de domínio, mas a fazer da nossa vida um dom de amor aos outros. Continuamos a percorrer, com Jesus e com os discípulos, o caminho para Jerusalém. O Evangelista São Marcos observa que, nesta fase, Jesus vai à frente e os discípulos o seguem (cf. Mc 10,32). Jesus continua a sua catequese e, mais uma vez, lembra a eles que, em Jerusalém, será entregue nas mãos dos líderes judaicos e se cumprirá o seu destino de cruz (cf. Mc 10,33-34). Durante esse caminho, Jesus vai completando a sua catequese sobre as condições necessárias para integrar a comunidade messiânica. O texto que nos é proposto demonstra que os discípulos continuam a raciocinar em termos de poder, de autoridade, de grandeza e vêem na proposta do Reino Messiânico a ser instaurado por Jesus a oportunidade de realizar os seus sonhos humanos. Logo no início do texto é ressaltada a pretensão de Tiago e de João, filhos de Zebedeu, de sentarem no Reino que vai ser instaurado, um à direita e outro à esquerda de Jesus. A questão parece ser apresentada como uma...

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Preces – XXIX Domingo do Tempo Comum – Ano B

Sacerdote: Oremos a Deus todo-poderoso, que ressuscitou a Jesus dentre os mortos e não cessa de nos dar a vida por seu Espírito de Amor. A Ele apresentemos nossa oração, dizendo:   Todos: Acolhei, Senhor, a nossa oração!   1. “Mas, entre vós, não deve ser assim” (Mc 10 ,43). Que o desejo de ser superior, de dominar os demais, de ser servido, nunca esteja presente nos discípulos de vosso Filho e que o amor, a fraternidade e a prontidão sejam intensamente vividos em vossa Igreja. Rezemos ao Senhor.   2. “Permaneçamos firmes na fé que professamos” (Hb 4, 14). Despertai em cada cristão o desejo de conhecer mais profundamente a fé que de vós recebemos, e conhecendo-a mais, nela perseverarmos. Rezemos ao Senhor.   3. “Por esta vida de sofrimento, alcançará luz e uma ciência perfeita” (Is 53, 11). Sede o conforto de todos os que sofrem e levai-nos a uma verdadeira ciência da cruz. Rezemos ao Senhor.   4. “Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” (Mt 10, 38). Que cada vez que participarmos da Eucaristia estejamos mais dispostos a uma generosa entrega de nossa vida por vós e pelo vosso Reino. Rezemos ao Senhor. 5. “Para da morte libertar as suas vidas” (Sl 32, 19). Libertai da morte eterna os nossos irmãos e irmãs que esperaram em vosso amor. Rezemos ao Senhor.  ...

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Roteiro Homilético – XXVIII Domingo do Tempo Comum – Ano B

RITOS INICIAIS   Sl 129, 3-4 ANTÍFONA DE ENTRADA: Se tiverdes em conta as nossas faltas, Senhor, quem poderá salvar-se? Mas em Vós está o perdão, Senhor Deus de Israel.   Introdução ao espírito da Celebração   Os textos litúrgicos deste Domingo convidam-nos a reflectir sobre as escolhas que fazemos. É preciso, por vezes, renunciar a certos valores perecíveis, a fim de adquirir os valores eternos. A riqueza é um valor terreno, caduco; a Sabedoria possui um brilho que não se extingue, permanece eternamente. Comparando riqueza e Sabedoria, o Autor sagrado considera «a riqueza como nada. Todo o ouro, à vista dela, não passa de um pouco de areia e a prata é considerada como lodo». A Sabedoria Divina comunica-se aos homens por meio da Palavra de Deus.   ORAÇÃO COLECTA: Nós Vos pedimos, Senhor, que a vossa graça preceda e acompanhe sempre as nossas acções e nos torne cada vez mais atentos à prática das boas obras. Por Nosso Senhor…     LITURGIA DA PALAVRA   Primeira Leitura   Monição: O Autor sagrado apresenta-nos um hino à sabedoria. O texto convida-nos a adquirir a verdadeira sabedoria e a prescindir dos valores efémeros que não realizam o homem. O verdadeiro sábio pode afirmar «Com a Sabedoria me vieram todos os bens e, pelas suas mãos, riquezas inumeráveis».   Sabedoria 7, 7-11 7Orei e foi-me dada a prudência; implorei e veio a mim o espírito de...

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