Josef Andreas Jungmann, sacerdote jesuíta austríaco, estudioso e pesquisador da Faculdade de Teologia de Innsbruck, foi um dos idealizadores da Constituição sobre a Sagrada Liturgia do Vaticano II e um dos grandes expoentes do Movimento Litúrgico.

Missarum Sollemnia foi a sua grande obra. Nela, J. A. Jungmann faz um estudo histórico-teológico da Missa romana muito completo, tomando-a parte por parte. Pesquisando longa e detalhadamente todos os lados de uma liturgia milenar que atravessou séculos sem jamais perder o vigor, J. A. Jungmann nos deixa como legado uma obra fundamental, na qual busca compreender toda a história que levou a modificações visíveis do rito, mas não da sua teologia, que, resgatada, pode ajudar o próprio rito em suas mudanças.

A monumental obra nos apresenta uma descrição histórica da Missa ao longo dos séculos, seus aspectos essenciais e o estudo de cada uma de suas partes. Em sua introdução, J. A. Jungmann escreve:

“Desde que o Homem-Deus passou por nossa terra e concluiu seus dias com o sacrifício da salvação na cruz, teve início aquela celebração que, a partir de então, passa por todos os séculos e países como presença misteriosa de sua autoentrega universalmente salvífica, e que nunca cessará, até que ele volte. Em repetição infinita, ora no silêncio de uma pequena capela, na simplicidade de uma igreja rural, em todo lugar realiza-se, dia após dia, o mesmo mistério. O próprio Cristo deu somente o cerne inicial da celebração. O estojo precisava ser criado pelas pessoas humanas. Foi a Igreja que o criou, lentamente, tanto no conjunto quanto nos detalhes dos distintos elementos dos quais a liturgia da missa se compõe.”

Missarum Sollemnia constitui um excelente “vade-mécum”, um referencial para compreender como a Igreja desenvolveu, ao longo dos séculos, o que constitui o centro de sua fé enquanto caminha peregrina neste mundo: a Santa Missa.

Com auxílio de resenha do Pe. Valeriano dos Santos Costa