RITOS INICIAIS

 

 

cf. Salmo 16, 15

ANTÍFONA DE ENTRADA: Eu venho, Senhor, à vossa presença: ficarei saciado ao contemplar a vossa glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Jesus sempre apelou à conversão, não entendendo esta como uma questão meramente moral, mas sim, como a transformação de nossa maneira de entender e viver a vida. Converter-se não é tanto trocar algumas coisas que fazemos mas deixar de viver a vida sem esperança, sem confiança na realidade da presença do Reino já entre nós. Como entendo eu a conversão a que me chama Jesus? De que tenho de converter-me?

Ao celebrarmos o XV Domingo do Tempo Comum, possa o Senhor converter o nosso coração e transformar-nos em profetas do Reino de Deus, um Reino paz, justiça e alegria.

 

ORAÇÃO COLECTA: Senhor nosso Deus, que mostrais aos errantes a luz da vossa verdade para poderem voltar ao bom caminho, concedei a quantos se declaram cristãos que, rejeitando tudo o que é indigno deste nome, sigam fielmente as exigências da sua fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

LITURGIA DA PALAVRA

 

Primeira Leitura

 

Monição: A leitura do profeta Amós vem recordar-nos que a liberdade da fé deve ser defendida perante qualquer poder político, para que, sem compromissos, possa anunciar na íntegra o Evangelho.

 

Amós 7, 12-15

Naqueles dias, 12Amasias, sacerdote de Betel, disse a Amós: «Vai-te daqui, vidente. Foge para a terra de Judá. Aí ganharás o pão com as tuas profecias. 13Mas não continues a profetizar aqui em Betel, que é o santuário real, o templo do reino». 14Amós respondeu a Amasias: «Eu não era profeta, nem filho de profeta. Era pastor de gado e cultivava sicómoros. 15Foi o Senhor que me tirou da guarda do rebanho e me disse: ‘Vai profetizar ao meu povo de Israel’».

 

A leitura é tirada da 3ª parte do livro de Amós, «o ciclo das visões proféticas» (7, 1 – 9, 10). A visão do fio-de-prumo (7, 6-9) tinha denunciado a falta de rectidão e corrupção que grassava no Reino do Norte, que se encontrava como uma parede desaprumada, a ameaçar ruína iminente. O sacerdote Amasias, apaniguado do rei Joroboão II, vê no profeta uma ameaça para a sua privilegiada situação e por isso previne o rei contra o profeta que anunciava a sua morte e a destruição do Reino do Norte (vv. 10-11) e dá ordens a Amós para que se retire para o Reino de Judá (vv. 12-13), chamando-lhe «vidente», um outro nome dado aos profetas. Amós confessa que era um simples trabalhador, mas que Deus inesperadamente o chamou e enviou a profetizar (vv. 14-15): «Eu não era profeta nem filho de profeta». Temos aqui a única alusão à sua vocação. Este texto deixa ver a genuinidade do carisma profético de Amós, que não era um mero elemento dum grupo profético, ou um profeta profissional ou cortesão, ao serviço dos homens.

 

Salmo Responsorial Sl 84 (85), 9ab-10.11-12.13-14 (R. 8)

 

Monição: Junto do Senhor encontra-se a misericórdia, a paz e a justiça. Supliquemos, pois, com a confiança do Salmo 84: «Mostrai-nos, Senhor, o vosso amor e dai-nos a vossa salvação»

 

Refrão: MOSTRAI-NOS, SENHOR, O VOSSO AMOR

E DAI-NOS A VOSSA SALVAÇÃO.

 

Ou: MOSTRAI-NOS, SENHOR, A VOSSA MISERICÓRDIA.

 

Deus fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis

e a quantos de coração a Ele se convertem.

A sua salvação está perto dos que O temem

e a sua glória habitará na nossa terra.

 

Encontraram-se a misericórdia e a fidelidade,

abraçaram-se a paz e a justiça.

A fidelidade vai germinar da terra

e a justiça descerá do Céu.

 

O Senhor dará ainda o que é bom,

e a nossa terra produzirá os seus frutos.

A justiça caminhará à sua frente

e a paz seguirá os seus passos.

 

Segunda Leitura*

 

Monição: Para Paulo estava claro que não só os judeus, mas também os gentios estavam em Cristo, e participavam da bênção de Deus. A grande dificuldade do começo da Igreja foi aceitar os gentios. Paulo esforçava-se por mostrar que os baptizados também participavam da escolha, da graça e da iniciação no mistério de Deus.

 

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

*Forma longa: Efésios 1, 3-14 Forma breve: Efésios 1, 3-10

3Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto dos Céus nos abençoou com toda a espécie de bênçãos espirituais em Cristo. 4N’Ele nos escolheu, antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, em caridade, na sua presença. 5Ele nos predestinou, de sua livre vontade, para sermos seus filhos adoptivos, por Jesus Cristo, 6para que fosse enaltecida a glória da sua graça, com a qual nos favoreceu em seu amado Filho. 7N’Ele, pelo seu sangue, temos a redenção, a remissão dos pecados. Segundo a riqueza da sua graça, 8que Ele nos concedeu em abundância, com plena sabedoria e inteligência, 9deu-nos a conhecer o mistério da sua vontade: segundo o beneplácito que n’Ele de antemão estabelecera, 10para se realizar na plenitude dos tempos: instaurar todas as coisas em Cristo, tudo o que há nos Céus e na terra.

[11Em Cristo fomos constituídos herdeiros, por termos sido predestinados, segundo os desígnios d’Aquele que tudo realiza conforme a decisão da sua vontade, 12para servir à celebração da sua glória, nós que desde o começo esperámos em Cristo. 13Foi n’Ele que vós também, depois de ouvirdes a palavra da verdade, o Evangelho da vossa salvação, abraçastes a fé e fostes marcados pelo Espírito Santo prometido, 14que é o penhor da nossa herança, para a redenção do povo que Deus adquiriu para louvor da sua glória.]

 

Este início da epístola aos Efésios de que é extraída a leitura tem o aspecto de um hino litúrgico e é uma das mais ricas sínteses doutrinais paulinas. A primeira parte (vv. 3-10), exalta as bênçãos que encerra o projecto divino de salvação em Cristo, por isso é chamda o benedictus paulino. Assim se exprime Bento XVI: «Cada semana, a Liturgia das Vésperas apresenta à oração da Igreja o solene hino de abertura da Carta aos Efésios… Pertence ao género das «berakot», ou seja, as «bênçãos», que já aparecem no A. T. e que terão uma ulterior difusão na tradição judaica. Trata-se, portanto, de uma constante cadeia de louvor elevada a Deus, que na fé cristã é celebrado como «Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo»» (Audiência geral de 23-XI-2005).

3 «Em Cristo». Toda a graça – «bênçãos espirituais» – que Deus concede ao homem, após o pecado, é concedida pela mediação de Cristo e através da união com Ele.

4-5 «Santos». «Filhos». O objectivo desta eleição eterna de Deus é «sermos santos», isto é, destacados do profano e pecaminoso para servir ao culto e glória divina: «diante d’Ele», isto é, na presença de Deus. Estamos chamados a estar sempre diante de Deus para O glorificar a partir de tudo o que fazemos, dizemos ou pensamos, como ensina o Concílio Vaticano II: «Todos os cristãos são, pois, chamados e devem tender à santidade e perfeição do próprio estado» (LG 42). A santidade está em sermos «participantes da natureza divina» (2 Pe 1, 4; Rom 12, 1), sendo filhos de Deus e vivendo como tais, imitando a Cristo, o Filho de Deus por natureza (cf. Rom 8, 15-29; Gal 4, 5-7; 1 Jo 3, 1-3). A expressão «santos e irrepreensíveis» faz pensar nas vítimas oferecidas a Deus no Antigo Testamento (cf. Lv 20, 20-22), insinuando-se assim o carácter oblativo e sacrificial de toda a vida do cristão (cf. 1 Pe 2, 5), bem como a perfeição que devemos pôr em tudo o que fazemos; e não se trata duma pureza meramente exterior e ritual, mas de um culto em espírito e verdade (cf. Jo 4, 23), «na sua presença» (de Deus) «que examina os rins e o coração» (Salm 7, 10), isto é, que perscruta o que há de mais íntimo no homem, a sua consciência, afectos e intenções.

7 «Pelo seu Sangue temos a Redenção». A salvação que Cristo nos traz não é uma mera libertação; é apresentada como um resgate, uma remissão dos pecados (cf. Col 1, 14), que custou o Sangue de Cristo, a sua vida oferecida em sacrifício pelos pecados (cf. Ef 1, 14; 1 Tes 5, 9; 1 Cor 6, 2; 7, 23; GaI 3, 13; 4, 5. 1 Pe 2, 9; 2 Pe 2, 1; Act 20, 28; Apoc 5, 9; 14, 3).

9 «O mistério da sua vontade» é o plano redentor que Deus tem guardado para salvar todos os homens: tendo permanecido oculto durante muito tempo, foi-nos revelado agora em Cristo (cf. Col 1, 26).

10 «Instaurar todas as coisas em Cristo», ou «Reunir sob a chefia de Cristo todas as coisas». O verbo grego «anakêfalaiôsasthai», é de significação bastante discutida e difícil de traduzir. Assim a Vulgata, preferiu o sentido de «instaurare omnia in Christo», (tradução mantida na actual tradução litúrgica), decidindo-se pela ideia de «restaurar todas as coisas», fazendo voltar ao princípio, à santidade original toda a Criação transtornada pelo pecado (assim, à partícula aná que entra na composição do verbo grego é dado um sentido iterativo). Porém outros, apoiando-se no elemento central da palavra, «kêfaláion» – «resumo», «ponto principal» –, traduzem por «concentrar ou reunir todas as coisas em Cristo», enquanto que Ele é o centro de convergência, o principio de unidade, ou o cume de toda a Criação. Finalmente, outros, atendendo ao contexto (v. 22; 4, 15; 5, 23; Col 1, 18; 2, 10.19), onde Cristo é apresentado como «Cabeça», em grego, «kêfalê», preferem traduzir por: «reunir sob a chefia de Cristo». Nesta linha parece estar a Nova Vulgata ao traduzir «recapitulare». Entretanto, parece-nos que o sentido literal não se fica somente no aspecto de fazer com que tudo tenha a Cristo por Cabeça, mas que visa também o aspecto de reunir. Também a tradução por «reunir sob a chefia de Cristo» não parece suficientemente expressiva. Com efeito, todos os seres criados estão desconjuntados e desunidos tanto entre si, como relativamente a Deus; pela Redenção de Cristo voltam a unir-se entre si e com Deus, em Cristo, ao unirem-se a Cristo e ao serem vivificados por Ele, constituído como cabeça de toda a Criação. A verdade é que este primado e capitalidade de Cristo por enquanto só é universal «de direito»; para que o seja «de facto» são os homens chamados a uma missão co-redentora, esforçando-se por «pôr Cristo no cume de todas as actividades humanas, dando forma a tudo segundo o espírito de Jesus, colocando Cristo no âmago de todas as coisas» (S. Josemaria, Cristo que passa, n.º 105).

 

Aclamação ao Evangelho cf. Ef 1, 17-18

 

Monição: Começa uma nova etapa no processo do seguimento, a da missão. Agora cabe aos Doze, proclamar o que viram e ouviram.

 

ALELUIA

 

CÂNTICO: J. Duque, NRMS 21

 

Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, ilumine os olhos do nosso coração,

para sabermos a que esperança fomos chamados.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 6, 7-13

Naquele tempo, 7Jesus chamou os doze Apóstolos e começou a enviá-los dois a dois. Deu-lhes poder sobre os espíritos impuros 8e ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, a não ser o bastão: nem pão, nem alforge, nem dinheiro; 9que fossem calçados com sandálias, e não levassem duas túnicas. 10Disse-lhes também: «Quando entrardes em alguma casa, ficai nela até partirdes dali. 11E se não fordes recebidos em alguma localidade, se os habitantes não vos ouvirem, ao sair de lá, sacudi o pó dos vossos pés como testemunho contra eles». 12Os Apóstolos partiram e pregaram o arrependimento, 13expulsaram muitos demónios, ungiram com óleo muitos doentes e curaram-nos.

 

Esta missão dos 12 é restrita aos judeus e vai ser uma espécie de estágio ou treino para a missão universal, após a Ressurreição (cf. Mc 16, 15). Entre as recomendações de Jesus sobressai a do desprendimento; com efeito, o pregador há-de pregar sobretudo com o exemplo da sua vida.

11 «Sacudi o pó…» Gesto habitual dos judeus ao entrarem na Terra Santa, para não a contaminarem com a terra dos gentios, que se tenha colado às sandálias. Com tal gesto mostrava-se que consideravam como gentios aqueles que os não recebessem.

13 «Ungiam com óleo numerosos doentes». Aqui aparece insinuado o Sacramento da Unção dos Enfermos, que o Senhor terá instituído talvez mais adiante e que mais tarde foi recomendado e promulgado aos fiéis. na epístola de S. Tiago 5, 14 ss.

 

Sugestões para a homilia

Servidores do Reino

 

As instruções dadas por Jesus aos apóstolos enviados em missão visavam ajudá-los a não perder de vista a perspectiva de serviço ao Reino. O sucesso poderia fazê-los esquecer sua condição de servidores e levá-los a cair na tentação de recrutar discípulos para si mesmos. O insucesso poderia desanimá-los e levá-los a abandonar a tarefa recebida. Tanto numa quanto na outra situação, o apóstolo deve manter-se no caminho pelo qual enveredou.

A orientação para missionar na pobreza visava evitar, por parte dos apóstolos, qualquer espécie de exibição de poder, que atraísse multidões por motivos alheios ao Reino. E, pior ainda, que inculcasse nelas o ideal de acumular bens, despertando, em seus corações, falsas esperanças. A própria pobreza material dos apóstolos já seria um instrumento de evangelização. Indicava uma dependência radical a Deus. Tornava-se apelo para a partilha, por parte dos ouvintes. Enfim, permitia aos apóstolos pregar com toda liberdade, pois nada tinham a perder.

Eles foram orientados também sobre como comportar-se no fracasso. Na medida em que tinham consciência de terem sido fiéis no cumprimento da missão, caso os ouvintes não dessem ouvido às suas palavras, só lhes restaria seguir adiante. A rejeição não era um sinal de que a missão tivesse chegado ao fim. Restava-lhes o mundo todo para evangelizar.

Que a Virgem Maria faça de cada um de nós apóstolos felizes e testemunhas credíveis da Palavra de seu Filho.

 

 

LITURGIA EUCARÍSTICA

 

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Olhai, Senhor, para os dons da vossa Igreja em oração e concedei aos fiéis que os vão receber a graça de crescerem na santidade. Por Nosso Senhor.

 

SANTO: «DA MISSA DE FESTA», Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

Ninguém dá o que não tem. Só poderemos ser verdadeiros profetas e anunciadores de Cristo, se estivermos intimamente unidos à sua Palavra e à sua Pessoa. Que a participação na mesa da Eucaristia nos leve a transmitir com verdade e júbilo aquilo que vimos, ouvimos e vivemos.

 

Salmo 83, 4-5

ANTÍFONA DA COMUNHÃO: As aves do céu encontram abrigo e as andorinhas um ninho para os seus filhos, junto dos vossos altares, Senhor dos Exércitos, meu Rei e meu Deus. Felizes os que moram em vossa casa e a toda a hora cantam os vossos louvores.

 

Ou

Jo 6, 57

Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em Mim e Eu nele, diz o Senhor.

 

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Senhor, que nos alimentais à vossa mesa santa, humildemente Vos suplicamos: sempre que celebramos estes mistérios, aumentai em nós os frutos da salvação. Por Nosso Senhor.

 

 

RITOS FINAIS

 

Monição final

 

Ao longo de sua vida, Jesus se dedicou à insistência e à prioridade do anúncio do Reino; o Reino foi o tema prioritário, o fundamental na sua vida, a sua causa e utopia. A profecia na Igreja não provém de vozes misteriosas interiores que possam escutar só alguns espíritos privilegiados, mas sim da confrontação do cristão com a utopia do Reino. Como profetas do novo Reino, partamos com a coragem de anunciar e viver com alegria e coerência os valores do Evangelho.

 

 

HOMILIAS FERIAIS

 

15ª SEMANA

 

2ª Feira: O seguimento de Cristo e a cruz de cada dia.

Ex 1, 8-14. 22 / Mt 10, 34- 11, 1

Que tiver achado a própria vida há-de perdê-la; e quem tiver perdido a vida por minha causa há-de encontrá-la.

 

Assim aconteceu ao povo israelita, enquanto esteve exilado no Egipto. Foi submetido a duros trabalhos antes de alcançar a Terra prometida (cf Leit).

Para alcançarmos a vida eterna precisamos seguir Jesus. E para isso, somos convidados a levar a nossa cruz (cf Ev), que nos exige pequenas conversões: «a revisão de vida, o exame de consciência, a aceitação dos sofrimentos, a coragem de suportar a perseguição por amor da justiça. Tomar a sua cruz todos os dias e seguir Jesus (Ev) é o caminho mais seguro de penitência» (CIC, 1435).

 

3ª Feira: Graça de Deus e conversão.

Ex 2, 1-5 / Mt 11, 20-24

Começou Jesus a censurar duramente as cidades em que se tinha realizado a maioria dos seus milagres, por não terem feito penitência.

 

Os habitantes destas cidades não corresponderam às graças recebidas de Deus e os seus corações endureceram (cf Ev). O mesmo aconteceu com o faraó do Egipto (cf Leit).

«O coração do homem é pesado e endurecido. É necessário que Deus dê ao homem um coração novo. A conversão é, antes de mais, obra da graça de Deus, a qual faz com que os nossos corações se voltem para Ele: ‘convertei-nos, Senhor, e seremos convertidos’. Deus é quem nos dá a coragem de começar de novo» (CIC, 1432).

 

4ª Feira: Dificuldades e humildade.

Ex 3, 1-6. 9-12 / Mt 11, 25-27

(Moisés). Mas quem sou eu para ir à presença do faraó e levar os filhos de Israel para fora do Egipto?

 

Quando Deus nos encarrega alguma missão, que nos parece impossível, também nos dá os meios para levá-la a cabo: «Eu estarei contigo» (Leit). Com a sua ajuda recebemos uma energia renovada para ultrapassarmos os obstáculos.

É aos humildes que Deus se revela e enche de graças (cf Ev). De facto, se pensamos apenas nas nossas forças não conseguiremos ultrapassar as dificuldades do caminho. Só Jesus nos pode indicar o caminho e as forças para percorrê-lo. Antes de cada acção peçamos ajuda ao Senhor para conseguir terminá-la.

 

5ª Feira: Nª Sª do Carmo: Uma guia para o Paraíso.

Ex 3, 13-20 / Mt 11, 28-30

Eu sei que o rei do Egipto não vos deixará partir… Mas eu estenderei a minha mão.

 

«Ele vem para libertar da escravidão os seus descendentes. É o Deus que, para além do espaço e do tempo, pode e quer fazê-lo, e empenhará a sua omnipotência na concretização deste desígnio (Leit)» (CIC, 205). Nª Sª do Carmo também está empenhada em guiar-nos para o futuro eterno.

«Achareis alívio para as vossas cargas» (Ev). A nossa fatigante peregrinação terrena, iluminada por NªSª do Carmo, transforma-se num caminho seguro para o Paraíso.

 

6ª Feira: Conformar a nossa vida com o sacrifício de Cristo.

Ex 11, 10-12. 14 / Mt 12, 1-8

Comereis a toda a pressa: é um sacrifício pascal em honra do Senhor.

 

Este memorial da Páscoa dos judeus é uma proclamação das maravilhas do Senhor: «É assim que Israel entende a sua libertação do Egipto: Sempre que se celebrar a Páscoa, os acontecimentos do Êxodo (cf Leit) tornam-se presentes à memória dos crentes, para que conformem com eles a sua vida» (CIC, 1363).

«O memorial recebe um novo sentido no Novo Testamento… O sacrifício que Cristo ofereceu na Cruz, uma vez por todas, continua sempre actual» (CIC, 1364). Unindo-nos ao sacrifício de Cristo, podemos fazer da nossa vida um sacrifício agradável a Deus.

 

Sábado: Deus protege-nos e salva-nos.

Ex 12, 37-42 / Mt 12, 14-21

Foi uma noite de vigília para o Senhor, quando Ele os fez sair da terra do Egipto.

 

O Senhor está sempre atento para proteger o seu povo (cf Leit).

E, além disso, está disposto a dar a sua própria vida, para nos salvar: «Os traços do Messias são revelados sobretudo nos Cânticos do Servo (do profeta Isaías: cf Ev). Estes cânticos anunciam o sentido da Paixão de Jesus… Tomando sobre si a nossa morte, Ele pode comunicar-nos o seu próprio espírito de Vida» (CIC, 713). Temos necessidade deste Espírito, que nos comunica a vida, para podermos evitar aquelas coisas que nos conduzem à morte espiritual.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:

NUNO WESTWOOD

Nota Exegética:

GERALDO MORUJÃO

Homilias Feriais:

NUNO ROMÃO

Sugestão Musical:

DUARTE NUNO ROCHA