RITOS INICIAIS

 

Sl 69, 2.6

ANTÍFONA DE ENTRADA: Deus, vinde em meu auxílio, Senhor, socorrei-me e salvai-me. Sois o meu libertador e o meu refúgio: não tardeis, Senhor.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Estamos mais uma vez reunidos com Jesus. Vimos carregar baterias. Vimos reavivar o sentido da nossa vida e avivar a nossa esperança. Para sabermos viver em cada momento a vida nova que nos comunicou e renovarmos o mundo à nossa volta.

 

Começamos olhando para dentro, examinando-nos dos nossos pecados. Com a ajuda do Senhor queremos arrancar o que nos afasta dEle.

 

ORAÇÃO COLECTA: Mostrai, Senhor, a vossa imensa bondade aos filhos que Vos imploram e dignai-Vos renovar e conservar os dons da vossa graça naqueles que se gloriam de Vos ter por seu criador e sua providência. Por Nosso Senhor…

 

 

LITURGIA DA PALAVRA

 

Primeira Leitura

 

Monição: Vaidade das vaidades tudo é vaidade. O autor sagrado avisa-nos para não pormos o nosso coração nas coisas terrenas.

 

Coélet 1, 2; 2, 21-23

 

2Vaidade das vaidades – diz Coélet – vaidade das vaidades: tudo é vaidade. 21Quem trabalhou com sabedoria, ciência e êxito, tem de deixar tudo a outro que nada fez. Também isto é vaidade e grande desgraça. 22Mas então, que aproveita ao homem todo o seu trabalho e a ânsia com que se afadigou debaixo do sol? 23Na verdade, todos os seus dias são cheios de dores e os seus trabalhos cheios de cuidados e preocupações; e nem de noite o seu coração descansa. Também isto é vaidade.

 

A leitura é tirada do livro cujo título grego latinizado é Eclesiastes, um livro que agora costumamos chamar com o título hebraico, Coélet, que significa «aquele que convoca a assembleia». No entanto a Nova Vulgata adopta o título grego por ser o tradicional no cânone cristão. Este livro nunca é citado ou aludido no Novo Testamento, pois, como comenta Muñoz Iglesias, «à luz do sol do meio dia já não se vêem as estrelas». No entanto, os rabinos usaram-no muito (cf. Pirkê Abot ou Sentenças dos Padres), por apreciarem na obra o convite ao gozo moderado dos bens deste mundo e à alegria, por isso era lido por ocasião das celebrações jubilosas da festa dos Tabernáculos.

1, 2 «Vaidade das vaidades, tudo é vaidade!» Este é o tema do livro: a vaidade ou caducidade absoluta de todas as coisas deste mundo (note-se o superlativo hebraico, expresso com o genitivo «das»), bem como a inutilidade de todas as canseiras humanas para alcançar a felicidade.

2, 22 «Que aproveita ao homem todo o seu trabalho?» Uma consideração mais superficial desta e de outras afirmações do livro poderia levar a pensar que o autor propugna uma visão pessimista do trabalho e da vida humana, refugiando-se por vezes numa atitude céptica e hedonista. Mas o autor, acima de tudo, recorre a uma fina ironia para pôr em causa todas as seguranças humanas. Muitas das suas afirmações entendem-se melhor como perguntas retóricas – que fazem pensar no sentido da vida –, do que como uma resposta a problemas humanos, para os quais ele não tem ainda uma resposta completa.

 

Salmo Responsorial

Sl 89 (90), 3-6.12-14.17 (R. 1)

 

Monição: Neste salmo pedimos ao Senhor que nos dê a sabedoria do coração, para sabermos apreciar a nossa vida de cada dia.

 

Refrão:        SENHOR, TENDES SIDO O NOSSO REFÚGIO

                     ATRAVÉS DAS GERAÇÕES.

 

Vós reduzis o homem ao pó da terra

e dizeis: «Voltai, filhos de Adão».

Mil anos a vossos olhos são como o dia de ontem que passou

e como uma vigília da noite.

 

Vós os arrebatais como um sonho,

como a erva que de manhã reverdece;

de manhã floresce e viceja,

de tarde ela murcha e seca.

 

Ensinai-nos a contar os nossos dias,

para chegarmos à sabedoria do coração.

Voltai, Senhor! Até quando…

Tende piedade dos vossos servos.

 

Saciai-nos desde a manhã com a vossa bondade,

para nos alegrarmos e exultarmos todos os dias.

Desça sobre nós a graça do Senhor nosso Deus.

Confirmai, Senhor, a obra das nossas mãos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo anima-nos a olhar para as coisas do alto, nós que ressuscitámos com Cristo pelo baptismo. Para vivermos com Ele uma vida nova.

 

Colossenses 3, 1-5.9-11

 

Irmãos: 1Se ressuscitastes com Cristo, aspirai às coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. 2Afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da terra. 3Porque vós morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.4Quando Cristo, que é a vossa vida, se manifestar, também vós vos haveis de manifestar com Ele na glória. 5Portanto, fazei morrer o que em vós é terreno: imoralidade, impureza, paixões, maus desejos e avareza, que é uma idolatria. 9Não mintais uns aos outros, vós que vos despojastes do homem velho com as suas acções 10e vos revestistes do homem novo, que, para alcançar a verdadeira ciência, se vai renovando à imagem do seu Criador. 11Aí não há grego ou judeu, circunciso ou incircunciso, bárbaro ou cita, escravo ou livre; o que há é Cristo, que é tudo e está em todos.

 

Continuamos a ter como 2ª leitura excertos seguidos da Epístola aos Colossenses, cuja leitura se iniciou já no Domingo 15º. Depois de na 1ª parte da epístola (1, 15 – 2, 23) ter abordado o tema da fé em Cristo, Senhor de toda a Criação, S. Paulo passa agora, na 2º parte (3, 1, – 4, 6), a expor uma série de consequências morais que tem para a vida do cristão o facto de este participar, pelo Baptismo, no domínio de Cristo sobre todas as coisas.

1-2 «Aspirai às coisas do alto… afeiçoai-vos…». Este apelo corresponde ao incitamento que, na Santa Missa, a Igreja sempre nos repete: Corações ao alto!

3-4 «Vós morrestes». Cf. Rom 6. A nossa união a Cristo pressupõe a morte para o pecado, que não pode reinar mais em nós. Com Cristo morto pelos nossos pecados, morremos para o pecado; com Cristo ressuscitado, vivamos vida de ressuscitados! É a vida da graça, uma vida toda interior, «escondida» no centro da alma, vida que ninguém pode arrebatar, vida que é toda feita de presença de Deus e de visão sobrenatural, levando-nos a santificar todos os afazeres diários, trabalhando com os pés bem firmes na terra, mas o coração e o olhar fixos no Céu.

9-10 «Vos despojastes do homem velho… vos revestistes do homem novo… à imagem do seu Criador». É o homem santificado pela acção redentora de Cristo, dotado duma nova vida, que é a vida sobrenatural, a vida da graça, na qual deve ir progredindo sempre: «se vai renovando» (v.10). De facto, pela graça, o homem torna-se «uma nova criatura» (Gal 6, 15), recriado – como na criação inicial – «à imagem de Deus» (cf. Gn 1, 27). A Redenção não é pois algo meramente extrínseco, mas algo que nos transforma interiormente; a graça faz-nos «filhos de Deus» (cf. Jo 1, 12; 1 Jo 3, 1-2; Rom 8, 14-15.29) e «participantes da própria natureza divina» (2 Pe 1, 4). Mas este ideal tão elevado só se pode concretizar pela mortificação – «fazendo morrer o que em vós é terreno» (v. 5) –, isto é, com o domínio das paixões desordenadas que há dentro de nós.

 

Aclamação ao Evangelho        

Mt 5, 3

 

Monição: Jesus ensina-nos a aproveitar bem a nossa vida neste mundo sem pormos a nossa segurança nas coisas terrenas, que deixaremos mais depressa do que pensamos.

 

ALELUIA

 

Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus.

Evangelho

 

São Lucas 12, 13-21

 

Naquele tempo, 13alguém, do meio da multidão, disse a Jesus: «Mestre, diz a meu irmão que reparta a herança comigo». 14Jesus respondeu-lhe: «Amigo, quem Me fez juiz ou árbitro das vossas partilhas?» 15Depois disse aos presentes: «Vede bem, guardai-vos de toda a avareza: a vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens». 16E disse-lhes esta parábola: «O campo dum homem rico tinha produzido excelente colheita. Ele pensou consigo:17‘Que hei-de fazer, pois não tenho onde guardar a minha colheita? 18Vou fazer assim: Deitarei abaixo os meus celeiros para construir outros maiores, onde guardarei todo o meu trigo e os meus bens. 19Então poderei dizer a mim mesmo: Minha alma, tens muitos bens em depósito para longos anos. Descansa, come, bebe, regala-te’. 20Mas Deus respondeu-lhe: ‘Insensato! Esta noite terás de entregar a tua alma. O que preparaste, para quem será?’ 21Assim acontece a quem acumula para si, em vez de se tornar rico aos olhos de Deus».

 

Era costume recorrer à arbitragem de um rabino para decidir em questões de partilhas de bens, como esta a que se refere o texto evangélico. Então porque é que Jesus se nega terminantemente a prestar ajuda a um homem que lhe pede socorro, talvez até vítima da injustiça? Não basta dizer que o homem tinha já o suficiente para viver e, por isso, Jesus não quereria ajudá-lo a alimentar a cobiça que o dominaria (cf. v. 15). A atitude de Jesus revela a natureza da sua missão e torna-se paradigmática: a missão de Jesus é uma missão salvadora, que não tem como objectivo a resolução técnica dos diversos problemas temporais dos homens; limita-se a apontar claramente os princípios superiores de ordem moral que, ao serem assumidos responsavelmente, conduzem com eficácia ao bem integral do ser humano. Este indivíduo recorreu a Jesus como juiz de partilhas; Jesus apresenta-se como o Mestre da Verdade que salva, libertando o homem de cair nas malhas da ambição, do egoísmo e do pecado; assim Ele aponta critérios do mais elementar bom senso humano – «a vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens» (v. 15) -, assim como critérios do mais elevado sentido sobrenatural da fé – «tornar-se rico aos olhos de Deus» (v. 21), «dando os bens em esmola» (v. 33).

16-20 A parábola do rico insensato põe a nu a loucura do homem que vive de cálculos para gozar esta vida, esquecendo que esta não lhe pertence e lhe pode ser tirada repentinamente. Vem bem a propósito o que diz S. Paulo na 2ª leitura de hoje: «Afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da terra» (Col 3, 2).

 

Sugestões para a homilia

 

1-Se ressuscitastes com Cristo

2-Insensato

3-Sabedoria do coração

1) Se ressuscitastes com Cristo

Na segunda leitura S. Paulo lembra-nos que pelo baptismo morremos com Cristo para o pecado. Com Ele ressuscitámos para uma vida nova, a vida da graça, a vida de filhos de Deus.

Temos de viver como homens novos. Temos de ter os olhos postos nas coisas do céu, onde queremos chegar, para viver com Cristo para sempre. O cristão tem de aspirar às coisas do céu e não às da terra. Tem necessidade destas e tem de saber usá-las de modo que nunca o estorvem de chegar ao céu.

Com a crise económica muitos tiveram a triste experiência que as riquezas nos podem facilmente fugir das mãos. Talvez Deus tenha permitido esta crise para que muitos possam abrir os olhos e reorientar a sua vida.

O mundo ocidental deixou-se invadir por uma onda de materialismo. O que conta são as coisas materiais e os prazeres que podem proporcionar. É o chamado hedonismo, a procura dos prazeres imediatos, como se eles fossem a verdadeira felicidade.

Vivemos num mundo paganizado, em que conta apenas o material e em que Deus não tem lugar. Voltámos à situação da antiga Roma no tempo de Jesus. Pão e jogos era o que pedia o povo romano ao imperador. É a situação própria das civilizações decadentes, por causa da abundância dos bens materiais, que trazem com eles os vícios e a corrupção.

João Paulo II falou muitas vezes da necessidade de a Europa voltar às suas raízes cristãs. Senão é como árvore que seca e morre. Temos de ser nós cristãos a realizar essa tarefa, a reafirmar o primado do espiritual. Temos de levar Cristo e a Sua mensagem a todos os lugares da terra, a começar pelo mundo à nossa volta.

Assim fizeram os primeiros cristãos em todo o Império Romano. Os mártires iam para a arena a cantar, desprezando a própria vida e os bens materiais que perdiam. Deixavam espantados os pagãos, já desiludidos e às vezes mesmo embrutecidos pelos prazeres terrenos.

E muitos daqueles espectadores se converteram à fé cristã, desejosos de encontrar a alegria daqueles homens e mulheres e até crianças, que desprezavam as coisa terrenas porque tinham a esperança posta mais alem Uma esperança que os enchia desde já de segurança e de alegria. Porque se apoiava na fé e no amor a Jesus por Quem ofereciam o seu sangue.

Vaidade das vaidades tudo é vaidade. As coisas terrenas são vãs, são ocas, são bolas de sabão. Não podemos andar atrás delas como os miúdos.

Com a festa da Assunção de Nossa Senhora a Igreja anima-nos a pôr os olhos na meta, onde queremos chegar.

2) Insensato

No Evangelho, Jesus fala do homem rico que pensava que, por ter muitos bens, já tinha a vida garantida. Insensato! Esta noite virei pedir a tua vida. São loucos os que põem a sua segurança nos bens terrenos e afastam de Deus o coração.

Só Deus é Deus e só nEle havemos de procurar a nossa felicidade.

Quem tem Deus tem tudo. A nossa riqueza está em Deus. Ele é fonte de todos os bens e a nossa felicidade. Santo Agostinho, que vamos celebrar neste mês, andou até aos trinta cinco anos afastado de Deus. Depois converteu-se ajudado pelas orações e lágrimas de sua mãe, Santa Mónica.

Ao contar a sua vida, no livro das Confissões, exclamava: «Senhor fizestes-nos para Ti e o nosso coração anda inquieto enquanto não descansa em Ti» (Confissões 1,1).

Não vivamos como insensatos: «Fazei morrer em vós o que é terreno: imoralidade, impureza, paixões, maus desejos e avareza, que é uma idolatria» (2ª leit.). Temos de nos guiar pelos ensinamentos de Jesus. Temos de tomar a sério os Seus mandamentos.

Sem cair na tentação do relativismo, para o qual Bento XVI tem chamado tantas vezes a atenção. Como se tudo desse na mesma. Como se pudéssemos caminhar à toa pela vida fora.

O mundo de hoje é um mundo de confusões. Para legitimar as suas desordens querem chamar bem ao mal e mal ao bem. Para muitos a verdade não conta para nada. O que valem são as opiniões dos falsos sábios e dos seus grupos de pressão.

3) Sabedoria do coração

O Espírito Santo com os Seus dons ensina-nos a dar o devido valor às coisas deste mundo. O dom da ciência leva-nos a apreciar devidamente o valor das coisas. Um diamante e um monte de carvão de pedra são da mesma natureza. O diamante, carvão cristalizado, que mal se vê, vale mais que toneladas de carvão.

Temos de pedir esta esperteza ao Divino Paráclito. Para podemos descobrir os pequenos diamantes em nossa vida de cada dia: aceitar com alegria uma contrariedade para oferecê-la ao Senhor, renunciar a um capricho ou a uma pequena satisfação pessoal para dizer a Jesus que O amamos. Saber levantar-nos à hora certa, deixar aquele trabalho bem acabado, ter uma palavra amável com quem nos incomoda. E tantos outros.

Esta sabedoria de coração consegue-se meditando na vida e na morte. «Ensinai-nos a contar os nossos dias para chegarmos à sabedoria de coração» (Salmo).

Hoje muitas pessoas não têm tempo para pensar. A televisão, o rádio, a agitação da vida não lhes deixam tempo e disposição para encarar a realidade da vida. Alguém dizia que muitos só abrem os olhos quando estão para morrer, mas têm de fechá-los logo de seguida. Já nada podem remediar.

Temos de ser valentes para fazer silêncio dentro de nós, saber enfrentar-nos com valentia com a realidade da nossa vida, estar dispostos a corrigir o que está mal. Com a certeza que podemos contar com o perdão de Deus e com a Sua graça para começar uma vida nova, se é preciso.

Para muitos uns dias de retiro espiritual foram a oportunidade para abrirem os olhos e encarar a vida com verdadeiro realismo.

Precisamos de tempo para a oração, sabendo pôr-nos a sério diante de Deus, falar-Lhe sem medo, cheios de confiança e humildade. Abrindo-lhe o nosso coração com sinceridade. E dizendo-Lhe como o salmista: «Ensinai-nos a contar os ossos dias para chegarmos à sabedoria de coração» (Salmo).

Que a Virgem nos ensine a cumprir prontamente a vontade de Deus e a meditar a Sua Palavra e os acontecimentos da nossa vida em nosso coração, como Ela soube fazer.

 

Fala o Santo Padre

 

Queridos irmãos e irmãs!

Neste XVIII Domingo do Tempo Comum, a palavra de Deus estimula-nos a reflectir sobre como deve ser a nossa relação com os bens materiais. A riqueza, mesmo sendo em si um bem, não deve ser considerada um bem absoluto. Sobretudo não garante a salvação, aliás poderia até comprometê-la seriamente. Precisamente deste risco Jesus, na hodierna página evangélica, adverte os seus discípulos. É sabedoria e virtude não apegar o coração aos bens deste mundo, porque tudo é passageiro, tudo pode terminar bruscamente. O verdadeiro tesouro que devemos procurar incessantemente para nós cristãos está nas «coisas do alto, onde se encontra Cristo sentado à direita do Pai». Recorda-nos isto hoje São Paulo na Carta aos Colossenses, acrescentando que a nossa vida «já está escondida com Cristo em Deus» (cf. 3, 1-3).

 

Papa Bento XVI, Angelus, 5 de Agosto de 2007

 

LITURGIA EUCARÍSTICA

 

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Santificai, Senhor, estes dons que Vos oferecemos como sacrifício espiritual, e fazei de nós mesmos uma oblação eterna para vossa glória. Por Nosso Senhor…

 

SANTO

 

Monição da Comunhão

 

Alimentámo-nos da Palavra de Jesus. Agora somos convidados a comer do Pão da Vida eterna, para podermos caminhar para o Céu.

 

Sab 16, 20

ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Saciastes o vosso povo com o pão dos Anjos, destes-nos, Senhor, o pão do Céu.

Ou:    Jo 6, 35

Eu sou o pão da vida, diz o Senhor. Quem vem a Mim nunca mais terá fome, quem crê em Mim nunca mais terá sede.

 

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Senhor, que nos renovais com o pão do Céu, protegei-nos sempre com o vosso auxílio, fortalecei-nos todos os dias da nossa vida e tornai-nos dignos da redenção eterna. Por Nosso Senhor…

 

 

RITOS FINAIS

 

Monição final

 

Vamos partir jubilosos. Enchemo-nos da sabedoria de Jesus e queremos comunicá-la à nossa volta para transformar o mundo, como fizeram os primeiros cristãos há dois mil anos.

 

 

 

HOMILIAS FERIAIS

 

TEMPO COMUM

 

2ª Feira, 5-VIII: A nossa transformação em Cristo.

Jer 28, 1-17 / Mt 14, 13-21

Pegou nos cinco pães e dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e pronunciou a bênção.

«Os milagres da multiplicação dos pães, quando o Senhor disse a bênção, partiu e distribuiu os pães pelos seus discípulos para alimentar a multidão, prefigurou a superabundância deste pão único da sua Eucaristia (Ev.)» (CIC, 1335).

Através da comunhão sacramental «podemos dizer que cada um de nós recebe Cristo, mas também que Cristo recebe cada um de nós… Realiza-se de modo sublime a inhabitação de Cristo e do discípulo: ‘Permanecei em mim e Eu permanecerei em vós’» (Igreja vive da Eucaristia, 22). Intensifica-se a nossa amizade com Ele e passamos a viver por Ele.

 

3ª Feira, 6-VIII: Deus sempre pronto a ajudar-nos.

Jer 30, 1-2. 12-15. 18-22 / Mt 14, 22-36

Mas Pedro, ao notar a ventania, teve medo e começando a afundar-se, lançou um grito: Salva-me, Senhor.

Pedro começou a afundar-se porque, em vez de olhar para Jesus, reparou mais nas dificuldades que o rodeavam (a ventania), esquecendo-se de se apoiar em Deus. Por isso, Jesus chamou-lhe a atenção: «Homem de pouca fé, por que duvidaste?» (Ev.).

Por vezes, deixamos de nos apoiar em Deus; abandonamos a vida de oração, não rejeitamos energicamente as tentações e, assim, corremos o perigo de nos ‘afundarmos’. Por vezes sofreremos, mas o Senhor nunca nos abandonará: «Assim sereis o meu povo, e eu serei o vosso Deus» (Leit.). Deus nunca deixa de ajudar-nos, oferece-nos sempre a sua mão.

 

4ª Feira, 7-VIII: S. João Mª Vianney: O poder da oração feita com fé.

Jer 31, 2-7 / Mt 15, 21-28

Jesus respondeu-lhe: Mulher, é grande a tua fé. Terás aquilo que desejas.

Ao princípio, Jesus parecia não fazer caso do pedido desta mulher. Mas ela, com uma grande humildade, uma fé enorme e uma constância sem limites, não desistiu e obteve o que pretendia (Ev.).

O Senhor tem preparado para cada um de nós os favores adequados: «Amei-te com amor eterno; por isso, guardei o meu favor para contigo» (Leit.). A nossa oração há-de estar cheia de fé: Jesus encheu-se de admiração perante a grande fé da cananeia (Ev.). Foi igualmente pelo poder da oração que S. João Mª Vianney conseguiu a conversão dos habitantes da sua paróquia, onde faltava o amor de Deus.

 

5ª Feira, 8-VIII: Dedicação da Basílica de Sª Mª Maior: A protecção de Nª Senhora.

Jer 31, 31-34 / Mt 16, 13-23

Simão Pedro tomou a palavra e disse-lhe Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo.

As palavras de Simão Pedro são uma afirmação explícita da divindade de Jesus (Ev.). Hoje celebramos a Dedicação da Basílica de Sª Mª Maior, que está ligada à definição da Maternidade divina de Nª Senhora.

É com a colaboração da maternidade divina de Nª Senhora que Deus estabelece uma nova Aliança: «Virão dias, nos quais concluirei com a casa de Israel e Judá, uma Aliança nova» (Leit.). E um dos frutos desta Aliança é o perdão dos nossos pecados: «Pois hei-de perdoar-lhes os pecados e não mais recordarei as suas faltas» (Leit.). Agradeçamos muito à nossa Mãe a sua protecção: À vossa protecção nos acolhemos…

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         CELESTINO CORREIA

Nota Exegética:                    GERALDO MORUJÃO

Homilias Feriais:                  NUNO ROMÃO

Sugestão Musical:                DUARTE NUNO ROCHA