RITOS INICIAIS

 

Sl 104, 3-4

ANTÍFONA DE ENTRADA: Alegre-se o coração dos que procuram o Senhor. Buscai o Senhor e o seu poder, procurai sempre a sua face.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Mais uma semana se passou e programámos o nosso Domingo, reservando um tempo especial para a participação na Eucaristia.

Agradeçamos tudo o que o Senhor nos concedeu. Dialoguemos com Ele, pedindo-Lhe bênçãos para a nossa vida.

 

ORAÇÃO COLECTA: Deus eterno e omnipotente, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade; e para merecermos alcançar o que prometeis, fazei-nos amar o que mandais. Por Nosso Senhor…

 

 

LITURGIA DA PALAVRA

 

Primeira Leitura

 

Monição: Exultemos de alegria porque o Senhor nos salvou. Nunca percamos a esperança de vivermos com Ele para sempre.

 

Jeremias 31, 7-9

7Eis o que diz o Senhor: «Soltai brados de alegria por causa de Jacob, enaltecei a primeira das nações. Fazei ouvir os vossos louvores e proclamai: ‘O Senhor salvou o seu povo, o resto de Israel’. 8Vou trazê-los das terras do Norte e reuni-los dos confins do mundo. Entre eles vêm o cego e o coxo, a, mulher que vai ser mãe e a que já deu à luz. É uma grande multidão que regressa. 9Eles partiram com lágrimas nos olhos e Eu vou trazê-los no meio de consolações. Levá-los-ei às águas correntes, por caminho plano em que não tropecem. Porque Eu sou um Pai para Israel e Efraim é o meu primogénito».

 

A 1ª leitura é como habitualmente escolhida em função do Evangelho; é tirada da parte do livro que os críticos chamam o «Livro da Consolação» (Jer 30 – 33), considerada o núcleo de toda a obra do Profeta de Anatot, onde se anuncia a futura restauração de Israel assente sobre um descendente de David (33, 15-17) e sobre uma nova Aliança, já não escrita em placas de pedra, mas nos corações (31, 31-34).

8-9 «Vou trazê-los das terras do Norte», isto é, da Assíria, cujo rei Salmanasar V conquistara o reino do Norte (Israel ou Efraím: v. 9), em 721, havia já cerca de um século. Os israelitas tinham sido deportados em massa não só para a Assíria, mas também para os mais diversos sítios: «os confins do mundo». Notar como é o próprio Deus quem reconduz os exilados, incapacitados de sair da sua miséria; por isso a salvação não fica reservada apenas ao soldado que combate e a quem tem capacidade para se deslocar por seus próprios pés: entre a multidão que regressa para fazer parte do futuro reino messiânico, vêm «o cego e o coxo, a mulher que vai ser mãe e a que já deu à luz»: é uma bela forma poética de exaltar a intervenção divina. O v. 9 faz lembrar o Salmo 126 (125), 5-6, um Salmo de peregrinações (gradual, ou das ascensões).

 

Salmo Responsorial

Sl 125 (126), 1-2ab.2cd-3.4-5.6 (R. 3)

 

Monição: Se meditarmos a sério nas graças que o Senhor nos concede encontramos motivação constante para nos mostrarmos agradecidos.

 

Refrão:         GRANDES MARAVILHAS FEZ POR NÓS O SENHOR,

                      POR ISSO EXULTAMOS DE ALEGRIA.

 

Ou:                O SENHOR FEZ MARAVILHAS EM FAVOR DO SEU POVO.

 

Quando o Senhor fez regressar os cativos de Sião,

parecia-nos viver um sonho.

Da nossa boca brotavam expressões de alegria

e dos nossos lábios cânticos de júbilo.

 

Diziam então os pagãos:

«O Senhor fez por eles grandes coisas».

Sim, grandes coisas fez por nós o Senhor,

estamos exultantes de alegria.

 

Fazei regressar, Senhor, os nossos cativos,

como as torrentes do deserto.

Os que semeiam em lágrimas

recolhem com alegria.

 

À ida vão a chorar,

levando as sementes;

à volta vêm a cantar,

trazendo os molhos de espigas.

 

Segunda Leitura

 

Monição: O Sacerdote, neste Ano Sacerdotal e em todos os anos da sua vida, deve, através de uma vida exemplar, pedir as bênçãos do Senhor em favor do Seu Povo.

 

Hebreus 5, 1-6

1Todo o sumo sacerdote, escolhido de entre os homens, é constituído em favor dos homens, nas suas relações com Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. 2Ele pode ser compreensivo para com os ignorantes e os transviados, porque também ele está revestido de fraqueza; 3e, por isso, deve oferecer sacrifícios pelos próprios pecados e pelos do seu povo. 4Ninguém atribui a si próprio esta honra, senão quem foi chamado por Deus, como Aarão. 5Assim também, não foi Cristo que tomou para Si a glória de Se tornar sumo sacerdote; deu-Lha Aquele que Lhe disse: «Tu és meu Filho, Eu hoje Te gerei», 6e como disse ainda noutro lugar: «Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedec».

 

O v. 1 é uma bela e válida síntese do que é ser sacerdote. Os vv. 1-4, começam por descrever as características gerais dum sumo sacerdote, um sacerdote do A. T., para depois demonstrar como Jesus cumpriu cabalmente as exigências desta figura de sacerdote. A leitura de hoje apenas desenvolve a última característica: a vocação divina (v. 4). Como Aarão, que foi escolhido por Deus (cf. Ex 28, 1), assim também Jesus não se arrogou por si próprio a honra de se tornar Sumo Sacerdote (v. 5), pois Ele, sendo o Filho de Deus anunciado no Salmo 2, 7, é constituído Sacerdote de uma natureza superior à do sacerdócio levítico, pois cumpre a figura do Salmo 110 (109), 4, um Salmo considerado messiânico pelos próprios judeus: «sacerdote para sempre à maneira de Melquisédec». Mais adiante explicar-se-á a razão da superioridade do sacerdócio de Melquisédec, no capítulo 7, de que vamos ter um pequeno trecho no próximo Domingo.

 

Aclamação ao Evangelho

2 Tim 1, 10

 

Monição: Jesus atende a prece do cego Bartimeu que Lhe pede a cura. Peçamos nós também ao Senhor para que nos ajude a ver bem o caminho que Ele nos aponta.

 

ALELUIA

 

Jesus Cristo, nosso Salvador, destruiu a morte e fez brilhar a vida por meio do Evangelho.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 10, 46-52

Naquele tempo, 46quando Jesus ia a sair de Jericó com os discípulos e uma grande multidão, estava um cego, chamado Bartimeu, filho de Timeu, a pedir esmola à beira do caminho. 47Ao ouvir dizer que era Jesus de Nazaré que passava, começou a gritar: «Jesus, Filho de David, tem piedade de mim». 48Muitos repreendiam-no para que se calasse. Mas ele gritava cada vez mais: «Filho de David, tem piedade de mim». 49Jesus parou e disse: «Chamai-o». Chamaram então o cego e disseram-lhe: «Coragem! Levanta-te, que Ele está a chamar-te». 50O cego atirou fora a capa, deu um salto e foi ter com Jesus. 51Jesus perguntou-lhe: «Que queres que Eu te faça?» O cego respondeu-Lhe: «Mestre, que eu veja». 52Jesus disse-lhe: «Vai: a tua fé te salvou». Logo ele recuperou a vista e seguiu Jesus pelo caminho.

 

A vivacidade da narração e o colorido próprio do Evangelho de S. Marcos encontram aqui um exemplo típico. Assim há uma série de pormenores que não aparecem nos relatos paralelos de Mateus e Lucas: a referência aos discípulos (v. 46), o nome do cego com a sua respectiva tradução (v. 46), as palavras que dizem os que chamam o cego (v. 49: «Coragem! Levanta-te que Ele está a chamar-te»), e também o gesto de o cego largar a capa e de se levantar dum salto (v. 50), bem como a forma de ele se dirigir a Jesus com a delicada expressão «rabbuní» (v. 51), em vez da forma seca rabbí. Todos estes pormenores, bem como aqueles que são comuns aos restantes Sinópticos, reforçam o valor histórico do Evangelho, especialmente a referência ao nome do miraculado, coisa rara nos relatos evangélicos. S. Marcos não foi certamente uma testemunha ocular do facto, mas, ao registar todos estes detalhes, teve em conta o Evangelho como era pregado por Pedro, de quem foi companheiro e colaborador, que Papias chama «o intérprete de Pedro».

Na passagem paralela, S. Mateus fala de dois cegos que Jesus curou, ao sair de Jericó. S. Lucas fala da cura de um, ao entrar em Jericó, ao passo que S. Marcos diz: «Quando Jesus ia a entrar em Jericó» (v. 46). Se queremos valorizar todos estes pormenores, podemos recorrer à explicação habitual da discrepância: trata-se de dois cegos diferentes; e S. Mateus, de acordo com o seu hábito de sintetizar e simplificar, fala da cura dos dois de uma só vez, quando saía de Jericó.

A insistência dos Evangelhos na cura de invisuais – com mais de uma dezena de referências – parece que se deve não apenas à frequências deste tipo de doentes, mas também a uma intenção teológica dos evangelistas, de modo a que assim fique patente que Jesus é a luz do mundo, como aparece expressamente no capítulo 9 de S. João na cura do cego (Jo 9, 5; cf. Jo 1, 9; 8, 12; 12, 35-36). Jesus vem iluminar os corações com a luz da fé – «a tua fé te salvou» (v. 52) – vem curá-los, purificando-os; com efeito «o fundo dos olhos é o coração» (R. Guardini); e, sem um coração limpo, não há olhos sãos. Também se pode ver uma intenção didáctica no pormenor de mostrar como o cego deixa de estar à beira do caminho (v. 46), para «seguir Jesus pelo caminho» (v. 52); este é o rumo que toma quem se deixa curar por Jesus; «caminho» tornou-se mesmo uma expressão para designar a fé e a vida cristã (cf. Act 9, 2; 18, 25.26; 19, 9.23; 22, 4; 24, 14).

 

Sugestões para a homilia

 

Amemos o Senhor

Amemos os irmãos

Tornemos o mundo melhor

Amemos o Senhor

Desde sempre o Senhor pensou em nós. Ofereceu-nos a vida na Terra para cumprirmos a missão que nos confiou.

Para nos salvar deu a vida por nós, morrendo pregado na Cruz (Primeira Leitura).

Quem ousará virar-Lhe as costas e seguir em sentido contrário?!…

Procuremos corresponder a tanto amor por nós amando-O com todo o coração.

Ao amá-l’O estamos a dizer não ao pecado. Estamos a evitar tudo aquilo que O ofende nos outros: a injustiça, o ódio, a inveja…Desejamos cumprir sempre e em toda a parte a Sua vontade. Preferimos praticar o bem e a virtude. Queremos ajudar os outros para que se sintam felizes como nós.

Amemos os irmãos

Há muitas pessoas que não vêem como nós a realidade. Temos de respeitá-las e compreendê-las, como nos ensina São Paulo na Segunda Leitura. Não deixemos, porém, de as ajudar a seguir o caminho recto.

Por vezes o ambiente que respiramos de hedonismo, materialismo, relativismo pode ofuscar a Luz que ilumina a nossa vida.

Nessas ocasiões é bom que cada um de nós grite como o cego Bartimeu: «Mestre, que eu veja!» (Evangelho).

O Senhor atenderá a nossa prece. O Senhor far-nos-à preferir a humildade ao orgulho. O Senhor não nos deixará cair nas seduções do mundo e do demónio. O Senhor irá connosco ao encontro dos que sofrem, dos que estão cansados de viver, dos que esperam uma presença desinteressada mas amiga. O Senhor servir-se-á de nós para salvar a humanidade.

Tornemos o mundo melhor

Quando observamos o mundo actual ficamos perplexos com o horror dos atentados e guerras que causam a destruição e a morte.

Porque não se deixam viver crianças que encheriam as nossas comunidades de encanto e ternura e porque se marginalizam idosos que continuam a ensinar com a experiência e a sabedoria adquiridas ao longo da vida?

Cristo veio até nós há dois mil anos. Enviou Sua Mãe a Fátima em 1917, indicando o caminho da conversão, da esperança e da paz.

Não adiemos para mais tarde aquilo que nos compete cumprir agora. As gerações futuras não nos perdoariam se cruzássemos os braços sem nada fazer para tornarmos o mundo melhor.

Bispos, Sacerdotes, Diáconos, Religiosos e Leigos, em união com o Santo Padre, vivamos com muito amor a nossa vocação neste ano sacerdotal e sempre!

Os que viveram antes de nós e foram coerentes com a sua fé, muitos deles até ao martírio, animam-nos a prosseguir sem desânimos porque depois da Terra teremos o Céu para sempre.

 

Fala o Santo Padre

 

Queridos irmãos e irmãs!

No Evangelho deste Domingo (Mc 10, 46-52) lemos que, enquanto o Senhor passa pelas estradas de Jericó, um cego chamado Bartimeu se dirige a Ele gritando: «Filho de David, Jesus, tende piedade de mim!». Esta oração comove o coração de Cristo, que pára, o manda chamar e o cura.

O momento decisivo foi o encontro pessoal, directo, entre o Senhor e aquele homem que sofre. Encontram-se um diante do outro: Deus com a sua vontade de curar e o homem com o seu desejo de ser curado. Duas liberdades, duas vontades convergentes: «Que queres que Eu te faça?», pergunta o Senhor. «Que eu recupere a vista!», responde o cego. «Vai, a tua fé te salvou». Com estas palavras realiza-se o milagre. Alegria de Deus, alegria do homem. E Bartimeu, vindo à luz narra o Evangelho «começou a segui-lo no seu caminho»: isto é, torna-se um discípulo e sobe com o Mestre a Jerusalém, para participar com Ele no grande mistério da salvação. Esta narração, na essência da sua sucessão, recorda o itinerário do catecúmeno rumo ao Sacramento do Baptismo, que na Igreja era também chamado «iluminação».

A fé é um caminho de iluminação: parte da humildade de se reconhecer necessitados de salvação e chega ao encontro pessoal com Cristo, que chama a segui-l’O pelo caminho do amor. Sobre este modelo se orientam na Igreja os itinerários de iniciação cristã, que preparam para os sacramentos do Baptismo, da Confirmação (ou Crisma) e da Eucaristia. Nos lugares de antiga evangelização, onde está difundido o Baptismo das crianças, são propostas aos jovens e aos adultos experiências de catequese e de espiritualidade que permitem percorrer um caminho de redescoberta da fé de maneira madura e consciente, para assumir depois um coerente compromisso de testemunho.

Como é importante o trabalho que os Pastores e os catequistas realizam neste campo! A redescoberta do valor do próprio Baptismo está na base do compromisso missionário de cada cristão, porque vemos no Evangelho que quem se deixa fascinar por Cristo não pode viver sem dar testemunho da alegria de seguir os seus passos. Neste mês de Outubro, compreendemos ainda mais que, precisamente em virtude do Baptismo, possuímos uma vocação missionária conatural.

Invocamos a intercessão da Virgem Maria, para que se multipliquem os missionários do Evangelho. Intimamente unido ao Senhor, cada baptizado sinta a chamada para anunciar a todos o amor de Deus, com o testemunho da própria vida.

Bento XVI, Angelus, 29 de Outubro de 2006

 

LITURGIA EUCARÍSTICA

 

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Olhai, Senhor, para os dons que Vos apresentamos e fazei que a celebração destes mistérios dê glória ao vosso nome. Por Nosso Senhor…

 

SANTO

Monição da Comunhão

 

Jesus que andou no Mundo, curando e salvando as pessoas, vem até nós na Sagrada Comunhão. Tomemos consciência desta realidade sublime, adorando-O e pedindo-Lhe bênçãos e graças.

 

Sl 19, 6

ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Celebramos, Senhor, a vossa salvação e glorificamos o vosso santo nome.

Ou:    Ef 5, 2

Cristo amou-nos e deu a vida por nós, oferecendo-Se em sacrifício agradável a Deus.

 

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Fazei, Senhor, que os vossos sacramentos realizem em nós o que significam, para alcançarmos um dia em plenitude o que celebramos nestes santos mistérios. Por Nosso Senhor…

 

 

RITOS FINAIS

 

Monição final

 

Aqui nos encontrámos com o Senhor. Como é bom vivermos assim o Domingo!

Agora vamos partir. Lá fora há tanto que fazer pelo Reino de Deus!… Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, acompanha-nos para permanecermos sempre firmes na Fé, cumprindo a missão que nos foi confiada.

 

HOMILIAS FERIAIS

 

30ª SEMANA

 

2ª Feira, 29-X: Comportamento de filhos de Deus.

Rom 8, 12-27 / Lc 13, 10-17

(Jesus): Mulher, estás livre da tua enfermidade… Ela endireitou-se logo e começou a dar glória a Deus.

Esta mulher mal podia levantar os olhos para o alto (Ev). Graças à intervenção de Jesus endireitou-se.

Também nós, se vivemos apenas segundo as tendências da natureza morreremos (Leit). Mas recebemos o Espírito Santo, que nos elevou à dignidade de filhos de Deus e podemos ‘olhar para o céu’, falar com Deus, esperar pela herança de vida eterna prometida. Comportemo-nos sempre como bons filhos de Deus.

 

3ª Feira, 30-X: Pequenos começos, grandes frutos.

Rom 8, 18-25 / Lc 13, 18-21

(O reino de Deus) é semelhante ao fermento que uma mulher tomou e meteu em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado.

O fermento e o grão de mostarda são de reduzidas dimensões, mas dão origem a grandes coisas (Ev).

Também os sofrimentos do tempo actual nada são em comparação com a glória que receberemos (Leit). Aceitemo-los com amor. Do mesmo modo, para a transformação do mundo, as criaturas estão à espera de verem o comportamento dos filhos de Deus. A nossa salvação depende igualmente da virtude da esperança (Leit).

 

4ª Feira, 31-X: S. Simão e S. Judas: Alicerces da Igreja.

Ef 2, 19-22 / Lc 6, 12-19

Ao romper do dia, chamou os seus discípulos e escolheu doze entre eles, a quem chamou Apóstolos.

Depois de uma noite em oração, Jesus escolheu os doze, entre os quais se contam S. Simão e S. Judas (Ev).

A Igreja apoia-se em Cristo, pedra angular, e tem como alicerces os Apóstolos. E cada um de nós é integrado nesta construção (Leit). Para isso, contamos com a presença de Deus nas nossas vidas: «somos habitação de Deus». O nosso comportamento deve ser o próprio das «pessoas da casa de Deus» (Leit), isto é, uma imitação do próprio Cristo, Filho de Deus.

 

5ª Feira, 1-XI: Para melhor corresponder ao amor de Deus.

Rom 8, 31-39 / Lc 13, 31-35

Deus não poupou o seu próprio Filho, entregou-o para morrer por todos nós.

Deus não se cansa de nos ajudar e de nos perdoar: Cristo morreu por todos nós (Leit). E a nossa resposta é de não correspondência a tanto amor: «Mas vós não quisestes!» (Ev).

Temos abundantes meios para corresponder melhor aos pedidos de Deus, porque «estou persuadido que nem a morte, nem a vida, poderão separar-nos do amor de Deus» (Leit). E temos sempre Deus do nosso lado: «Se temos Deus por nós, quem poderia estar contra nós» (Leit).

 

6ª Feira, 2-XI: Como fazemos sofrer Deus?

Rom 9, 1-5 / Lc 14, 1-6

Sinto grande mágoa e contínua dor no meu coração.

O Apóstolo sente grande pena pelo comportamento dos seus irmãos na fé (Leit). A mesma mágoa sente Jesus pela dureza do coração dos fariseus, escandalizados por uma cura ao Sábado (Ev).

Que mágoa sentirá o Senhor no nosso comportamento em relação a Ele: encontros, comunhões, sacrifícios? E em relação à nossa actividade como cidadãos? Damos bom testemunho, através do exemplo e das palavras com que ajudamos o próximo?

 

Sábado, 3-XI: Os frutos da humildade.

Rom 11, 1-2. 11-12. 25-29 / Lc 14, 1. 7-11

Pois todo aquele que se eleva será humilhado, e o que se humilha será elevado.

Noutra passagem da Escritura lemos uma verdade semelhante: Deus resiste aos soberbos e dá a sua graça aos humildes. A História da humanidade está resumida nestas palavras: pela soberba dos nossos primeiros pais, entrou o pecado no mundo; e pela humildade de Nª Senhora e de Cristo entrou a salvação.

A humildade esvazia o nosso interior do egoísmo, da soberba, e pode encher-se do amor de Deus e do amor ao próximo. A humildade é a base do espírito de serviço ao próximo.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:          AURÉLIO ARAÚJO RIBEIRO

Nota Exegética:                     GERALDO MORUJÃO

Homilias Feriais:                   NUNO ROMÃO

Sugestão Musical:                 DUARTE NUNO ROCHA