RITOS INICIAIS

 

Lc 2, 16

ANTÍFONA DE ENTRADA: Os pastores vieram a toda a pressa e encontraram Maria, José e o Menino deitado no presépio.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Há dois dias vivemos a festa encantadora do Natal. Junto a Jesus estavam Sua Mãe, Maria Santíssima e Seu Pai adoptivo, José. Hoje celebramos esta Sagrada Família, modelo de todas as famílias cristãs.

 

ORAÇÃO COLECTA: Senhor, Pai santo, que na Sagrada Família nos destes um modelo de vida, concedei que, imitando as suas virtudes familiares e o seu espírito de caridade, possamos um dia reunir-nos na vossa casa para gozarmos as alegrias eternas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

LITURGIA DA PALAVRA

 

Primeira Leitura

 

Monição: Por gratidão, respeito e amor procurem os filhos mostrar-se sempre reconhecidos para com seus pais.

 

Ben-Sira 3, 3-7.14-17a (gr. 2-6.12-14)

3Deus quis honrar os pais nos filhos e firmou sobre eles a autoridade da mãe. 4Quem honra seu pai obtém o perdão dos pecados 5e acumula um tesouro quem honra sua mãe. 6Quem honra o pai encontrará alegria nos seus filhos e será atendido na sua oração. 7Quem honra seu pai terá longa vida, e quem lhe obedece será o conforto de sua mãe. 14Filho, ampara a velhice do teu pai e não o desgostes durante a sua vida. 15Se a sua mente enfraquece, sê indulgente para com ele e não o desprezes, tu que estás no vigor da vida, 16porque a tua caridade para com teu pai nunca será esquecida 17ae converter-se-á em desconto dos teus pecados.

 

Esta leitura é extraída da Sabedoria de Jesus Ben Sira, título grego do livro do A.T. mais lido na Liturgia, depois do Saltério, o que lhe veio a merecer, na Igreja latina, o nome de Eclesiástico, como já lhe chamava no séc. III S. Cipriano. O autor inspirado escreve pelo ano 180 a. C., quando a Palestina acabava de passar para o domínio dos Selêucidas (198). Então, a helenização, favorecida pelas classes dirigentes, começava a tornar-se uma sedução para o povo da Aliança, com a adopção de costumes totalmente alheios à pureza da religião. Perante tão perigosa ameaça, Ben Sira vê na família o mais poderoso baluarte contra o paganismo invasor. Assim, os seus ensinamentos vão insistentemente dirigidos aos filhos, e estes são continuamente exortados a prestar atenção às palavras do pai.

O nosso texto é um belíssimo comentário inspirado ao 4.º mandamento do Decálogo (Ex 20, 12; Dt 5, 16), concretizando alguns deveres: o cuidado com os pais na velhice (v. 14a); não lhes causar tristeza (v. 14b); ser indulgente para com eles, se vierem a perder a razão (15a); nunca os votar ao desprezo (15b).

 

Salmo Responsorial

 Sl 127 (128), 1-2.3.4-5 (R. cf. 1)

 

Monição: Todos queremos ser felizes. Mas só alcança a verdadeira felicidade quem segue o Caminho do Senhor.

 

Refrão:         FELIZES OS QUE ESPERAM NO SENHOR,

                E SEGUEM OS SEUS CAMINHOS.

 

Ou:                DITOSOS OS QUE TEMEM O SENHOR,

                DITOSOS OS QUE SEGUEM OS SEUS CAMINHOS.

 

Feliz de ti, que temes o Senhor

e andas nos seus caminhos.

Comerás do trabalho das tuas mãos,

serás feliz e tudo te correrá bem.

 

Tua esposa será como videira fecunda

no íntimo do teu lar;

teus filhos serão como ramos de oliveira

ao redor da tua mesa.

 

Assim será abençoado o homem que teme o Senhor.

De Sião te abençoe o Senhor:

vejas a prosperidade de Jerusalém

todos os dias da tua vida.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Os esposos, os pais e os filhos são convidados a viverem no amor para que possam constituir uma família feliz.

 

Colossenses 3, 12-21

Irmãos: 12Como eleitos de Deus, santos e predilectos, revesti-vos de sentimentos de misericórdia, de bondade, humildade, mansidão e paciência. 13Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, se algum tiver razão de queixa contra outro. Tal como o Senhor vos perdoou, assim deveis fazer vós também. 14Acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição. 15Reine em vossos corações a paz de Cristo, à qual fostes chamados para formar um só corpo. E vivei em acção de graças. 16Habite em vós com abundância a palavra de Cristo, para vos instruirdes e aconselhardes uns aos outros com toda a sabedoria; e com salmos, hinos e cânticos inspirados, cantai de todo o coração a Deus a vossa gratidão. 17E tudo o que fizerdes, por palavras ou por obras, seja tudo em nome do Senhor Jesus, dando graças, por Ele, a Deus Pai. 18Esposas, sede submissas aos vossos maridos, como convém no Senhor. 19Maridos, amai as vossas esposas e não as trateis com aspereza. 20Filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto agrada ao Senhor. 21Pais, não exaspereis os vossos filhos, para que não caiam em desânimo.

 

A leitura é tirada da parte final da Carta, a parte parenética, ou de exortação moral, em que o autor fundamenta a vida moral do cristão na sua união com Cristo a partir do Baptismo: trata-se duma «vida nova em Cristo».

12-15 Temos aqui a enumeração de uma série de virtudes e de atitudes indispensáveis à vida doméstica, diríamos nós agora, para que ela se torne uma imitação da Sagrada Família de Nazaré. Estas virtudes são apresentadas com a alegoria do vestuário, como se fossem diversas peças de roupa, que, para se ajustarem bem à pessoa, têm de ser cingidas com um cinto, que é «a caridade, o vínculo da perfeição». Na linguagem bíblica, «revestir-se» não indica algo de meramente exterior, de aparências, mas assinala uma atitude interior, que implica uma conversão profunda.

18-21 O autor sagrado não pretende indicar aqui os deveres exclusivos de cada um dos membros da família, mas sim pôr o acento naqueles que cada um tem mais dificuldade em cumprir; com efeito, o marido também tem de «ser submisso» à mulher, e a mulher também tem de «amar» o seu marido.

 

Aclamação ao Evangelho           

Col 3, 15a.16a

 

Monição: Maria e José, após intensa procura, encontram Jesus no Templo. Que os pais vão ao encontro dos filhos para que se sintam amados e dispostos a seguir o Senhor Jesus!

 

ALELUIA

 

Reine em vossos corações a paz de Cristo,  habite em vós a sua palavra.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 2, 41-51a

41Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, pela festa da Páscoa. 42Quando Ele fez doze anos, subiram até lá, como era costume nessa festa. 43Quando eles regressavam, passados os dias festivos, o Menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o soubessem. 44Julgando que Ele vinha na caravana, fizeram um dia de viagem e começaram a procurá-l’O entre os parentes e conhecidos. 45Não O encontrando, voltaram a Jerusalém, à sua procura.46Passados três dias, encontraram-n’O no templo, sentado no meio dos doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas. 47Todos aqueles que O ouviam estavam surpreendidos com a sua inteligência e as suas respostas. 48Quando viram Jesus, seus pais ficaram admirados e sua Mãe disse-Lhe: «Filho, porque procedeste assim connosco? Teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura». 49Jesus respondeu-lhes: «Porque Me procuráveis? Não sabíeis que Eu devia estar na casa de meu Pai?». 50Mas eles não entenderam as palavras que Jesus lhes disse. 51aJesus desceu então com eles para Nazaré e era-lhes submisso.

 

No nosso comentário julgamos que não há razões suficientes para prescindir da realidade do facto narrado, mas pretendemos valorizar a teologia de Lucas no seu maravilhoso trabalho redaccional. É certo que Lucas não pretende, sem mais, relatar um episódio – curiosamente o único em cerca de três dezenas de anos passados em Nazaré. Ele visa, antes de mais e acima de tudo, por um lado, pôr em foco como toda a vida de Jesus estava radicalmente marcada pelo cumprimento da vontade do Pai, ao sublinhar o contraste – «teu pai e eu» (v. 48) e «meu Pai» –, deixando (como diz o Catecismo da Igreja Católica, nº 534) «entrever o mistério da sua consagração total à missão decorrente da sua filiação divina» (v. 49); por outro lado, deixa ver como o conhecimento do mistério de Jesus nunca é pleno para ninguém, nem sequer para Maria e José: «eles não entenderam…» (v. 50).

Segundo a Mixnáh, (Niddáh, V, 6) depois dos 13 anos, o rapaz israelita começava a ser «bar-hamitswáh», «filho-da-lei», isto é, passava ter os deveres e direitos da Lei mosaica, incluindo o dever de peregrinar a Jerusalém, mas os pais piedosos costumavam antecipar um ano ou dois o cumprimento deste dever. Os judeus costumavam deslocar-se em caravanas e em grupos separados de homens e de mulheres, as crianças podiam fazer viagem em qualquer dos grupos; nas paragens do caminho, as famílias reuniam-se. É neste contexto que se desenrola o relato. A atitude de Jesus de ficar em Jerusalém é deveras surpreendente. Não deveria ter avisado os pais ou outros familiares? O que não faz sentido é buscar a explicação do sucedido numa rebeldia ou na irresponsabilidade dum adolescente – este rapaz é o Filho de Deus –, embora o relato evangélico possa fornecer luzes aos pais que se deparam com situações similares de filhos perdidos.

A teologia de Lucas talvez nos possa dar alguma pista para a compreensão do episódio narrado. «Jerusalém» não é simplesmente o centro da vida religiosa de Israel. Para os evangelistas, e de modo singular para Lucas, Jerusalém representa o culminar de toda a obra salvadora de Jesus, por ocasião da Páscoa da Paixão, Morte e Ressurreição; é por isso que Lucas, ao pôr em evidência a tensão de Jesus para a sua Paixão, apresenta grande parte do seu ensino «a caminho de Jerusalém», onde Jesus tem de padecer para ir para o Pai e entrar na sua glória (cf. Lc 24, 26). A teologia de Lucas não é abstracta e desligada da realidade. Ora a realidade é que Jesus não é apenas «o Mestre», Ele é «o Profeta» – especialmente Lucas gosta de apresentar Jesus como Profeta (cf. 7, 16; 9, 19; 13, 33; 24, 19) –, e, por isso mesmo, Jesus não ensina apenas quando exerce a função de rabi, mas em todos os passos da sua vida actua como Profeta, ensinando através do seu agir, mormente através de acções simbólicas de profundo alcance, por vezes bem chocantes. O «Menino perdido» não aparece como um simples menino, é um Profeta que realiza uma acção simbólica para proclamar quem é e qual é a sua missão: «Não sabíeis que Eu devia estar na casa de meu Pai?» (v. 49). Ele é o Filho de Deus, e tem de cumprir a missão que o Pai lhe confiou, em Jerusalém, ainda que isto lhe custe bem e tenha de fazer sofrer aqueles que mais ama – «aflitos à tua procura» (v. 48). O episódio passa-se em Jerusalém, como prenúncio e paralelo de um sofrimento bem maior, também em Jerusalém. A lição é clara: não se pode realizar plenamente a vontade do Pai do Céu e, ao mesmo tempo, evitar todo o sofrimento próprio e dos seres mais queridos; subir a Jerusalém é subir à Cruz, e subir à Cruz é «elevar-se» ao Céu, também em Jerusalém (cf. Lc 24, 50-51).

41 «Os pais de Jesus. Teu pai» (v. 48). Uma vez que Lucas tinha acabado de falar tão explicitamente da concepção virginal de Jesus, não tem agora qualquer receio de nomear S. José como pai (virginal) do Senhor.

49 «Eu devia estar na Casa de Meu Pai». A tradução de tà toû Patrós mou pode significar tanto «a casa de meu Pai», como «as coisas (assuntos, vontade) de meu Pai». A verdade é que o redactor pode ter querido dar à resposta de Jesus uma certa ambiguidade: «Não sabíeis que Eu tenho de estar nas coisas de meu Pai» (e que, por isso, me deveria encontrar aqui no Templo)?

50 «Eles não entenderam». A resposta do Menino envolve um sentido muito profundo que ultrapassa uma simples justificação da sua «independência». Não alcançam ver até onde iria este «estar nas coisas do Pai», mas também não se atrevem a fazer mais perguntas, dada a sua extrema delicadeza e reverência, que uma profunda fé lhes ditava. Estamos postos perante o mistério do ser e da missão de Jesus; é mais um «sinal» e mais uma «espada» (cf. Lc 2, 34-35).

 

Sugestões para a homilia

 

A família, hoje

Novas famílias

Sagrada Família

A família, hoje

Hoje a vida é muito agitada. As pessoas correm dum lugar para outro sem terem tempo para parar, descansar, rezar e meditar… O nervosismo, a falta de paciência, a angústia roubam a serenidade, sem a qual não é possível viver em paz.

O lar deve ser o local onde todos se sentem bem, onde todos gostam de estar, onde todos, quando dele saem, a ele querem voltar novamente.

Quando o marido, cansado, chega a casa e é acolhido com o abraço da esposa, como se sente feliz e contente!

Quando a esposa, ansiosa, chega a casa e é acolhida com o sorriso do marido, como se sente feliz e contente! (Segunda Leitura)

Quando os filhos, cheios de sonhos e desencantos, chegam a casa e são acolhidos com o beijo dos pais, como se sentem felizes e contentes1

Quando os pais, esgotados pelo trabalho, chegam a casa e são acolhidos com a ternura dos filhos, como se sentem felizes e contentes! (Primeira Leitura )

Quando os avós e outros familiares a viver no mesmo lar vêem chegar a casa aqueles que têm presentes na memória e no coração, como se sentem felizes e contentes!

Neste início do terceiro milénio vamos todos investir na família. Se a família for feliz a nossa sociedade, formada pelas diversas famílias, será melhor. Haverá alegria de viver!

Novas famílias

Mas nem todas as famílias são felizes. O ciúme, a intriga, a falta de diálogo, a infidelidade, as ofensas sem perdão, a ausência do amor causam a destruição de muitas famílias com a violência doméstica, com a separação, com o divórcio…

Não agravemos mais dramas que se tornam insuportáveis. Como o Bom Pastor saibamos acolher as pessoas, transmitindo sempre uma palavra de esperança!

Que os rapazes e as raparigas não enveredem por namoros escandalosos, por uniões homossexuais ou por uniões de facto!

Procurem os jovens preparar-se seriamente para o matrimónio com franqueza e sinceridade para que não venham um dia a aumentar o número das famílias desfeitas mas constituam famílias ideais, precursoras dum mundo novo.

Sagrada Família

Nós, cristãos, contamos com o exemplo e a intercessão da Sagrada Família que hoje celebramos.

José, escolhido para esposo virginal de Maria e pai adoptivo de Jesus, vive com toda a perfeição a missão que lhe foi confiada, amando-Os como merecem.

Maria, escolhida desde toda a eternidade para ser a Mãe de Jesus, vive a Sua consagração plena, tornando-se a mais excelsa de todas as criaturas.

Jesus que veio ao Mundo para o salvar, morrendo por nós pregado na Cruz, vive sempre connosco para nos ajudar, aconselhar, amar e salvar.

Não O troquemos por nada deste mundo! E, se por vezes a dúvida nos assaltar e tivermos dificuldade em vê-l’O, procuremo-l’O como Maria e José quando O perderam no Templo (Evangelho). Jesus virá de novo ao nosso encontro e voltaremos a viver felizes.

Jesus, Maria e José, permanecei sempre com os esposos, os pais, os filhos e todos os familiares para que, imitando-Vos e invocando-Vos, sejam cumulados de bênçãos sem fim!

Sagrada Família de Jesus, Maria e José, abençoai as nossas famílias e as famílias de todo o Mundo!

 

Fala o Santo Padre

 

[…] Hoje celebramos a festa da Sagrada Família de Nazaré. É com alegria que dirijo uma saudação a todas as famílias do mundo, desejando-lhes a paz e o amor que Jesus nos concedeu ao vir no meio de nós no Natal. No Evangelho não encontramos discursos sobre a família, mas uma admoestação que vale mais do que toda a palavra: Deus quis nascer e crescer numa família humana. Deste modo consagrou-a como caminho primário e efectivo do seu encontro com a humanidade. Na vida transcorrida em Nazaré, Jesus honrou a Virgem Maria e o justo José, permanecendo submetido à sua autoridade por todo o tempo da sua infância e adolescência (cf. Lc 2, 51-52). Deste modo, lançou luz sobre o valor primordial da família na educação da pessoa. De Maria e José, Jesus foi introduzido na comunidade religiosa, frequentando a sinagoga de Nazaré.

Com eles, aprendeu a fazer a peregrinação a Jerusalém, como narra o trecho evangélico que a liturgia hodierna propõe à nossa meditação. Quando tinha doze anos, permaneceu no Templo, e os seus pais empregaram três dias para o encontrar. Com aquele gesto, fez-lhes compreender que Ele se tinha de «ocupar das coisas do seu Pai», ou seja, da missão que o Pai lhe confiara (cf. Lc 2, 41-52).

Este episódio evangélico revela a mais autêntica e profunda vocação da família: isto é, a de acompanhar cada um dos seus componentes pelo caminho da descoberta de Deus e do desígnio que Ele lhe predispôs. Maria e José educaram Jesus, em primeiro lugar, com o seu exemplo: nos seus pais, Ele conheceu toda a beleza da fé, do amor a Deus e à sua Lei, assim como as exigências da justiça, que encontra o seu pleno cumprimento no amor (cf. Rm 13, 10). Deles aprendeu que antes de tudo é necessário realizar a vontade de Deus, e que o laço espiritual vale mais que o vínculo do sangue. A Sagrada Família de Nazaré é verdadeiramente o «protótipo» de cada família cristã que, unida no Sacramento do matrimónio e alimentada pela Palavra e pela Eucaristia, é chamada a realizar a maravilhosa vocação e missão de ser célula viva não apenas da sociedade, mas da Igreja, sinal e instrumento de unidade para todo o género humano. […]

Bento XVI, Vaticano, 31 de Dezembro de 2006

 

Oração Universal

 

Irmãos, unidos a Jesus Cristo

e com Maria Santíssima e São José

oremos a Deus Pai Omnipotente,

dizendo  com Fé e confiança:

Escutai, Senhor, a nossa oração.

 

1.     Para que a Santa Igreja

anime todas as famílias da Terra

a viverem felizes no amor

tornando mais bela a vida no mundo,

oremos, irmãos.

 

2.     Para que as crianças e os jovens

ouçam o chamamento do Senhor

que lhes propõe um ideal diferente

a concretizar no apostolado durante toda a vida,

oremos, irmãos.

 

3.     Para que nas famílias

os esposos se amem como Cristo ama a Igreja

e os filhos, fruto do seu amor,

respeitem e amem seus pais,

oremos, irmãos.

 

4.     Para que os catequistas e formadores,

através do exemplo e ensino,

ajudem os educandos e suas famílias

a encontrar o Senhor Jesus,

oremos, irmãos.

 

5.     Para que os desempregados e pobres

encontrem na sociedade justa

a solução para as suas privações e carências

e possam viver na família com a dignidade merecida,

oremos, irmãos.

 

6.     Para que todos nós sejamos bons cristãos

a fim de alcançarmos a felicidade do Céu

onde se encontram os familiares

e aqueles que recordamos nesta Eucaristia,

oremos, irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-Vos atender estas súplicas

e, por intercessão de Maria Santíssima e São José ,

concedei-nos o que for melhor para nós.

Por N. S. J. C. Vosso Filho que é Deus Convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

LITURGIA EUCARÍSTICA

 

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Nós Vos oferecemos, Senhor, este sacrifício de reconciliação e humildemente Vos suplicamos que, pela intercessão da Virgem, Mãe de Deus, e de São José, se confirmem as nossas famílias na vossa paz e na vossa graça. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio do Natal: p. 457 [590-702] ou 458-459

 

No Cânone Romano, diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) próprio. Nas Orações Eucarísticas II e III faz-se também a comemoração própria do Natal.

 

SANTO

 

Monição da Comunhão

 

Jesus era tudo para Maria e José com quem vivia. Que nos ajudem a recebê-l’O na Sagrada Comunhão como O acolheram em toda a vida!

 

Bar 3, 38

ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Deus apareceu na terra e começou a viver no meio de nós.

 

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Pai de misericórdia, que nos alimentais neste divino sacramento, dai-nos a graça de imitar continuamente os exemplos da Sagrada Família, para que, depois das provações desta vida, vivamos na sua companhia por toda a eternidade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

RITOS FINAIS

 

Monição final

 

Estivemos aqui reunidos, constituindo a família dos filhos de Deus. Que Nossa Senhora, São José e Jesus Cristo abençoem as nossas famílias e as famílias de todo o mundo!

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:          AURÉLIO ARAÚJO RIBEIRO

Nota Exegética:                     GERALDO MORUJÃO

Homilias Feriais:                   NUNO ROMÃO

Sugestão Musical:                 DUARTE NUNO ROCHA