Autor: Presbíteros

Roteiro Homilético – II Domingo do Tempo Comum – Ano C

RITOS INICIAIS   Salmo 65, 4 ANTÍFONA DE ENTRADA: Toda a terra Vos adore, Senhor, e entoe hinos ao vosso nome, ó Altíssimo.   Introdução ao espírito da Celebração   O Profeta Isaías fala de Jerusalém e seu Povo como a Nação que o Senhor mais protege, engrandece e trata como «esposa». Tudo isto se aplica, de algum modo, à Família e à Igreja de Jesus Cristo. Na Segunda Leitura os Dons do Espírito Santo são distribuídos por cada pessoa para que os coloque ao serviço de todos. No Santo Evangelho, a presença de Jesus nas Bodas de Caná fala-nos da importância do Sacramento do Matrimónio e da Família.   ORAÇÃO COLECTA: Deus eterno e omnipotente, que governais o céu e a terra, escutai misericordiosamente as súplicas do vosso povo e concedei a paz aos nossos dias. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.     LITURGIA DA PALAVRA   Primeira Leitura   Monição: A Igreja, Esposa de Cristo, é a alegria de Deus.   Isaías 62, 1-5 1Por amor de Sião não me calarei, por amor de Jerusalém não terei repouso, enquanto a sua justiça não despontar como a aurora e a sua salvação não resplandecer como facho ardente. 2Os povos hão-de ver a tua justiça e todos os reis a tua glória. Receberás um nome novo, que a boca do Senhor designará. 3Serás coroa esplendorosa...

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Homilia do Mons. José Maria – II Domingo do Tempo Comum – Ano C

Um Pedido da Mãe Após as festas natalinas, inicia o Tempo Comum, em que revivemos os principais Mistérios da Salvação. Hoje a Liturgia propõe o Evangelho das Bodas de Caná (Jo 2, 1-11). Trata-se de um episódio narrado por João, testemunha ocular do acontecimento. Tal episódio foi colocado neste domingo que se segue imediatamente ao tempo de Natal porque, juntamente com a visita dos Magos do Oriente e com o Batismo de Jesus, forma a trilogia da Epifania, ou seja, da manifestação de Cristo. As Bodas de Caná constituem, de fato, “o início dos sinais” (Jo 2, 11 ), ou seja, o primeiro milagre realizado por Jesus, com o qual Ele manifestou em público a sua glória, suscitando a fé dos seus discípulos. Recordemos brevemente o que aconteceu durante aquela festa de núpcias em Caná da Galileia. Aconteceu que faltou o vinho e Maria, Mãe de Jesus, levou o fato ao conhecimento de Jesus, seu Filho, que respondeu-lhe que ainda não tinha chegado a sua hora; mas, depois ouviu a solicitação de Maria e, tendo mandado encher de água seis talhas de pedra, transformou a água em vinho, num vinho excelente, melhor que o anterior. Com este “sinal”, Jesus revela-se como o Esposo messiânico, que veio estabelecer com o seu povo a nova e eterna Aliança, segundo as palavras dos profetas: “Assim como a esposa faz a felicidade do...

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Homilia de Dom Henrique Soares da Costa – II Domingo do Tempo Comum – Ano C

Is 62,1-5 Sl 95 1Cor 12,4-11 Jo 2,1-11 Em certo sentido, a liturgia da Palavra deste segundo Domingo comum, ainda está ligada ao Santo Natal, tempo da manifestação do Senhor. Na liturgia da Igreja antiga, a festa da Epifania, da Manifestação, celebrava, de uma só vez e num só dia, a visita dos Magos, o batismo de Jesus e as bodas da Caná. São três momentos da Manifestação do Senhor: aos Magos, ele se manifestou como Rei dos Judeus pelo brilho da Estrela; no batismo, o Pai o manifestou como Messias de Israel, ungindo-o com o Espírito Santo para a missão e, em Caná, Jesus manifestou a sua glória ao transformar a água em vinho, e os seus discípulos creram nele. Portanto, estamos ainda em clima de Manifestação, de Epifania daquele que veio do Pai para nossa salvação; e é neste contexto que as leituras da Missa de hoje devem ser interpretadas. Comecemos por observar que o evangelho narra uma festa de casamento e não informa nada sobre o nome dos noivos… É de caso pensado! O Evangelista tomou um fato histórico e deu-lhe um sentido espiritual e teológico: o verdadeiro noivo é o Cristo, Deus em pessoa que vêm desposar sua esposa, o povo de Israel e, mais precisamente, o novo Israel, a Igreja, representada pela Mulher – a Virgem Maria! Tudo, na perícope do evangelho, fala disso:...

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Homilia de D. Anselmo Chagas de Paiva, OSB – Festa do Batismo do Senhor

FESTA DO BATISMO DO SENHOR Lc 3,15-16.21-22 Caros irmãos e irmãs,   Neste domingo, depois da solenidade da Epifania, celebramos a festa do Batismo do Senhor, que conclui o tempo litúrgico do Natal.  É uma oportunidade propícia para que todos os cristãos redescubram a alegria e a beleza do seu Batismo que, vivido com fé, é uma realidade sempre atual: renova em nós a imagem do homem novo, na santidade dos pensamentos e das ações.   A liturgia da Palavra nos apresenta para esta celebração um texto evangélico que nos faz voltar o olhar para Jesus com a idade de trinta anos, fazendo-se batizar por João no rio Jordão. João Batista tinha o costume de administrar um batismo de penitência e utilizava o símbolo da água para expressar a purificação do coração e da vida.  Ele era chamado de João, o “Batista”, ou seja, o que batizava, e pregava este batismo a Israel, para preparar a eminente vinda do Messias. Dizia a todos que depois dele viria outro, maior que ele, que não batizaria com água, mas com o Espírito Santo (cf. Mc 1,7-8).   Jesus se une àquela multidão e se direciona ao encontro de João, para ser batizado por ele, embora não necessitasse deste símbolo de purificação.  Jesus quis ser batizado porque ainda não se manifestara como o Messias.  Não convinha, pois, que fosse diferente dos outros. ...

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Homilia de Dom Henrique Soares da Costa – Batismo do Senhor – Ano C

Is 42,1-4.6-7 Sl 28 At 10,34-38 Lc 3,15s.21-22 A Festa de hoje encerra o sagrado tempo do Natal: o Pai apresenta, manifesta a Israel o Salvador que ele nos deu, o Menino que nasceu para nós: “Tu és o meu Filho amado; em ti ponho o meu bem-querer”, ou, segundo a versão de Mateus: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo!” (3,17). Estas palavras contêm um significado muito profundo: o Pai apresenta Jesus usando as palavras do profeta Isaías, que ouvimos na primeira leitura da missa. Mas, note-se: Jesus não é somente o Servo; ele é o Filho, o Filho amado! O Servo que o Antigo Testamento anunciava é também o Filho amado eternamente! No entanto, é Filho que sofrerá como o Servo, que deverá exercer sua missão de modo humilde e doloroso! Hoje, às margens do Jordão, Jesus foi ungido com o Espírito Santo como o Messias, o Cristo, aquele que as Escrituras prometiam e Israel esperava. Agora, ele pode começar publicamente a missão de anunciar e inaugurar o Reino de Deus. Esta missão, ele começou desde que se fez homem por nós; agora, no entanto, vai manifestar-se publicamente, primeiro a Israel e, após a ressurreição, a toda a humanidade. É na força do Espírito Santo que ele pregará, fará seus milagres, expulsará Satanás e inaugurará o Reino; é na força do Espírito que ele...

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Homilia do Mons. José Maria – Festa do Batismo do Senhor

O Batismo de Jesus A Festa do Batismo do Senhor, celebrada no Domingo depois da Epifania encerra o ciclo das Festas da Manifestação do Senhor, o ciclo de Natal. Comemoramos o Batismo de Jesus por São João Batista nas águas do rio Jordão. Sem ter mancha alguma que purificar, Jesus quis submeter-se a esse rito tal como se submetera às demais observâncias legais que também não o obrigavam. O Senhor desejou ser batizado, diz Santo Agostinho, “para proclamar com a sua humildade o que para nós era uma necessidade”. Com o batismo de Jesus, ficou preparado o Batismo cristão, diretamente instituído por Jesus Cristo e imposto por Ele como lei universal no dia da sua Ascensão: Todo poder me foi dado no céu e na terra, dirá o Senhor; ide, pois, ensinai a todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo (Mt 28, 18-19). O dia em que fomos batizados foi o mais importante da nossa vida, pois nele recebemos a fé e a graça. Antes de recebermos o batismo, todos nós nos encontrávamos com a porta do Céu fechada e sem nenhuma possibilidade de dar o menor fruto sobrenatural. Devemos agradecer a Deus a Graça do Batismo. Agradecer que nos tenha purificado a alma da mancha do pecado original, bem como de qualquer outro pecado que tivéssemos naquele momento. A água...

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Homilia do Padre Françoá Costa – Festa do Batismo do Senhor

Uma aventura divina Há tempo comentou-se que “O Senhor dos Anéis”, de J. R. R. Tolkien, é a melhor literatura inglesa do século XX. Entre nós, na minha lista de boa literatura é também uma das obras que ocupa um lugar privilegiado. O livro, como se sabe, está publicado em três partes, cada uma delas bem voluminosas e tituladas, respectivamente, “a comunidade do anel”, “as duas torres” e “o retorno do rei”. Frodo tem como missão destruir o anel do poderoso senhor da escuridão que mora na terra de Mordor. No livro fica bem claro que Frodo, ainda que seja o escolhido para essa missão, não está obrigado; ele é livre para realizá-la ou não. A resposta do personagem citado é positiva, ainda que sofra muito, deixe a comodidade da sua terra e parta com poucas coisas. Mas a sua missão salvará o seu povoado, Bolsão, cujos habitantes nem sempre são simpáticos. Muitos deles desconhecerão por completo as façanhas do pequeno hobbit. Antes de sair do seu povoado, Frodo diz: “tenho que sair de Bolsão, abandonar a comarca, deixar tudo e ir… Eu gostaria de salvar a minha comarca se pudesse, ainda que alguma vez eu chegasse a pensar que os habitantes eram tão estúpidos que um terremoto ou uma invasão de dragões poderia acabar com todos, e seria um bem para eles. Mas agora eu não sinto a...

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Preces – Festa do Batismo do Senhor

Sacerdote: Irmãos e irmãs, nesse dia do Batismo de Jesus Cristo, nosso Senhor, quando se fez ouvir a voz do Pai e o Espírito Santo em forma de pomba anuncia o fim do dilúvio do pecado e da morte, apresentemos a Trindade Santa as nossas preces: Todos: Senhor, escutai a nossa prece! 1. “No seu templo os fiéis bradam: ‘Glória!’” (Sl 28, 9). Fizestes da Igreja o vosso povo santo, o Corpo de Cristo e o Templo do Espírito Santo, conservai-nos sempre nela e protegei os que constituístes seus pastores. Rezemos ao Senhor. 2. “Ele andou por toda a parte fazendo o bem” (At 10, 38). Pelo Batismo, nos tornais um só com vosso Filho, e por meio d’Ele nos fazeis filhos vossos. Que fiéis a vocação universal a santidade, recebida no Batismo, sigamos os passos de vosso Filho, fazendo o bem a todos. Rezemos ao Senhor. 3. “Deus enviou sua palavra aos israelitas” (At 10, 36). Lembrai-vos, Senhor, do povo que vos pertence; e conduzi-os às águas do Batismo que hoje vosso Filho santificou. Rezemos ao Senhor. 4. “Para abrires os olhos dos cegos, tirar os cativos da prisão” (Is 42, 7). Curai os doentes, levantai os que caíram, libertai os que estão presos, conduzi os viajantes e concedei a todos a liberdade e a paz. Rezemos ao Senhor. 5. “Livrar do cárcere os que vivem nas trevas”...

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