1. O Sínodo da Amazônia e a tradição da Igreja        
  2. A origem do Sínodo da Amazônia        
  1. Evangelização dos índios        
  2. Cristianismo e a proteção ao meio ambiente        
  1. O desafio religioso e espiritual da Igreja Católica na Amazônia        
  2. O desafio socioecológico da Igreja na Amazônia        
  3. O desafio da inculturação do Cristianismo na Amazônia       
  4. Polêmica: Críticas ao Instrumentum laboris do Sínodo da Amazônia como sendo um documento que expressa a visão do Papa Francisco        
  5. Ordenação de homens casados e a possibilidade do Celibato dos sacerdotes acabar depois do Sínodo da Amazônia        
  6. Ordenação de mulheres        
  7. Influência e intromissão na soberania nacional do Brasil. O Sínodo apoiaria ou consentiria com a tentativa de internacionalização da Amazônia por meio de ONGs     
  1. Por este Sínodo, querem transformar a Igreja Católica em uma espécie de ONG.       

  1. O Sínodo da Amazônia e a tradição da Igreja

A presença da Igreja Católica na América Latina, desde o período colonial, sempre implicou numa atenção tanto para as questões espirituais quanto materiais das populações locais.

São José de Anchieta, Santo Antonio Maria Galvão, Padre Vieira, a recém-canonizada Irmã Dulce e muitos outros mostraram a íntima conexão entre espiritualidade, santidade e compromisso social.

As Santas Casas de Misericórdia, as inúmeras escolas católicas e a profusão de obras assistenciais nascidas no coração da Igreja também são exemplos concretos dessa presença que sempre se preocupou tanto com o espírito quanto com o corpo do povo cristão e não-cristão.

A questão ambiental, tão em evidência atualmente, também vem sendo considerada no magistério dos últimos papas. Tanto São Paulo VI, São João Paulo II, Bento XVI quanto Francisco denunciaram os perigos da degradação ambiental e exortaram a uma responsabilidade ecológica solidária.

A realização de um Sínodo para discutir a presença da Igreja em uma região do globo também não é um fato novo. Já foram realizados Sínodos para a Europa (1991 e 1999), África (1994), Líbano (1995) e Oriente Médio (2004), América (1997), Ásia (1998) e Oceania (1998).

Portanto, o Sínodo para a Amazônia, apesar das polêmicas enfrentadas, está perfeitamente em sintonia com a tradição da Igreja universal e na América Latina.

  1. A origem do Sínodo da Amazônia

“Atendendo o desejo de algumas Conferências Episcopais da América Latina, assim como ouvindo a voz de muitos pastores e fiéis de várias partes do mundo, decidi convocar uma Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região Pan-amazônica. O Sínodo será em Roma, em outubro de 2019. O objetivo principal desta convocação é identificar novos caminhos para a evangelização daquela porção do Povo de Deus, especialmente dos indígenas, frequentemente esquecidos e sem perspectivas de um futuro sereno, também por causa da crise da Floresta Amazônica, pulmão de capital importância para nosso planeta. Que os novos Santos intercedam por este evento eclesial para que, no respeito da beleza da Criação, todos os povos da terra louvem a Deus, Senhor do universo, e por Ele iluminados, percorram caminhos de justiça e de paz”.

https://youtu.be/XxcOpVDzuec – vídeo com o Papa citando essas palavras

http://www.cnbb.org.br/convocado-um-sinodo-especial-para-a-amazonia-a-ser-realizado-em-outubro-de-2019/

  1. Evangelização dos índios

A preocupação com as populações indígenas e a evangelização destas é presente em toda a Igreja Latino-Americana, conforme demonstrado no Documento de Aparecida. O Papa Francisco estimula “a compreensão e exposição da verdade de Cristo partindo das tradições e culturas locais”.

“Queridos irmãos da Amazónia, quantos missionários e missionárias se comprometeram com os vossos povos e defenderam as vossas culturas! Fizeram-no, inspirados no Evangelho. Cristo também Se encarnou numa cultura, a hebraica, e a partir dela ofereceu-Se-nos como novidade a todos os povos, para que cada um, a partir da respetiva identidade, se sinta autoafirmado n’Ele. Não sucumbais às tentativas em ato para desarraigar a fé católica dos vossos povos. Cada cultura e cada cosmovisão que recebe o Evangelho enriquecem a Igreja com a visão duma nova faceta do rosto de Cristo. A Igreja não é alheia aos vossos problemas e à vossa vida, não quer ser estranha ao vosso modo de viver e de vos organizardes. Precisamos que os povos indígenas plasmem culturalmente as Igrejas locais amazónicas.”

Papa Francisco  – Puerto Maldonado, 19 de janeiro de 2018

http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2018/january/documents/papa-francesco_20180119_peru-puertomaldonado-popoliamazzonia.html

  1. Cristianismo e a proteção ao meio ambiente

A defesa do meio ambiente e a condenação de um uso irresponsável da natureza são preocupações recorrentes de todos os papas desde que a sociedade tomou consciência da questão ecológica.

No artigo Environmental manifesto may confirm Pope Francis as ‘Benedict 2.0’, o John Allen apresenta a ideia do Bento XVI de além de se buscar o cuidado com o planeta, a questão ecológica (que pressupõe um comportamento certo e errado sobre a natureza) como um caminho para superar o relativismo moral que nega qualquer certo e errado objetivo. E o Papa Francisco então continua essa linha na Laudato Si falando que a causa da crise ambiental que vivemos atualmente é o relativismo moral aplicado na vida social. Nesse ponto o Papa Francisco pode ser considerado um Bento XVI versão 2.0

https://cruxnow.com/church/2015/06/14/environmental-manifesto-may-confirm-pope-francis-as-benedict-2-0/?s_campaign=crux:email:daily

“Todos nós vemos hoje que o homem poderia destruir o fundamento da sua existência, a sua terra, e portanto que já não podemos simplesmente fazer com esta nossa terra, com a realidade que nos foi confiada, aquilo que quisermos e quanto parece útil e promissor no momento, mas devemos respeitar as leis interiores da criação, desta terra, aprender estas leis e obedecer também a estas leis, se quisermos sobreviver. Portanto, esta obediência à voz da terra, do ser, é mais importante para a nossa felicidade futura que as vozes do momento, os desejos do momento. Em síntese, este é um primeiro critério para aprender: que o próprio ser, a nossa terra, fala connosco e nós devemos ouvir, se quisermos sobreviver e decifrar esta mensagem da terra. E se temos que ser obedientes à voz da terra, isto vale ainda mais para a voz da vida humana. Não só devemos cuidar da terra, mas devemos respeitar o outro, os outros. Quer o outro na sua singularidade como pessoa, como meu próximo, quer os outros como comunidade que vive no mundo e que deve viver em conjunto.”

Papa Bento XVI – Auronzo di Cadore (Vêneto, Itália), 24 de julho de 2007

http://w2.vatican.va/content/benedict-xvi/en/speeches/2007/july/documents/hf_ben-xvi_spe_20070724_clero-cadore.html

“A terra é um dom precioso do Criador, que delineou os ordenamentos intrínsecos, indicando-nos assim os sinais orientativos que devemos respeitar como administradores da sua criação. É precisamente a partir desta consciência, que a Igreja considera as questões ligadas ao meio ambiente e à sua salvaguarda intimamente vinculadas ao tema do desenvolvimento humano integral. Referi-me várias vezes a estas questões na minha última encíclica Caritas in veritate, evocando a “urgente necessidade moral de uma renovada solidariedade” (n. 49), não apenas nas relações entre os países, mas também entre os homens individualmente, porque o ambiente natural é oferecido por Deus a todos, e o seu uso comporta uma nossa responsabilidade pessoal por toda a humanidade, de modo particular pelos pobres e as gerações futuras (cf. ibid., n. 48). Sentindo a comum responsabilidade pela criação (cf. ibid., n. 51), a Igreja não apenas está comprometida em promover a defesa da terra, da água e do ar, oferecidas pelo Criador a todos, mas sobretudo compromete-se em proteger o homem contra a destruição de si mesmo. Com efeito, “quando a “ecologia humana” é respeitada dentro da sociedade, beneficia também a ecologia ambiental” (Ibidem). Não é porventura verdade que o uso desconsiderado da criação começa lá onde Deus é marginalizado ou onde se chega a negar até a sua existência? Se vier a faltar a relação da criatura humana com o Criador, a matéria fica reduzida a uma posse egoísta, o homem torna-se “a última instância” e a finalidade da existência reduz-se a ser uma corrida ofegante para possuir quanto mais possível.”

http://w2.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/audiences/2009/documents/hf_ben-xvi_aud_20090826.html

  1. O desafio religioso e espiritual da Igreja Católica na Amazônia

A preocupação com as populações indígenas e a evangelização destas é presente em toda a Igreja Latino-Americana, conforme demonstrado no Documento de Aparecida. O Papa Francisco estimula “a compreensão e exposição da verdade de Cristo partindo das tradições e culturas locais”.

Disse Pe. Lasarte, “o compromisso social da Igreja, na opção evangélica para os mais pobres, tem sido e é uma riqueza enorme, que se materializou em muitas iniciativas em prol da saúde, educação, defesa dos direitos humanos, defesa das terras indígenas (…) O problema surge quando esse tipo de atividade absorve o resto da vida e do dinamismo da Igreja. ” Por exemplo: “Em mais de um lugar, ouvi expressões desse tipo de agentes pastorais: ‘Quando as pessoas precisam de serviços, elas vêm até nós (Igreja Católica), mas quando buscam significado em suas vidas, vão para outras’ ( evangélicos, etc.) ”

Pe. Lasarte ofereceu alguns exemplos. Entre o povo Quet da Guatemala, apesar da escassez de padres, há vocações sacerdotais indígenas e até congregações religiosas femininas e masculinas foram fundadas. Os católicos do noroeste da Índia, que viveram isolados por séculos, passaram de mil em 1923 para 1,6 milhão hoje, com 1.600 padres, dos quais metade são indígenas. O mesmo pode ser dito para o rio Congo, Vietnã, Indonésia, Timor Leste Oceania …

“Como é possível que povos com tantas riquezas antropológicas e culturais e semelhanças com os povos amazônicos (…) tenham florescido comunidades cristãs e vocações sacerdotais, enquanto em algumas partes da Amazônia, depois de 200, 400 anos, existem uma esterilidade eclesial e vocacional? Existem dioceses e congregações que estão presentes há mais de um século e que não têm uma única vocação local indígena. ”

Nas palavras de Francisco: “Mesmo nas paróquias onde os padres não são muito comprometidos e alegres, é a vida fraterna e fervorosa da comunidade que desperta o desejo de se dedicar inteiramente a Deus e à evangelização, especialmente se essa animada comunidade orar insistentemente pelas vocações e tem a coragem de propor aos jovens um caminho de consagração especial ”(Evangelii gaudium, 107).

Algumas vezes já foi dito, observa Pe. Lasarte, que os povos amazônicos não entendem o celibato. Mas isso já foi dito em relação à Índia, Oceania e África. Antes, devemos rever como a evangelização foi feita.

Por isso, Pe. Lasarte deduz: “A enorme hemorragia dos católicos, na Igreja latino-americana, em direção à constelação das igrejas evangélicas e novas pentecostais, é indubitavelmente devida a vários fatores (…), mas certamente a falta de uma pastoral muito mais ‘religioso’ e menos ‘sociológico’ teve uma grande influência. ” Pois nesses movimentos religiosos, as pessoas acham “uma recepção fraterna e calorosa”, “um forte senso de pertencimento”, “um” sentido “e um acompanhamento para suas vidas”. Assim, “a Igreja se tornou uma grande prestadora de serviços (saúde, educação, promoção, defesa …)”, mas pouco fez como “mãe da fé”.

Na opinião de Pe. Lasarte, existe um erro grave que “tornou nosso trabalho pastoral estéril, causando desmatamento espiritual”. E essa atitude ainda persiste. “Eu visitei uma diocese, onde no início dos anos 80, 95% da população era católica e hoje são 20%.

A esterilidade vocacional é uma conseqüência dessas opções pastorais. “Ninguém deixa tudo para ser um animador social, ninguém dá a vida a uma ‘opinião’; ninguém oferece o absoluto de sua vida a algo relativo, mas apenas ao Absoluto de Deus. Quando essa dimensão teológica e religiosa não é evidente, clara e viva na missão, nunca haverá opções para o radicalismo evangélico, o que é uma indicação de que a evangelização tocou a alma de uma comunidade cristã. ” Será “impossível apreciar o frutífero valor espiritual e pastoral do celibato sacerdotal como um presente precioso de Deus e a disposição total e sublime de amor e serviço à Igreja e à humanidade”.

“Uma comunidade cristã que não gera vocações sacerdotais e religiosas é uma comunidade afetada por alguma doença espiritual. Podemos pedir viri probati (ordenação de homens casados idosos e provados) e muito mais, mas os problemas básicos permanecerão: uma evangelização sem evangelho, um cristianismo sem Cristo, uma espiritualidade sem o Espírito Santo. ”

https://www.aceprensa.com/articles/amazonia-evangelizar-no-discutir-el-celibato/

Segundo Dom José Luis Azcona, Bispo Emérito da Prelazia do Marajó, na região amazônica, “a Amazônia, ao menos a brasileira, não é mais católica” e “este ponto de partida é crucial para a celebração do Sínodo. Se a Amazônia tem uma maioria pentecostal, é necessário tratar este fenômeno a fundo. Qualquer saudosismo de uma Amazônia que não existe mais é fatal para a evangelização integral da mesma. Até em algumas regiões da Amazônia a maioria pentecostal chega a 80%”.

Por outra parte, assinalou, “a penetração pentecostal em várias etnias indígenas passando por cima das culturas, identidades étnicas, povos indígenas, em nome do Evangelho, é um fenômeno grave da Amazônia atual, que com suas conotações fundamentalistas e proselitistas incide profundamente nos povos indígenas. Não existe sobre este ponto uma palavra no IL (Instrumento de trabalho). Este é hoje o rosto amazônico. Não só”.

Dom Azcona indicou ainda que “a longa experiência de anos confirma que em muitas Dioceses amazônicas não se vive a fé nem na sociedade e nem na história. O abismo entre confissão de fé, celebração da mesma em belíssimas liturgias e a realidade social, ambiental, cultural e política, até agora não foi preenchido”.

D. Azcona observou, “o clero da Amazônia precisa, como a Igreja toda, de arrependimento, da conversão, da fé que salva em sentido estrito. A experiência oferece essa evidência. O sentido do ministério sacerdotal, e especificamente na Amazônia, se tem perdido, ou é inoperante na vida, ou na conversão pastoral autêntica de presbíteros. Para que ordenar os ‘Viri probati’ dentro de presbitérios em crise?”.

Por isso, “podemos perguntar: Existe esta atitude de oração pelo dom do celibato nos presbíteros da Amazônia? A Igreja toda reza para que este sublime dom seja derramado em todo o Corpo de Cristo? Os fatos respondem: ‘Não’!”.

Segundo o Bispo, “o problema não é só a falta de sacerdotes suficientes, senão o exame, discernimento desta carência grave para uma solução realista. A raiz fundamental desta penúria de vocações na Igreja e também na Amazônia, incluindo os povos indígenas evangelizados, é de uma alarmante falta de fé ou da ausência de fé que opera na prática por meio do amor, também e necessariamente na história e na sociedade”.

https://www.acidigital.com/noticias/a-amazonia-brasileira-nao-e-mais-catolica-emerito-de-marajo-critica-instrumentum-laboris-do-sinodo-22138

  1. O desafio socioecológico da Igreja na Amazônia

“Vós sois memória viva da missão que Deus nos confiou a todos: cuidar da Casa Comum.

A defesa da terra não tem outra finalidade senão a defesa da vida. Conhecemos o sofrimento que suportam alguns de vós por causa de derrames de hidrocarbonetos que ameaçam seriamente a vida das vossas famílias e poluem o vosso ambiente natural.

Paralelamente, há outra devastação da vida que está associada com esta poluição ambiental causada pela extração ilegal. Refiro-me ao tráfico de pessoas: o trabalho escravo e o abuso sexual. A violência contra os adolescentes e contra as mulheres é um grito que chega ao céu. «Sempre me angustiou a situação das pessoas que são objeto das diferentes formas de tráfico. Quem dera que se ouvisse o grito de Deus, perguntando a todos nós: “Onde está o teu irmão?” (Gn 4, 9). Onde está o teu irmão escravo? (…) Não nos façamos de distraídos [olhando para o ouro lado]! Há muita cumplicidade… A pergunta é para todos!»”

Papa Francisco  – Puerto Maldonado, 19 de janeiro de 2018

http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2018/january/documents/papa-francesco_20180119_peru-puertomaldonado-popoliamazzonia.html

  1. O desafio da inculturação do Cristianismo na Amazônia

“Ninguém põe em questão a boa vontade daqueles que estão implicados na preparação e implementação do sínodo e sua intenção de fazer todo o possível para animar a fé católica entre os habitantes desta ampla região de fascinante paisagem. A região amazônica representa para a Igreja e para o mundo «um pars pro toto, um paradigma, uma esperança para o mundo» (IL 37). Esta atribuição por si só, já demonstra a idéia de um desenvolvimento «integral» de todos os homens na única casa que é a Terra, da qual a Igreja se declara ser responsável… Não se pode reduzir o desenvolvimento integral apenas ao fornecimento de recursos materiais. Porque o homem recebe sua nova integridade unicamente mediante a perfeição na Graça; agora no Batismo, pelo qual nos convertemos em novas criaturas e em filhos de Deus, e um dia na Visão Beatífica na comunidade do Pai, do Filho, e do Espírito Santo e em comunhão com seu santos (1 Jo 1, 3; 3, 1ss).”

Cardeal Müller https://www.acidigital.com/noticias/objecoes-de-cardeal-muller-ao-instrumentum-laboris-do-sinodo-da-amazonia-81686

“Pela inculturação, a Igreja «introduz os povos com as suas culturas na sua própria comunidade»,[90] porque «cada cultura oferece formas e valores positivos que podem enriquecer o modo como o Evangelho é pregado, compreendido e vivido».[91] Assim, «a Igreja, assumindo os valores das diversas culturas, torna-se sponsa ornata monilibus suis, a noiva que se adorna com suas jóias (cf. Is 61, 10)»”

Papa Francisco – Evangelii Gaudium

http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/apost_exhortations/documents/papa-francesco_esortazione-ap_20131124_evangelii-gaudium.html#Desafios_da_incultura%C3%A7%C3%A3o_da_f%C3%A9

 

  1. Polêmica: Críticas ao Instrumentum laboris do Sínodo da Amazônia como sendo um documento que expressa a visão do Papa Francisco

Instrumentum laboris não é um documento escrito pelo Papa, mas sim uma proposta de alguns bispos com temas para serem estudados. O Papa Francisco afirmou: “o Instrumentum Laboris, que, como sabem, é um texto mártir, destinado a ser destruído, porque é ponto de partida”.

A reflexão final do Magistério da Igreja sobre o tema só ficará disponível em março de 2020, se o Papa Francisco seguir a mesma postura dos sínodos anteriores que escreveu a Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate em 19 de março de 2018 depois do Sínodo no segundo semestre de 2017, bem como a publicação da Exortação Apostólica Amoris Laetitia em 19 de março de 2016, depois do Sínodo no segundo semestre de 2015.

“Há críticas ao Instrumentum laboris e a primeira coisa que devo dizer é que não é um documento pontifício”, disse O Secretário-Geral do Sínodo dos Bispos, Cardeal Lorenzo Baldisseri em 3/10.

A assembleia sinodal tem uma “dimensão consultiva e não declarativa. Todo o trabalho que fazemos é para ajudar o Santo Padre, que no final do percurso, ele mesmo decide se publicará uma instrução ou uma carta apostólica pós-sinodal. Esse será o documento final e será assinado pelo Papa”.

https://www.acidigital.com/noticias/secretario-geral-do-sinodo-responde-a-criticas-ao-instrumentum-laboris-23101

 

  1. Ordenação de homens casados e a possibilidade do Celibato dos sacerdotes acabar depois do Sínodo da Amazônia

O Papa Francisco deixa claro que não deseja mudar a lei do celibato, mas reconhece o problema de escassez de sacerdotes em regiões remotas e que pode ser estudada a ordenação de homens casados. Todavia, o Papa Francisco salienta que o fato de ser discutido, não quer dizer que deve ser feito, essa é a lógica do Papa Francisco e isso se aplica em várias situações.

“Na Igreja católica de rito oriental eles podem fazer isso se fazem a opção celibatária ou de esposo antes do diaconato. Quanto ao rito latino, lembro-me de uma frase de São Paulo VI: “Prefiro dar a vida antes de mudar a lei do celibato”. Isso me veio em mente e quero afirmá-lo porque é uma frase corajosa. Ele disse isso em 1968-1970, num momento mais difícil do que o atual. Pessoalmente, penso que o celibato seja um dom para a Igreja e não concordo em permitir o celibato opcional. Não. Permaneceria alguma possibilidade nos lugares mais distantes, penso nas ilhas do Pacífico, mas é algo em que pensar quando há necessidade pastoral. O pastor deve pensar nos fiéis. Existe um livro do pe. Lobinger, interessante. É algo em discussão entre os teólogos, não há uma decisão minha. A minha decisão é: não ao celibato opcional antes do diaconato. É uma coisa minha, pessoal. Eu não o farei, isso é claro. Sou fechado? Talvez, mas não me sinto de colocar-me diante de Deus com esta decisão. Padre Lobinger diz: “A Igreja faz a eucaristia e a Eucaristia faz a Igreja. Mas onde não há Eucaristia há comunidade, pense nas ilhas do Pacífico. Lobinger pergunta: quem faz a Eucaristia? Os diretores e organizadores dessas comunidades são diáconos, religiosas ou leigos. Lobinger diz ainda: se poderia ordenar sacerdote um idoso casado, esta é a sua tese. Mas que exercite apenas o munus sanctificandi, isto é, celebre a missa, administre o Sacramento da Reconciliação e dê a unção dos enfermos. A ordenação sacerdotal dá os três munera: o munus regendi (o pastor que guia), o munus docendi (o pastor que ensina) e o munus sanctificandi. O bispo só lhe daria a licença para o munus sanctificandi. Esta é a tese. O livro é interessante e talvez isso possa ajudar a responder o problema. Acredito que o tema deve ser aberto nesse sentido para os lugares onde existe um problema pastoral, por falta de sacerdotes. Não digo que deve ser feito, eu não refleti, não rezei o suficiente sobre isso. Mas os teólogos debatem sobre isso, devem estudar. Estava conversando com um oficial da Secretaria de Estado, um bispo que teve que trabalhar num país comunista no início da revolução. Quando viram como essa revolução chegava nos anos 50, os bispos ordenaram secretamente camponeses, bons e religiosos. Depois que a crise passou, trinta anos depois, a coisa se resolveu. Ele me contou a emoção que sentiu quando numa celebração viu esses camponeses com mãos de camponeses colocarem suas vestes para concelebrar com os bispos. Na história da Igreja isso se verificou. É algo a ser pensado e sobre o qual rezar. Por fim, me esqueci de citar o Anglicanorum coetibus, de Bento XVI, para os sacerdotes anglicanos que se tornaram católicos, mantendo suas vidas como se fossem orientais. Lembro-me ter visto muitos deles com o colarinho clerical e com mulheres e crianças numa audiência de quarta-feira.”

https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2019-01/papa-francisco-panama-jmj-2019-coletiva-imprensa1.html 

Está escrito no Instrumentum Laboris do Sínodo da Amazônia 129 A 2. “Afirmando que o celibato é uma dádiva para a Igreja, pede-se que, para as áreas mais remotas da região, se estude a possibilidade da ordenação sacerdotal de pessoas idosas, de preferência indígenas, respeitadas e reconhecidas por sua comunidade, mesmo que já tenham uma família constituída e estável, com a finalidade de assegurar os Sacramentos que acompanhem e sustentem a vida cristã.”

Um termo que se tem utilizado sobre esse assunto é viri probati ou “homens casados provados”, que desfrutam de autoridade moral na comunidade local pelo seu exemplo de vida coerente. O fato de ser idoso também diminuiria as suas responsabilidades familiares porque os filhos já estariam crescidos. Muitos especialistas comentam que essa proposta seria “um cavalo de Tróia que pode levar à abolição do celibato clerical em qualquer lugar, enquanto os defensores tendem a considerá-lo uma resposta realista às exigências pastorais da região.”

https://cruxnow.com/amazon-synod/2019/10/07/chair-of-popes-amazon-summit-puts-married-priests-women-squarely-on-the-table/

Diferença de ordenar um homem idoso casado e padres se casarem

São situações distintas a ordenação de pessoa já casada idosa e a possibilidade de que o padre venha a se casar. Uma pessoa já casada, em idade avançada, possui uma situação pessoal e familiar consolidada. Todavia, um homem entra no seminário para viver o celibato, não se casar nunca porque entrega o seu coração de forma indivisa para Deus e a serviço das pessoas que atende em sua comunidade. A possibilidade de que um padre celibatário venha a contrair matrimônio não foi cogitada nos documentos preparatórios do Sínodo da Amazônia.

O Cardeal Jorge Urosa Savino em um artigo apresenta algumas questões práticas que seriam necessárias enfrentar caso fosse aprovada a ordenação sacerdotal de homens casados. Há questões práticas, por exemplo, de como um pai de família vai se ausentar por 7 anos para completar estudos filosóficos e teológicos para poder se preparar para o sacerdócio.

“Como se preparariam? Os diáconos permanentes requerem uma preparação séria, geralmente pelo menos 4 anos. E depois, não andam sozinhos. Geralmente agem em colaboração com algum bispo ou algum sacerdote. Como seria essa preparação? E qual seria o seu ministério, simplesmente celebrar os sacramentos? De quem dependeriam, ou seja, quem seria seu superior imediato? Não haveria conflitos entre esses sacerdotes idosos-só-sacramentalistas e os párocos ou vigários paroquiais? Como seria seu regime econômico ou administrativo, ou seja, quem os sustentaria em dioceses ou vicariatos de extrema pobreza?”

https://www.acidigital.com/noticias/cardeal-sobre-o-sinodo-da-amazonia-nao-se-pode-ordenar-homens-casados-nem-mulheres-11471

Há uma distorção do clericalismo que para ser e fazer a Igreja é preciso ser padre ou religioso. A dificuldade de entender que os leigos são chamados para viver plenamente sua vocação batismal buscando ser santo e ajudar na santificação das pessoas e do mundo, como afirma o concílio Vaticano II e todos os Papas até o Papa Francisco.

Entretanto, existiram situações em que regiões remotas e mesmo em grandes países, houve o nascimento da Igreja ou seu sustento, mesmo sem a presença de sacerdotes, como nos testemunha Padre Martín Lasarte, missionário Salesiano e padre sinodal, que tem 47 comunidades religiosas na região amazônica, 25 delas em áreas rurais ou na selva. Abaixo alguns comentários do Pe. Lasarte:

“A Igreja, na Coréia, nasceu graças a um leigo, batizado na China, e durante seu primeiro meio século de vida, até 1835, se estendeu apenas com leigos, até que pudesse haver uma presença estável de sacerdotes.

Também no Japão, a Igreja Católica permaneceu viva por mais de duzentos anos sem padres, em comunidades que tinham catequistas, batizantes e pregadores, todos leigos. “É interessante o lembrete que os cristãos guardaram até a chegada dos novos sacerdotes no século XIX: a igreja voltará ao Japão e vocês saberão por esses três sinais, os sacerdotes serão celibatários, haverá uma imagem de Maria e obedecerão ao Papa de Roma”.

O próprio padre Lasarte testemunhou um caso semelhante em Angola. “Depois que a guerra civil terminou em 2002, pude visitar comunidades cristãs que, durante trinta anos, não celebravam a Eucaristia, nem viram um padre, mas permaneceram firmes na fé e eram comunidades dinâmicas, lideradas pelo catequista – um ministério fundamental na África – e outros ministros: evangelizadores, animadores de oração, trabalho pastoral com mulheres, serviço aos mais pobres. Uma Igreja viva e secular na ausência de padres.

https://www.aceprensa.com/articles/amazonia-evangelizar-no-discutir-el-celibato/

Cardeal Ouellet é um dos bispos céticos sobre a mudança do celibato sacerdotal:

“Acredito que o celibato sacerdotal, mas também a consagração religiosa, é um poderoso testemunho da divindade de Jesus Cristo e de seu chamado para segui-lo e deixar tudo para estar com Ele e fazer o que Ele nos pede que façamos. Então, para mim, esse é o primeiro significado do celibato, e do celibato sacerdotal, é testemunhar a divindade de Cristo”.

“Acho que o celibato será renovado se o sacerdote tiver uma ideia melhor de seu próprio sacerdócio. O fundamento desse vínculo muito próximo entre o celibato e o sacerdócio é o fato de o sacerdote ser responsável por um ministério escatológico, ou seja, de proclamar e dar a Palavra definitiva de Deus ao mundo”, acrescentou.

O Cardeal também disse que a tradição da Igreja Católica Romana “deve ser fiel às suas próprias raízes e ao seu próprio estilo”.

“O vínculo entre o celibato e o sacerdócio na Igreja Latina vem dos apóstolos e manteve-se ao longo dos séculos, apesar dos tempos de decadência, de dificuldades, de rejeição… Sempre foi difícil, mas continua sendo um testemunho extraordinário da divindade de Cristo e diante da presença do Senhor ressuscitado entre nós para lhe dar uma resposta, porque ele está lá, nos chamando para a comunhão”, assegurou.

“O celibato – continuou – é uma realidade muito viva. E, obviamente, pede-nos que sejamos coerentes com nossos compromissos e que sejamos fiéis aos nossos votos. Penso que com a oração, com a fraternidade e com um sentido da Palavra de Deus podemos conseguir isso”.

https://www.acidigital.com/noticias/sinodo-da-amazonia-prefeito-da-congregacao-para-os-bispos-defende-celibato-sacerdotal-55256

  1. Ordenação de mulheres

No documento preparatório do Sínodo, Instrumentum Laboris ponto 129 A está escrito  “Identificar o tipo de ministério oficial que pode ser conferido à mulher, tendo em consideração o papel central que hoje ela desempenha na Igreja amazônica.”

http://www.sinodoamazonico.va/content/sinodoamazonico/pt/documentos/instrumentum-laboris-do-sinodo-amazonico.html

Há três níveis do Sacramento da Ordem: diaconal (homem celibatário pode se tornar diácono, homem casado pode se tornar diácono permanente), sacerdotal (homem celibatário pode se tornar padre), episcopal (homem celibatário pode se tornar bispo e pode ordenar outros padres). Para mais informações ver Catecismo da Igreja Católica pontos 1544-1589.

Em 2 de agosto de 2016, o Papa Francisco criou a Comissão de Estudo sobre o Diaconato da Mulher. Por mais de dois anos essa comissão se reuniu, por fim apresentou um relatório sem aparentemente chegar a um consenso e depois a comissão foi encerrada. Em maio, o Papa Francisco disse: “Eu não tenho medo do estudo. Contudo, até agora, nada se concluiu.”. O Papa Francisco salienta que o fato de ser estudado, não quer dizer que deve ser feito, essa é a lógica do Papa Francisco e isso se aplica em várias situações.

A possibilidade de ordenação sacerdotal e episcopal feminina foi fechada definitivamente por São João Paulo II.

Portanto, para que seja excluída qualquer dúvida em assunto da máxima importância, que pertence à própria constituição divina da Igreja, em virtude do meu ministério de confirmar os irmãos (cfr Lc 22,32), declaro que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja.

São João Paulo II – Ordinatio Sacerdotalis – 22 de maio de 1994.

https://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/apost_letters/1994/documents/hf_jp-ii_apl_19940522_ordinatio-sacerdotalis.html 

 

  1. Influência e intromissão na soberania nacional do Brasil. O Sínodo apoiaria ou consentiria com a tentativa de internacionalização da Amazônia por meio de ONGs

O Sínodo não pretende qualquer ingerência em assuntos da soberania do Brasil ou de países cujo território abrange a Floresta Amazônica. Em realidade, a Igreja aborda termos gerais e não com um foco na política estrita, cuja atuação é própria dos governos dos Estados. O Papa Francisco tem preocupação com o desenvolvimento integral dos povos indígenas e a região amazônica.

O Sínodo não faz propostas técnicas. Por outro lado, segundo o cardeal, a função do Sínodo dos Bispos não é propor soluções técnicas para o problema das demarcações de terras indígenas. “A Igreja não tem a competência para isso. Neste Sínodo não vamos entrar em determinações técnicas, mas apresentar princípios que devem orientar os que buscam essas soluções técnicas. Isso sim”, justificou.”

https://g1.globo.com/natureza/noticia/2019/10/03/no-sinodo-da-amazonia-dom-claudio-hummes-diz-que-demarcacao-de-terras-indigenas-e-fundamental.ghtml

 

  1. Por este Sínodo, querem transformar a Igreja Católica em uma espécie de ONG.

O Papa Francisco valoriza o trabalho das ONGs, mas afirma que a Igreja não é uma ONG ou iniciativa filantrópica porque é uma história de amor guiada pelo Espírito Santo

Em uma compreensão abrangente, apropriada para a dimensão da Igreja, o Papa Francisco sempre sustentou o amplo pertencimento e responsabilidade de todos os batizados, salientando que, embora exerça inúmeras atividades caritativas, de acordo com os preceitos do Evangelho, não pode, sob qualquer ângulo, ser comparada a uma organização não-governamental:

“Falar da Igreja significa falar da nossa mãe, da nossa família. Com efeito, a Igreja não é uma instituição destinada a si mesma, nem uma associação particular, uma ONG, e também não deve limitar o seu olhar ao clero ou ao Vaticano… «A Igreja pensa…». A Igreja somos todos nós! «De quem falas?». «Não dos sacerdotes…». Ah, os sacerdotes fazem parte da Igreja, mas a Igreja somos todos nós! Não a limitemos aos presbíteros e bispos, ao Vaticano… Eles fazem parte da Igreja, mas a Igreja somos todos nós, todos família, todos da mãe. E a Igreja é uma realidade muito mais vasta, que se abre a toda a humanidade e não nasce num laboratório; a Igreja não nasceu no laboratório, não nasceu repentinamente. É fundada por Jesus, mas constitui um povo com uma longa história atrás de si e uma preparação que começa muito antes do próprio Cristo.”

Papa Francisco, audiência geral de 18 de junho de 2014

http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/audiences/2014/documents/papa-francesco_20140618_udienza-generale.html 

Em entrevista ao portal Alateia, Dom Rino Fisichella pode desenvolver com maior detalhamento a relação entre a igreja, suas obras de solidariedade e a missão de evangelização deixada pelo próprio Jesus Cristo:

“A evangelização é a missão própria da Igreja, sua natureza. Se não fosse assim, nós seríamos, como diz frequentemente o Papa Francisco, uma ONG mais ou menos organizada, capaz de fazer muitas obras de solidariedade, mas não a Igreja de Jesus Cristo.

Jesus quis sua Igreja para que todos os homens, todas as mulheres, sem conhecer limites, sem cansar-se, sem conhecer o final do dia, pudessem levar o seu Evangelho. Portanto, esta não é simplesmente uma das muitas iniciativas que temos, mas é a missão e a natureza próprias da Igreja. Eu diria, inclusive, drasticamente, mas de maneira honesta, que, se não houver evangelização, não haverá Igreja.”

 – Dom Rino Fisichella, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização

https://pt.aleteia.org/2013/10/07/o-que-diferencia-a-igreja-das-ong-e-a-evangelizacao/

Outros links com matérias sobre o Sínodo

https://olharintegral.com/sinodo-para-a-amazonia/ 

https://olharintegral.com/a-igreja-nao-pode-ser-usada-por-nenhum-lado/ 

https://www.terra.com.br/noticias/obsessao-por-indios-deturpa-sinodo-da-amazonia-diz-bispo,cd310e8afb2bd1e2457dce438bd759afll1ex5fn.html

https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2019-05/cardeal-hummes-amazonia-entrevista.html 

https://www.acidigital.com/noticias/papa-francisco-viri-probati-nao-e-um-tema-importante-do-sinodo-da-amazonia-74060

https://www.acidigital.com/noticias/arquidiocese-de-belem-adverte-sobre-repercussao-deturpada-de-entrevista-de-dom-taveira-51391 

https://arquidiocesedebelem.com.br/noticias/entrevista-de-dom-alberto-ao-die-tagespost/ 

https://www.die-tagespost.de/kirche-aktuell/aktuell/Erzbischof-von-Belem-Viri-probati-spielen-in-Deutschland-groessere-Rolle-als-in-Amazonien;art4874,201810

https://cruxnow.com/vatican/2019/10/03/top-vatican-cardinal-skeptical-on-married-priests-for-the-amazon/ 

 https://www.acidigital.com/noticias/a-amazonia-brasileira-nao-e-mais-catolica-emerito-de-marajo-critica-instrumentum-laboris-do-sinodo-22138 

Teve um evento dia 2/10 e outro 3/10 na Sala de Imprensa do Vaticano sobre o Sínodo

https://youtu.be/I1eoqPjq8mE 

https://youtu.be/h3sBSKTKysk – D. Claudio começa falar aos 19:40

https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2019-09/sinodo-amazonia-secretarios-czerny-aguirre-guinea.html 

https://www.acidigital.com/noticias/dom-azcona-o-objetivo-do-sinodo-deve-ser-renovar-a-fe-e-faze-la-missionaria-63303