RITOS INICIAIS

Salmo 104, 3-4

ANTÍFONA DE ENTRADA: Alegre-se o coração dos que procuram o Senhor. Buscai o Senhor e o seu poder, procurai sempre a sua face.

Introdução ao espírito da Celebração

A nossa vida terrena é tremendamente passageira. É mesmo «como um ai que mal soa, ou como uma nuvem que passa». Como é tão necessário aproveitá-la, já que dela depende uma vida que não tem fim – a eternidade!

Esta vida será bem vivida, na medida em que, em cada momento, fizermos o melhor. Como é importante não nos enganarmos! Cada dia que passa não volta.

Jesus, que é o Caminho, a Verdade e a Vida, diz-nos claramente como devemos proceder para, em cada momento, fazermos o melhor. Vamos estar atentos à Palavra de Deus, que hoje nos vai ser dirigida.

ORAÇÃO COLECTA: Deus eterno e omnipotente, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade; e para merecermos alcançar o que prometeis, fazei-nos amar o que mandais. Por Nosso Senhor…

LITURGIA DA PALAVRA

Primeira Leitura

Monição: Os estrangeiros, órfãos, viúvas, pobres em geral e todos os marginalizados da vida, são particularmente protegidos pelo Senhor. Ele está atento à maneira como são tratados por nós.

Êxodos 22, 21-27 (20-26)

Eis o que diz o Senhor: 21«Não prejudicarás o estrangeiro, nem o oprimirás, porque vós próprios fostes estrangeiros na terra do Egipto. 22Não maltratarás a viúva nem o órfão. 23Se lhes fizeres algum mal e eles clamarem por Mim, escutarei o seu clamor; 24inflamar-se-á a minha indignação e matar-vos-ei ao fio da espada. As vossas mulheres ficarão viúvas, e órfãos, os vossos filhos. 25Se emprestares dinheiro a alguém do meu povo, ao pobre que vive junto de ti, não procederás com ele como um usurário, sobrecarregando-o com juros. 26Se receberes como penhor a capa do teu próximo, terás de lha devolver até ao pôr do sol, 27pois é tudo o que ele tem para se cobrir, é o vestuário com que cobre o seu corpo. Com que dormiria ele? Se ele Me invocar, escutá-lo-ei, porque sou misericordioso».

Estas prescrições legais pertencem àquela parte do Êxodo chamada pelos críticos Código da Aliança (Ex 20, 22 – 23, 19; certamente pelo facto de que em 24, 7 se chama «Livro da Aliança»); estamos na sua primeira parte, que se compõe de leis casuísticas (os mixpatîm, ou leis formuladas de modo condicional: «se…», reflectindo uma certa primitiva jurisprudência), a que se segue uma 2ª parte, as leis apodícticas (Ex22, 17 – 23, 19, umas leis formuladas no modo imperativo, em hebraico ditas devarîm). Estas leis, que correspondem a outros códigos legais semitas do Antigo Médio Oriente, têm a particularidade de serem apresentadas como algo que faz parte das exigências da Aliança de Deus. Com a canonização dessas leis, toda a vida do povo, em todos os campos – sócio-político, pessoal e institucional, particular e familiar,cultual e profano –, adquire um carácter religioso. Note-se ainda a extraordinária humanidade e sábia pedagogia destas normas para virem a preparar a Lei evangélica do amor.

25-26 Ainda hoje os árabes, de igual maneira, usam como manta para se agasalharem de noite o mesmo manto ou capa com que se cobrem durante o dia.

Salmo Responsorial

Sl 17 (18), 2-3.7.47.51ab (R. 2)

Monição: No seu conjunto, este Salmo, é uma acção de graças pelas vitórias que o Senhor deu a David e à sua descendência. As antífonas orientam-nos para Jesus Cristo, o verdadeiro Ungido do Senhor.

Cristo é a nossa força. O amor de Deus é o essencial da Antiga e da Nova Aliança.

Refrão: EU VOS AMO, SENHOR: SOIS A MINHA FORÇA.

Eu Vos amo, Senhor, minha força,

minha fortaleza, meu refúgio e meu libertador.

Meu Deus, auxílio em que ponho a minha confiança,

meu protector, minha defesa e meu salvador.

Na minha aflição invoquei o Senhor

e clamei pelo meu Deus.

Do seu templo Ele ouviu a minha voz

e o meu clamor chegou aos seus ouvidos.

 

Viva o Senhor, bendito seja o meu protector;

exaltado seja Deus, meu salvador.

O Senhor dá ao Rei grandes vitórias

e usa de bondade para com o seu Ungido.

Segunda Leitura

Monição: S. Paulo elogia os Tessalonicenses pela vivência alegre e convicta de sua fé. Tal comportamento era modelo para outras comunidades.

Tessalonicenses 1, 5c-10

Irmãos: 5cVós sabeis como procedemos no meio de vós, para vosso bem. 6Tornastes-vos imitadores nossos e do Senhor, recebendo a palavra no meio de muitas tribulações, com a alegria do Espírito Santo; 7e assim vos tornastes exemplo para todos os crentes da Macedónia e da Acaia. 8Porque, partindo de vós, a palavra de Deus ressoou não só na Macedónia e na Acaia, mas em toda a parte se divulgou a vossa fé em Deus, de modo que não precisamos de falar sobre ela. 9De facto, são eles próprios que relatam o acolhimento que tivemos junto de vós e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir ao Deus vivo e verdadeiro 10e esperar dos Céus o seu Filho, a quem ressuscitou dos mortos: Jesus, que nos livrará da ira divina que há-de vir.

Este texto é a continuação do de há oito dias.

6 Em Act 17, 5-9 faz-se uma descrição duma dessas muitas tribulações.

7 «Macedónia e Acaia». Eram as duas províncias da administração romana em que então se dividia a Grécia. S. Paulo estava a escrever da Acaia, pois estava em Corinto; Tessalónica (cujo nome procedia da mulher de Cassandro, general de Alexandre, fundador da cidade) ficava na Macedónia.

10 «Ira divina que há-de vir». A ira divina é uma imagem para falar do estrito juízo de Deus a que ninguém pode escapar; há-de vir, isto é, há-de manifestar-se no fim do mundo, por ocasião do Juízo final. Para nós a ira é uma paixão; mas, quando na S. E. se refere a Deus, designa a sua justiça punitiva. Jesus, pela sua obra redentora, livrou-nos do castigo divino merecido.

Aclamação ao Evangelho

Mt 15, 20

Monição: Jesus diz-nos que o essencial da Lei de Deus é o Amor e aponta caminhos que devemos seguir para assim fazermos o máximo aproveitamento da vida.

ALELUIA

Se alguém Me ama, guardará a minha palavra, diz o Senhor;

meu Pai o amará e faremos nele a nossa morada.

Evangelho

São Mateus 22, 34-40

Naquele tempo, 34os fariseus, ouvindo dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus, reuniram-se em grupo, 35e um doutor da Lei perguntou a Jesus, para O experimentar: 36«Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?»37Jesus respondeu: «‘Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu espírito’. 38Este é o maior e o primeiro mandamento. 39O segundo, porém, é semelhante a este: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’. 40Nestes dois mandamentos se resumem toda a Lei e os Profetas».

A questão posta a Jesus tinha como base a multiplicidade de leis mosaicas, ao todo 613.

37 «Jesus respondeu», citando uma passagem do A.T. (o texto é mais exacto em Mc 12, 29-30), que todo o judeu piedoso recitava duas vezes por dia – a chamada Xemá – e que muitos escreviam e metiam dentro das filactérias ou caixinhas que atavam à testa, ao braço esquerdo ou às costas da mão (cf. Dt 6, 4-9).

38-39 «O primeiro mandamento… O segundo…». Sendo inseparáveis estes dois preceitos, há neles uma jerarquia: devemos amar a Deus mais do que a ninguém e dum modo incondicional; ao próximo, como consequência e efeito do amor a Deus. Se amasse ao próximo por ele mesmo, e não por amor a Deus, esse amor impediria o cumprimento do primeiro mandamento e deixaria de ser autêntico amor ao próximo, pois entrar-se-ia pelo caminho de pouco se interessar pela sua salvação eterna e de vir a reduzir o próximo a uma determinada classe de pessoas, as que agradam ou oferecem vantagens, ou de o equiparar ao amor a um cachorrinho ou a um gato de estimação.

Sugestões para a homilia

O mais importante da vida.

A nossa correspondência ao amor de Deus.

A importância do amor ao próximo.

Como a vida será bem aproveitada.

1. O mais importante da vida.

Deus, que é Amor, criou-nos por amor e criou-nos para amar, pelo que, o amor, surge como o «habitat» natural e sobrenatural do nosso viver. Feliz quem ama e sabe amar. Por isso, à pergunta do doutor da Lei, Jesus afirma que no amor a Deus e ao próximo se resume toda a Lei e os Profetas.

Os rabinos de então descobriram na Bíblia 613 mandamentos: 365 proibições e 248 acções o que gerava em todos uma grande confusão. Era assim demasiado pesado o fardo que colocavam sobre as pessoas. Além disso, discutiam qual deles seria o maior. Havia quem afirmasse, que o mais importante, deveria ser o descanso de Sábado. No meio de tantas dúvidas, como vimos no Evangelho de hoje, um doutor da Lei, para experimentar Jesus, perguntou-Lhe: «Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?» E Jesus imediatamente respondeu: «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu espírito». Este é o maior e o primeiro mandamento. O segundo, porém, é semelhante a este: «Amarás o teu próximo como a ti mesmo». «Nestes dois mandamentos se resumem toda a Lei e os Profetas».

2. A nossa correspondência ao Amor de Deus.

Não podemos ter dúvidas, o Senhor, que é a Verdade, foi bem claro. Estaremos a aproveitar tanto melhor o tempo que Deus nos dá, quanto mais O amarmos de todo o coração. Ele não aceita corações divididos. Esta doação total concretiza-se com o cumprimento generoso e alegre da vontade do mesmo Deus. Para que seja possível esta maneira tão proveitosa de viver, é necessário que se dê prioridade à oração e à recepção assídua dos Sacramentos, onde se encontra a verdadeira fonte do Amor e a força para amar e para cumprir, com fidelidade, o plano amoroso que Deus a cada um quis conceder. Tudo isto pressupõe um plano de vida levado muito a sério. Com tais pressupostos essenciais, a vida será bem vivida e como que transformada em oração, com a possibilidade do tão necessário amor, não só existir, mas também crescer em nós. Assim, tudo poderá ser grande diante de Deus, pois que a grandeza das coisas depende apenas do amor com que são executadas.

3. A importância do nosso amor ao próximo.

Como vimos, Jesus chamou a atenção para a importância do amor ao próximo, equiparando-o ao próprio amor a Deus. Ele quer a salvação de todos os homens. Por todos morreu na cruz. Não podemos dizer que amamos a Deus, se não amamos o que Ele ama também. E o próximo, que Ele ama, são todos os outros. Todos, sem excepção: os nossos amigos e inimigos, santos e pecadores. Este amor aos outros, além de universal, deverá ser sincero e constante. Amar é estar ao serviço, atento às necessidades dos outros. Podemos mesmo afirmar que «o egoísmo é o suicídio do amor». Assim o amor aos outros surge como indicador do verdadeiro amor a Deus. A primeira Leitura chama particularmente a atenção para o socorro a prestar aos órfãos e às viúvas, isto é, aos mais carenciados e marginalizados da sociedade.

Esta preocupação pelos outros, não pode limitar-se às carências de bens materiais. Importa que todos encontrem também o verdadeiro caminho da salvação. Caminhos que temos também obrigação de apontar com o nosso viver. Na hora que passa, existem por aí, tantos desvios doutrinais no campo da justiça e da moral, concretamente na vivência da sexualidade, nas infidelidades conjugais, na mesquinhez verificada na aceitação dos filhos e sua educação integral, em tanta rejeição ao magistério da Igreja, na vida de namoro, no cumprimento de todos os mandamentos de Deus. Sinais desses caminhos errados estão certos comentários feitos recentemente a propósito dos 40 anos da maravilhosa e corajosa Encíclica de Paulo VI «Humanae Vitae».

Como Jesus lembra «que vale ao homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua alma?»

Importa que todos, todos se salvem. É urgente lançar-lhes uma mão salvadora.

Como é importante preocuparmo-nos com a sorte eterna de todos. Rezar pela conversão dos pecadores foi um dos grandes pedidos de Nossa Senhora, em Fátima, afirmando mesmo que «vão muitas almas para o inferno, por não haver quem se sacrifique e peça por elas». Ensinou mesmo aos pastorinhos uma jaculatória para interceder por eles: «Ó meu Jesus perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno…socorrei sobretudo as almas mais precisadas». E «as almas mais precisadas» são os pecadores que estão em maior perigo de se perderem.

Na segunda Leitura, S. Paulo, manifesta a sua alegria por saber que os Tessalonicenses se amam e assim se tornam exemplo vivo para todos os crentes.

4. Como a vida será bem aproveitada.

Um dia seremos julgados pelo amor. Assim, a nossa vida na terra, será bem vivida, bem aproveitada, se amarmos a Deus sobre todas as coisas, com todo o coração e a todo o próximo pelo Seu amor. Cada dia da vida que passa, deverá ser vivido com mais amor. Só com uma vida assim, estaremos, com a misericórdia do Senhor, no caminho do reino dos céus, que é o Reino do Amor.

Fala o Santo Padre

«No amor se resume toda a lei divina.»

[…] A liturgia de hoje convida-nos a contemplar a Eucaristia como fonte de santidade e alimento espiritual para a nossa missão no mundo: este sumo «dom e mistério» manifesta e comunica a plenitude do amor de Deus.

A Palavra do Senhor, que há pouco ressoou no Evangelho, recorda-nos que no amor se resume toda a lei divina. O dúplice mandamento do amor de Deus e do próximo contém os dois aspectos de um único dinamismo do coração e da vida. Assim, Jesus leva a cumprimento a revelação antiga, sem acrescentar um mandamento inédito, mas realizando em si mesmo e na própria acção salvífica a síntese viva das duas grandes palavras da antiga Aliança: «Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração…» e «Amarás o próximo como a ti mesmo» (cf. Dt 6, 5; Lv 19, 18). Na Eucaristia nós contemplamos o Sacramento desta síntese viva da lei: Cristo entrega-nos em si mesmo a plena realização do amor a Deus e do amor aos irmãos. Ele comunica-nos este seu amor quando nos alimentamos do seu Corpo e do seu Sangue. Pode então realizar-se em nós quanto escreve São Paulo aos Tessalonicenses na segunda Leitura de hoje: «convertestes-vos dos ídolos de Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro» (1 Ts 1, 9). Esta conversão é o princípio do caminho de santidade que o cristão está chamado a realizar na sua existência. O santo é aquele que, sentindo-se de tal forma atraído pela beleza de Deus e pela sua perfeita verdade, progressivamente por ele é transformado. Por esta beleza e verdade está pronto a renunciar a tudo, também a si mesmo. Para ele é suficiente o amor de Deus, que experimenta no serviço humilde e abnegado do próximo, sobretudo de quantos não são capazes de retribuir. […]

Bento XVI, Vaticano, 23 de Outubro de 2005

LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Olhai, Senhor, para os dons que Vos apresentamos e fazei que a celebração destes mistérios dê glória ao vosso nome. Por Nosso Senhor…

SANTO

Monição da Comunhão

Na Sagrada Comunhão, expressão máxima do Amor de Deus por nós, encontramos força para amar. Vamos receber Jesus com muita fé e pedir-Lhe que nos faça crescer no Amor, para correspondermos, com generosidade, à missão, sempre nobre, que, a cada um, confiou.

Salmo 19, 6

ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Celebramos, Senhor, a vossa salvação e glorificamos o vosso santo nome.

Ou

Ef 5, 2

Cristo amou-nos e deu a vida por nós, oferecendo-Se em sacrifício agradável a Deus.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Fazei, Senhor, que os vossos sacramentos realizem em nós o que significam, para alcançarmos um dia em plenitude o que celebramos nestes santos mistérios. Por Nosso Senhor…

RITOS FINAIS

Monição final

Diante de Deus, tudo tem valor. E este valor, será tanto maior quanto maior for também o amor com que tudo realizamos. O Senhor considera feito a Si, tudo quanto fazemos aos outros.

Vamos estar atentos à nossa vida de oração e às necessidades espirituais e materiais do nosso próximo.

Como vamos concretizar, esta semana, o duplo mandamento do amor?

Não esqueçamos que será pelo amor, que um dia, seremos julgados.

HOMILIAS FERIAIS

30ª SEMANA

2ª Feira, 27-X: Elevar os olhos para o Céu.

Ef 4, 32 – 5, 8 / Lc 13, 10-17

Apareceu então uma mulher com um espírito que a tornava enferma havia dezoito anos: andava curvada.

Esta mulher que andava curvada (cf Ev) é o símbolo dos que não conseguem levantar os olhos do chão e olhar para cima, para contemplar a Deus.

Cristo quer ajudar-nos a levantar: «entregou-se a si mesmo por nós, oferecendo-se como vítima agradável a Deus» (Leit). Para isso, teve que libertar-nos das escravidões, tornar-nos filhos de Deus, fazer-nos participantes da natureza divina e da vida eterna. É altura de nos comportarmos como verdadeiros filhos de Deus: «agora sois luz pela união com o Senhor. Comportai-vos como filhos da luz» (Leit).

3ª Feira, 28-X: S. Simão e S. Judas: Participar na construção da Igreja.

Ef 2, 19-22 / Lc 6, 12-19

E, em união com Ele, também vós sois integrados na construção, para vos tornardes, no Espírito Santo, habitação de Deus.

A Igreja é apostólica porque está fundada sobre os Apóstolos. E continua a ser construída sobre o alicerce dos Apóstolos (cf Leit), testemunhos escolhidos e enviados em missão pelo próprio Cristo. S. Simão e S. Judasparticiparam activamente na construção da Igreja. Segundo a Tradição andaram pelo Egipto, Mesopotâmia e Pérsia, onde sofreram o martírio.

Todos nós estamos integrados na construção da Igreja. Toda a Igreja é enviada a todo o mundo e todos os seus membros participam, de diversos modos, deste envio.

4ª Feira, 29-X:Entrada pela porta estreita.

Ef 6, 1-9 / Lc 13, 22-30

Senhor, são poucos os que se salvam? Jesus disse aos presentes: Esforçai-vos por entrar pela porta estreita.

A vontade de Deis é que todos se salvem. Mas pede-nos que entremos pela porta estreita Esta afirmação é um apelo urgente à conversão (cf CIC 1036), que se pode traduzir por uma maior exigência no cumprimento dos nossos deveres para com Deus, a família a e a sociedade.

A 1ª Leitura recomenda que se viva bem o 4º Mandamento, quer pelos pais quer pelos filhos: «na certeza de que cada um virá a receber do Senhor a recompensa do bem que tiver praticado» (Leit).

5ª Feira, 30-X: Meios para nos mantermos no caminho.

Ef 6, 10-20 / Lc 13, 31-35

No entanto, hoje e amanhã e depois, devo seguir o meu caminho, porque não se admite que um profeta morra fora de Jerusalém.

Jesus tomou a firme resolução de se dirigir a Jerusalém, apesar da ameaça de Herodes, que o queria matar (cf Ev). Era essa a vontade do Pai, que não poupou o seu próprio Filho mas entregou-o à morte por nós.

Para cumprirmos a vontade de Deus, sem nos desviarmos, precisamos utilizar muitos meios: tomemos a armadura de Deus (a fortaleza de Deus), o cinturão da verdade, o escudo da fé, capacete da salvação, e aespada do espírito (a palavra de Deus) (cf Leit).

6ª Feira, 31-X: Generosidade no serviço ao próximo.

Flp 1, 1-11 / Lc 14, 1-6

Jesus tomou a palavra e disse aos doutores da Lei e aos fariseus: É permitido ou não fazer curas ao Sábado?

Jesus lembra que o serviço ao próximo não viola o repouso sabático, e é muito importante: «O homem, a única criatura que Deus quis por si mesmo, não pode encontrar-se plenamente senão por um dom sincero de si mesmo» (GS, 24).

S. Paulo, impregnado dos mesmos sentimentos de Cristo, dá um belo exemplo desse serviço: lembra-se de todos nas suas orações; tem saudades deles, porque os traz no seu coração; pede pela sua perseverança, confiado na ajuda de Cristo (cf Leit)

Celebração e Homilia:  ALVES MORENO

Nota Exegética:       GERALDO MORUJÃO

Homilias Feriais:      NUNO ROMÃO

Sugestão Musical:    DUARTE NUNO ROCHA