RITOS INICIAIS

cf. Actos 1, 11

ANTÍFONA DE ENTRADA: Homens da Galileia, porque estais a olhar para o céu? Como vistes Jesus subir ao céu, assim há-de vir na sua glória. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A Solenidade da Ascensão de Jesus que hoje celebramos sugere que, no final de um caminho que Ele percorreu no amor e na doação, ensina-nos qual é a nossa a vida definitiva, em comunhão com Deus. Lembra-nos, também, que Jesus nos deixou o testemunho e que somos agora nós, os seus seguidores, que devemos continuar a realizar o projecto libertador de Deus para os homens e para o mundo.

Este mistério da vida de Jesus fala-nos da comunicação entre dois mundos: este, material, visível, e o sobrenatural.

Paulo VI, de saudosa memória, instituiu nesta solenidade, em 1966, o Dia Mundial das Comunicações Sociais.

Eles são como sabemos, muito abundantes: a imprensa, a rádio, a televisão, o telefone, a música gravada, a internet, etc.

O Santo Padre Bento XVI dirige-nos uma Mensagem, convidando-nos a reflectir sobre o modo como utilizamos estes Meios entre nós: «Novas tecnologias, novas relações. Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade

 

ACTO PENITENCIAL

 

Coloquemo-nos humildemente na presença do Senhor, e reconheçamos que, por vezes, temos usado mal estes progressos que os homens conseguem, pela inteligência recebida de Deus, e peçamos perdão.

Com uma visão positiva destes inventos, o Santo Padre não deixa de chamar a atenção para os perigos do mau uso destes meios.

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)

 

• Senhor, temos perdido, por vezes, tempo demasiado

no uso dos nossos Meios de Comunicação Social.

Senhor, tende piedade de nós!

 

Senhor, tende piedade de nós!

 

• Cristo, descuidamo-nos em procurar bons programas,

perdendo tempo e, às vezes, manchando a nossa alma.

Cristo, tende piedade de nós!

 

Cristo, tende piedade de nós!

 

• Senhor, isolamo-nos da família e amigos pelo excesso

no uso de alguns dos Meios de Comunicação Social.

Senhor, tende piedade de nós!

 

Senhor, tende piedade de nós!

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

ORAÇÃO COLECTA: Deus omnipotente, fazei-nos exultar em santa alegria e em filial acção de graças, porque a ascensão de Cristo, vosso Filho, é a nossa esperança: tendo-nos precedido na glória como nossa Cabeça, para aí nos chama como membros do seu Corpo. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

LITURGIA DA PALAVRA

 

Primeira Leitura

 

Monição: S. Lucas, autor humano dos Actos dos Apóstolos, narra-nos a Ascensão de Jesus. Antes de subir gloriosamente ao Céu, recomenda-lhes que se preparem cuidadosamente para a vinda do Espírito Santo, antes de partirem para evangelizar o mundo.

Eles acolhem a ordem recebida e o Mestre sobre triunfalmente às alturas, deixando-se ocultar por uma nuvem.

 

Actos 1, 1-11

1No meu primeiro livro, ó Teófilo, narrei todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar, desde o princípio 2até ao dia em que foi elevado ao Céu, depois de ter dado, pelo Espírito Santo, as suas instruções aos Apóstolos que escolhera. 3Foi também a eles que, depois da sua paixão, Se apresentou vivo com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando-lhes do reino de Deus. 4Um dia em que estava com eles à mesa, mandou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, «da Qual – disse Ele – Me ouvistes falar. 5Na verdade, João baptizou com água; vós, porém, sereis baptizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias». 6Aqueles que se tinham reunido começaram a perguntar: «Senhor, é agora que vais restaurar o reino de Israel?» 7Ele respondeu-lhes: «Não vos compete saber os tempos ou os momentos que o Pai determinou com a sua autoridade; 8mas recebereis a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém e em toda a Judeia e na Samaria e até aos confins da terra». 9Dito isto, elevou-Se à vista deles e uma nuvem escondeu-O a seus olhos. 10E estando de olhar fito no Céu, enquanto Jesus Se afastava, apresentaram-se-lhes dois homens vestidos de branco, 11que disseram: «Homens da Galileia, porque estais a olhar para o Céu? Esse Jesus, que do meio de vós foi elevado para o Céu, virá do mesmo modo que O vistes ir para o Céu».

 

Lucas começa o livro de Actos com a referência ao mesmo facto com que tinha terminado o seu Evangelho; a Ascensão desempenha assim na sua obra um papel de charneira, pois assinala tanto a ligação como a distinção entre a história de Jesus, que se realiza aqui na terra (o Evangelho), e a história da Igreja que então tem o seu início (Actos).

3 «Aparecendo-lhes durante 40 dias». Esta precisão do historiador Lucas permite-nos esclarecer algo que no seu Evangelho não tinha ficado claro quanto ao dia da Ascensão, pois o leitor poderia ter ficado a pensar que se tinha dado no dia da Ressurreição. A verdade é que a Ascensão faz parte da glorificação e exaltação de Jesus; por isso S. João parece pretender uni-la à Ressurreição, nas palavras de Jesus a Madalena (Jo 20, 17), podendo falar-se duma ascensão invisível na Páscoa de Jesus, sem que em nada se diminua o valor do facto sucedido 40 dias depois e aqui relatado, a Ascensão visível de Jesus, que marca um fim das manifestações visíveis aos discípulos, «testemunhas da Ressurreição estabelecidas por Deus». A Ascensão visível engloba também uma certa glorificação acidental do Senhor ressuscitado, «pela dignidade do lugar a que ascendia», como diz S. Tomás de Aquino (Sum. Theol., III, q. 57, a. 1). Há numerosas referências à Ascensão no Novo Testamento: Jo 6, 62; 20, 17; 1 Tim 3, 26; 1 Pe 3, 22; Ef 4, 9-10; Hbr 9, 24; etc.. Mas a Ascensão tem, além disso, um valor existencial excepcional, pois nos atinge hoje em cheio: Cristo, ao colocar à direita da glória do Pai a nossa frágil natureza humana unida à Sua Divindade (Cânon Romano da Missa de hoje), enche-nos de esperança em que também nós havemos de chegar ao Céu e diz-nos que é lá a nossa morada, onde, desde já, devem estar os nossos corações, pois ali está a nossa Cabeça, Cristo.

4 «A Promessa do Pai, da qual Me ouvistes falar». Na despedida da Última Ceia, Jesus não se cansou de falar aos discípulos do Espírito Santo: Jo 14, 16-17.26; 16, 7-15.

5 «Baptizados no Espírito Santo», isto é, inundados de enorme força e luz do Espírito Santo, cheio dos seus dons, dez dias depois (cf. Act 2, 1-4).

8 «Minhas Testemunha em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra». Estas Palavras do Senhor são apresentadas por S. Lucas para servirem de resumo temático e estruturante do seu livro de Actos. O que nele nos vai contar ilustrará como a fé cristã se vai desenvolver progressivamente seguindo estas 3 etapas geográficas: Jerusalém (Act 2 – 7); Judeia e Samaria (8 – 12); até aos confins da Terra (13 – 28).

 

Salmo Responsorial

 Sl 46 (47), 2-3.6-7.8-9 (R. 6)

 

Monição: O Espírito Santo coloca em nossos lábios um cântico de louvor em honra do Deus de Israel, rei de todos os povos e nações.

É uma visão profética da Ascensão de Jesus. Aclamemos também o nosso Deus que sobre glorioso às alturas.

 

Refrão:        POR ENTRE ACLAMAÇÕES E AO SOM DA TROMBETA,

                     ERGUE-SE DEUS, O SENHOR.

 

Ou:               ERGUE-SE DEUS, O SENHOR,

                EM JÚBILO E AO SOM DA TROMBETA.

 

Ou:               ALELUIA

 

Povos todos, batei palmas,

aclamai a Deus com brados de alegria,

porque o Senhor, o Altíssimo, é terrível,

o Rei soberano de toda a terra.

 

Deus subiu entre aclamações,

o Senhor subiu ao som da trombeta.

Cantai hinos a Deus, cantai,

cantai hinos ao nosso Rei, cantai.

 

Deus é Rei do universo:

cantai os hinos mais belos.

Deus reina sobre os povos,

Deus está sentado no seu trono sagrado.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo, na Carta aos fiéis da Igreja de Éfeso, anima-nos a perseverar no amor de Deus, recordando-nos a glória que nos espera nos Céu, a esperança a que fomos chamados pelo nosso Baptismo.

 

(Ou:  Heb 9,24-28; 10,19-23: pode ser escolhida em alternativa à anterior)

 

Efésios 1, 17-23

Irmãos: 17O Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda um espírito de sabedoria e de luz para O conhecerdes plenamente 18e ilumine os olhos do vosso coração, para compreenderdes a esperança a que fostes chamados, os tesouros de glória da sua herança entre os santos 19e a incomensurável grandeza do seu poder para nós os crentes. Assim o mostra a eficácia da poderosa força 20que exerceu em Cristo, que Ele ressuscitou dos mortos e colocou à sua direita nos Céus, 21acima de todo o Principado, Poder, Virtude e Soberania, acima de todo o nome que é pronunciado, não só neste mundo, mas também no mundo que há-de vir. 22Tudo submeteu aos seus pés e pô-l’O acima de todas as coisas como Cabeça de toda a Igreja, 23que é o seu Corpo, a plenitude d’Aquele que preenche tudo em todos.

 

Neste texto temos um dos principais temas da epístola: a Igreja como Corpo (místico) de Cristo. A Igreja é a plenitude de Cristo, «o Cristo total» (S. Agostinho). A Igreja recebe da sua Cabeça, Cristo, não só a chefia, mas o influxo vital, a graça; com efeito, ela vive a vida de Cristo. Jesus sobe ao Céu, mas fica presente no mundo, na sua Igreja.

17 «O Deus de N. S. J. Cristo». «O Pai é para o Filho fonte da natureza divina e o criador da sua natureza humana: assim Ele é, com toda a verdade, o Deus de N. S. J. C.» (Médebielle). «O Pai da glória», isto é, o Pai a quem pertence toda a glória, toda a honra intrínseca à sua soberana majestade. «Vos conceda um espírito», o mesmo que um dom espiritual. Não se trata do próprio Espírito Santo; dado que não tem artigo em grego, trata-se pois de uma graça sua.

20-23 Temos nestes versículos a referência a um tema central já tratado em Colossenses: a supremacia absoluta de Cristo, tendo em conta a sua SS. Humanidade, uma vez que pela divindade é igual ao Pai. A sua supremacia coloca-O «acima de todo o nome», isto é, acima de todo e qualquer ser, qualquer que seja a sua natureza e qualquer que seja o mundo a que pertença. Mas agora a atenção centra-se num domínio particular de Cristo, a saber, na sua Igreja, da qual Ele é não apenas o Senhor, mas a Cabeça. A Igreja é o «Corpo de Cristo»; ela é o plêrôma de Cristo (v. 23), isto é, o seu complemento ou plenitude: a igreja é Cristo que se expande e se prolonga nos fiéis que aderem a Ele. (Alguns autores preferem entender o termo plêrôma no sentido passivo: a Igreja seria plenitude de Cristo, enquanto reservatório das suas graças e merecimentos que ela faz chegar aos homens).

23 «Aquele que preenche tudo em todos». A acção de Cristo é sem limites, especialmente na ordem salvífica; a todos faz chegar a sua graça, sem a qual ninguém se pode salvar. No entanto, é mais corrente preferir, com a Vulgata, outro sentido a que se presta o original grego: a Igreja é a plenitude daquele que se vai completando inteiramente em todos os seus membros. Assim, a Igreja completa a Cristo, e Cristo é completado pelos seus membros (é uma questão de entender como passivo, e não médio, o particípio grego plêrouménou, de acordo com o que acontece em outros 87 casos do N. T.).

 

Pode utilizar-se outra, como 2ª leitura:

Hebreus 9, 24-28; 10, 19-23

24Cristo não entrou num santuário feito por mãos humanas, figura do verdadeiro, mas no próprio Céu, para Se apresentar agora na presença de Deus em nosso favor. 25E não entrou para Se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote que entra cada ano no santuário, com sangue alheio; 26nesse caso, Cristo deveria ter padecido muitas vezes, desde o princípio do mundo. Mas Ele manifestou-Se uma só vez, na plenitude dos tempos, para destruir o pecado pelo sacrifício de Si mesmo. 27E como está determinado que os homens morram uma só vez – e a seguir haja o julgamento –, 28assim também Cristo, depois de Se ter oferecido uma só vez para tomar sobre Si os pecados da multidão, aparecerá segunda vez, sem aparência de pecado, para dar a salvação àqueles que O esperam. 19Tendo nós plena confiança de entrar no santuário por meio do sangue de Jesus, 20por este caminho novo e vivo que Ele nos inaugurou através do véu, isto é, o caminho da sua carne, 21e tendo tão grande sacerdote à frente da casa de Deus, 22aproximemo-nos de coração sincero, na plenitude da fé, tendo o coração purificado da má consciência e o corpo lavado na água pura.23Conservemos firmemente a esperança que professamos, pois Aquele que fez a promessa é fiel.

 

A leitura é respigada do final da primeira parte de Hebreus, em que o autor sagrado expõe a superioridade do sacrifício de Cristo sobre todos os sacrifícios da Lei antiga (8, 1 – 10, 18). Aqui Jesus é apresentado como o novo Sumo Sacerdote da Nova Aliança, em contraste com o da Antiga, que precisava de entrar cada ano – «com sangue alheio» –, no dia da expiação (o Yom Kippur: cf. Ex 16) «num santuário feito por mãos humanas», ao passo que Jesus entra «no próprio Céu» (v. 24), não precisando de o fazer cada ano – «muitas vezes» (v. 25-26) –, pois, «uma só vez» bastou «para destruir o pecado pelo sacrifício de Si mesmo» (v. 26), por meio do seu próprio Sangue. Como habitualmente, o autor, aproveita a exposição doutrinal para fazer ricas exortações práticas; apela, um pouco mais adiante (10, 19-23), para a virtude da «esperança», uma esperança de que também nós podemos chegar ao Céu, apoiados na certeza das promessas de Cristo. A «água pura» do v. 22 é certamente a do Baptismo (cf. 1 Pe 3, 21), que não pode ser encarado à margem da  e da pureza da consciência. Notar como a SS. Humanidade de Jesus – «o caminho da sua carne» (v. 20) – é focada como o «véu» do Templo, o que bem pode evocar a nuvem da Ascensão, que ao mesmo tempo esconde e revela a presença invisível de Cristo ressuscitado.

 

Aclamação ao Evangelho        

Mt 28, l9a.20b

 

Monição: O Senhor constituiu cada um de nós, pelo Baptismo, corresponsável na evangelização do mundo, arautos da Sua Mensagem salvadora.

Aclamemos o Evangelho que proclama para nós tão consoladora certeza, cantando Aleluia.

 

ALELUIA

Ide e ensinai todos os povos, diz o Senhor:

Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 24, 46-53

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 46«Está escrito que o Messias havia de sofrer e de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia 47e que havia de ser pregado em seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. 48Vós sois testemunhas disso. 49Eu vos enviarei Aquele que foi prometido por meu Pai. Por isso, permanecei na cidade, até que sejais revestidos com a força do alto». 50Depois Jesus levou os discípulos até junto de Betânia e, erguendo as mãos, abençoou-os. 51Enquanto os abençoava, afastou-Se deles e foi elevado ao Céu. 52Eles prostraram-se diante de Jesus, e depois voltaram para Jerusalém com grande alegria. 53E estavam continuamente no templo, bendizendo a Deus.

 

Estes versículos finais do Evangelho de Lucas encerram como que uma síntese de todo o Evangelho: Jesus cumpre as profecias com a sua Paixão e Ressurreição, com que nos obtém o perdão dos pecados; e é isto que tem de ser pregado a todos os povos, a partir de testemunhas credenciadas, e com a força do Espírito Santo.

49 «Aquele que foi prometido», à letra, a Promessa do meu Pai, o Espírito Santo, segundo se diz em Act 2, 23 (cf. Jo 15, 26). Não deixa de ser curioso notar que, só pela leitura do Evangelho de S. Lucas poderíamos ser levados a pensar que a Ascensão se deu no Domingo de Páscoa. No entanto, possuímos dados suficientes, a partir de todos os restantes Evangelhos, para saber que não foi assim. O próprio S. Lucas, em Actos, diz que Jesus foi aparecendo durante 40 dias (Act 1, 3).

50 «Até junto de Betânia». A discordância com Act 1, 12, que fala do Monte das Oliveiras como o lugar da Ascensão, é só aparente, pois Betânia fica na vertente oriental do dito monte.

52-53 «Voltaram para Jerusalém». A terminar o seu Evangelho, Lucas mais uma vez deixa ver a importância teológica de Jerusalém: onde tinha começado a sua narração, com o anúncio do nascimento do Baptista; aqui culmina a obra salvadora de Jesus, com a sua Paixão, Morte, Ressurreição e Ascensão aos Céus, por isso Ele, «quando estava para se cumprir o tempo da sua partida, decidiu firmemente caminhar rumo a Jerusalém» (Lc 9, 51); daqui hão-de partir os discípulos para levar a boa-nova até aos confins da terra.

 

Sugestões para a homilia

 

• Jesus Cristo sobe às alturas

Confia-nos à acção do Espírito santo

Faz de nós Suas Testemunhas

Vivemos da fé

• Cristo vence a solidão humana

As nossas solidões

Os MMCS e a solidão

Jesus vai connosco a caminho

1. Jesus Cristo sobe às alturas

Quarenta dias depois da Páscoa da Ressurreição, Jesus Cristo subiu ao Céu gloriosamente e foi – como prometera aos Apóstolos no Cenáculo, na noite de Quinta-feira Santa – preparar-nos um lugar.

Nada foi improvisado. Mandou aos discípulos que não começassem a evangelização do mundo sem terem recebido o Prometido do Pai, o Espírito Santo.

 

a) Confia-nos à acção do Espírito Santo. «Recebereis a força do Espírito Santo que descerá sobre vós

A Ascensão de Jesus é uma verdade de fé. Ao fim de quarenta dias em que se manifestou, por diversas vezes aos Apóstolos, procurando confirmá-los na verdade da Ressurreição e fazendo-lhes as últimas recomendações, elevou-Se à vista deles.

A primeira reacção dos Onze foi a saudade, porque estavam habituados a vê-l’O e a ouvi-l’O, resolvendo com Ele as Suas dúvidas.

No Cenáculo, na intimidade da Última ceia, prometeu solenemente que não os deixaria órfãos, desamparados, mas iria entregá-los ao cuidado do Espírito Santo.

A ressurreição/ascensão de Jesus garante-nos que uma vida vivida na fidelidade aos projectos do Pai é uma vida destinada à glorificação, à comunhão definitiva com Deus. Quem percorre o mesmo caminho de Jesus subirá, como Ele, à vida plena.

 

b) Faz de nós Suas Testemunhas. «Sereis minhas testemunhas em Jerusalém e em toda a Judeia e na Samaria e até aos confins da terra

Uma testemunha é alguém que nos garante a veracidade de um acontecimento, ou de uma afirmação. Por isso, quando vamos ao tribunal humano reclamar um direito, levamos testemunhas para que garantam que dizemos a verdade. Também na celebração do matrimónio são necessárias testemunhas: além do sacerdote ou diácono, há sempre duas pessoas a garantir que aquele matrimónio foi celebrado.

Quando Jesus nos diz que fará de nós Suas testemunhas, entrega-nos a missão que Ele vive ressuscitado, nos ama e deseja conduzir-nos à salvação eterna.

Durante os três anos da vida pública, Jesus apareceu-nos com o Seu rosto e o tom da Sua voz. Agora quer multiplicar a Sua presença no mundo, apresentando-Se com o rosto de cada um de nós, o tom da nossa voz e, sobretudo, a nossa vida.

Por isso, as melhores testemunhas de Jesus Cristo são os santos. Entregam-se, enamorados, a uma vida de generosidade para a qual não encontramos outra explicação a não ser a de Jesus Cristo vive e estão enamorados d’Ele.

Podem, de facto, as pessoas que vivem e trabalham connosco, descobrir em nós traços do rosto de Jesus Cristo?

 

c) Vivemos da fé. «Dito isto, elevou-Se à vista deles e uma nuvem escondeu-O a seus olhos

Enquanto Jesus subia gloriosamente ao Céu e os Apóstolos o olhavam com pena, esperando que Ele Se arrependesse e voltasse para traz, uma nuvem ocultou-O aos seus olhos. Esta nuvem é uma imagem da fé. Tal como eles sabiam que, para além da nuvem, estava Ele, também nós sabemos, pela fé, que Ele está connosco.

Só Jesus Cristo conseguiu duas coisas que, no nosso caso, são impossíveis: Subiu ao Céu onde o Pai O aguardava, para preparar-nos um lugar; e ficou connosco.

Jesus ensinou-nos muitos modos de presença na terra:

– Está misteriosamente presente em cada pessoa e é nela que deseja ser amado por nós. «Em verdade vos digo: todas as vezes que fizestes isto a um dos Meus irmãos mais pequeninos (foi) a Mim (que) o fizestes.» (Mt 25, 25-46).

– Está presente na Sua Palavra. «Quem vos ouve (é) a Mim (que) ouve.» (Lc 10. 16).

– Está presente no grupo que se reúne em Seu nome, como nós estamos agora aqui. «Onde dois ou três se reunirem em Meu nome, Eu estou no meio deles.»

– Presente de modo especial na Santíssima Eucaristia, sobre o altar e piedosamente guardado em nossos altares. Ali está em Corpo, Sangue, Alma e Divindade tão real e perfeitamente como no Céu.

Alegremo-nos com esta certeza de que Jesus Cristo ficou connosco, porque gosta de nós.

2. Cristo vence a solidão humana

a) As nossas solidões. «O Pai da glória vos conceda um espírito de sabedoria e de luz para O conhecer desplenamente».

A solidão é um verdadeiro pesadelo dos nossos dias, não porque a terra esteja despovoada, mas porque as muitas pessoas com quem nos encontramos andam encerradas na cela dos seus interesses.

O mundo assemelha-se, às vezes, a uma grande casa, onde cada um vive fechado no seu quarto, alheio ao que se passa com os restantes moradores.

E, no entanto, a solidão é uma violência à natureza humana, porque somos estruturalmente sociais. Temos necessidade de nos abrir em confidência, como quem abre a janela para entre uma lufada de ar fresco; de buscar apoio nos outros e oferecermos o nosso braço àquele que, ao nosso lado, caminha com mais dificuldade.

Vamos encontrar jovens com os auscultadores de rádios, ou Youtube fechados no seu mundo; idosos em suas casas, com a TV ligada alto, para terem a sensação de que não estão sós; e mesmo na vida de cada dia, as pessoas passam umas pelas outras, cada qual fechada no seu mundo.

E, no entanto, esta situação é uma violência à natureza humana. Precisamos de momentos de silêncio, mas nascemos vocacionados para a comunhão, na vida presente e na eternidade.

A grande causa da solidão é o egoísmo humano, que leva à falta de partilha de tempo e de palavras.

 

b) Os MMCS e a solidão. «Depois Jesus levou os discípulos até junto de Betânia e, erguendo as mãos, abençoou-os

«A facilidade de acesso a telemóveis e computadores juntamente com o alcance global e a omnipresença da internet criou uma multiplicidade de vias através das quais é possível enviar, instantaneamente, palavras e imagens aos cantos mais distantes e isolados do mundo: trata-se claramente duma possibilidade que era impensável para as gerações anteriores.» (Bento XVI, Mensagem para o Dia Mundial de 2009).

Os Meios de Comunicação Social podem ajudar-nos a vencer esta solidão ou agravá-la. Ajudam-nos quando os usamos convenientemente: pomo-nos em comunicação com as pessoas que estão longe (telefone, internet, etc.) e possibilitam a partilha de informação e cultura; isolam-nos, quando os transformamos num muro que nos fecha no nosso egoísmo, isolando-nos dos outros. Quantas vezes, numa família, estão todos dentro da mesma casa, ou até sentados à mesma mesa, mas cada um fechado no seu mundo, vendo TV, ouvindo música, ou trabalhando com a net

«Este desejo de comunicação e amizade está radicado na nossa própria natureza de seres humanos, não se podendo compreender adequadamente só como resposta às novações tecnológicas. À luz da mensagem bíblica, aquele deve antes ser lido como reflexo da nossa participação no amor comunicativo e unificante de Deus, que quer fazer da humanidade inteira uma única família. Quando sentimos a necessidade de nos aproximar das outras pessoas, quando queremos conhecê-las melhor e dar-nos a conhecer, estamos a responder à vocação de Deus – uma vocação que está gravada na nossa natureza de seres criados à imagem e semelhança de Deus, o Deus da comunicação e da comunhão.» (Bento XVI, Mensagem para o Dia Mundial de 2009).

 

c) Jesus vai connosco a caminho. «Eles prostraram-se diante de Jesus, e depois voltaram para Jerusalém com grande alegria

«A amizade é um grande bem humano, mas esvaziar-se-ia do seu valor, se fosse considerada fim em si mesma. Os amigos devem sustentar-se e encorajar-se reciprocamente no desenvolvimento dos seus dons e talentos e na sua colocação ao serviço da comunidade humana. Neste contexto, é gratificante ver a aparição de novas redes digitais que procuram promover a solidariedade humana, a paz e a justiça, os direitos humanos e o respeito pela vida e o bem da criação. Estas redes podem facilitar formas de cooperação entre povos de diversos contextos geográficos e culturais, consentindo-lhes de aprofundar a comum humanidade e o sentido de corresponsabilidade pelo bem de todos. Todavia devemo-nos preocupar por fazer com que o mundo digital, onde tais redes podem ser constituídas, seja um mundo verdadeiramente acessível a todos.» (Bento XVI, Mensagem para o Dia Mundial de 2009).

Mas quem verdadeiramente nos ajuda a vencer a solidão, a viver a certeza de que estamos com Alguém que nos ama e partilha connosco a Sua ciência e o Seu Amor é a fé.

Jesus fez-nos a promessa de ficar connosco e cumpriu-a. A Sua Presença Real na Eucaristia e o encontro semanal connosco são uma prova disso.

Muitas vezes mergulhamos na solidão, porque recusamos esta sua ajuda amiga. Quem não participa na Missa, não faz oração, é necessariamente uma pessoa amargurada. Quem aproveita esta oferta divina, nunca pode dizer que está só, que sofre com a solidão.

Que Nossa Senhora nos ensine e ajude a aproveitá-la.

 

Fala o Santo Padre

 

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI

PARA O 44º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

 

«O sacerdote e a pastoral no mundo digital:

os novos media ao serviço da Palavra»

 

Queridos irmãos e irmãs!

O tema do próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais – «O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos media ao serviço da Palavra» – insere-se perfeitamente no trajecto do Ano Sacerdotal e traz à ribalta a reflexão sobre um âmbito vasto e delicado da pastoral como é o da comunicação e do mundo digital, que oferece ao sacerdote novas possibilidades para exercer o seu serviço à Palavra e da Palavra. Os meios modernos de comunicação fazem parte, desde há muito tempo, dos instrumentos ordinários através dos quais as comunidades eclesiais se exprimem, entrando em contacto com o seu próprio território e estabelecendo, muito frequentemente, formas de diálogo mais abrangentes, mas a sua recente e incisiva difusão e a sua notável influência tornam cada vez mais importante e útil o seu uso no ministério sacerdotal.

A tarefa primária do sacerdote é anunciar Cristo, Palavra de Deus encarnada, e comunicar a multiforme graça divina portadora de salvação mediante os sacramentos. Convocada pela Palavra, a Igreja coloca-se como sinal e instrumento da comunhão que Deus realiza com o homem e que todo o sacerdote é chamado a edificar n’Ele e com Ele. Aqui reside a altíssima dignidade e beleza da missão sacerdotal, na qual se concretiza de modo privilegiado aquilo que afirma o apóstolo Paulo: «Na verdade, a Escritura diz: «Todo aquele que acreditar no Senhor não será confundido». […] Portanto, todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Mas como hão-de invocar Aquele em quem não acreditam? E como hão-de acreditar n’Aquele de quem não ouviram falar? E como hão-de ouvir falar, se não houver quem lhes pregue? E como hão-de pregar, se não forem enviados?» (Rm 10,11.13-15).

Hoje, para dar respostas adequadas a estas questões no âmbito das grandes mudanças culturais, particularmente sentidas no mundo juvenil, tornaram-se um instrumento útil as vias de comunicação abertas pelas conquistas tecnológicas. De facto, pondo à nossa disposição meios que permitem uma capacidade de expressão praticamente ilimitada, o mundo digital abre perspectivas e concretizações notáveis ao incitamento paulino: «Ai de mim se não anunciar o Evangelho!» (1 Cor 9, 16). Por conseguinte, com a sua difusão, não só aumenta a responsabilidade do anúncio, mas esta torna-se também mais premente reclamando um compromisso mais motivado e eficaz. A este respeito, o sacerdote acaba por encontrar-se como que no limiar de uma «história nova», porque quanto mais intensas forem as relações criadas pelas modernas tecnologias e mais ampliadas forem as fronteiras pelo mundo digital, tanto mais será chamado o sacerdote a ocupar-se disso pastoralmente, multiplicando o seu empenho em colocar os media ao serviço da Palavra.

Contudo, a divulgação dos «multimédia» e o diversificado «espectro de funções» da própria comunicação podem comportar o risco de uma utilização determinada principalmente pela mera exigência de marcar presença e de considerar erroneamente a internet apenas como um espaço a ser ocupado. Ora, aos presbíteros é pedida a capacidade de estarem presentes no mundo digital em constante fidelidade à mensagem evangélica, para desempenharem o próprio papel de animadores de comunidades, que hoje se exprimem cada vez mais frequentemente através das muitas «vozes» que surgem do mundo digital, e anunciar o Evangelho recorrendo não só aos media tradicionais, mas também ao contributo da nova geração de audiovisuais (fotografia, vídeo, animações, blogues, páginas internet) que representam ocasiões inéditas de diálogo e meios úteis inclusive para a evangelização e a catequese.

Através dos meios modernos de comunicação, o sacerdote poderá dar a conhecer a vida da Igreja e ajudar os homens de hoje a descobrirem o rosto de Cristo, conjugando o uso oportuno e competente de tais meios – adquirido já no período de formação – com uma sólida preparação teológica e uma espiritualidade sacerdotal forte, alimentada pelo diálogo contínuo com o Senhor. No impacto com o mundo digital, mais do que a mão do operador dos media, o presbítero deve fazer transparecer o seu coração de consagrado, para dar uma alma não só ao seu serviço pastoral, mas também ao fluxo comunicativo ininterrupto da «rede».

Também no mundo digital deve ficar patente que a amorosa atenção de Deus em Cristo por nós não é algo do passado nem uma teoria erudita, mas uma realidade absolutamente concreta e actual. De facto, a pastoral no mundo digital há-de conseguir mostrar, aos homens do nosso tempo e à humanidade desorientada de hoje, que «Deus está próximo, que, em Cristo, somos todos parte uns dos outros» [Bento XVI, Discurso à Cúria Romana na apresentação dos votos de Natal: «L’Osservatore Romano» (21-22 de Dezembro de 2009) pág. 6].

Quem melhor do que um homem de Deus poderá desenvolver e pôr em prática, mediante as próprias competências no âmbito dos novos meios digitais, uma pastoral que torne Deus vivo e actual na realidade de hoje e apresente a sabedoria religiosa do passado como riqueza donde haurir para se viver dignamente o tempo presente e construir adequadamente o futuro? A tarefa de quem opera, como consagrado, nos media é aplanar a estrada para novos encontros, assegurando sempre a qualidade do contacto humano e a atenção às pessoas e às suas verdadeiras necessidades espirituais; oferecendo, às pessoas que vivem nesta nossa era «digital», os sinais necessários para reconhecerem o Senhor; dando-lhes a oportunidade de se educarem para a expectativa e a esperança, abeirando-se da Palavra de Deus que salva e favorece o desenvolvimento humano integral. A Palavra poderá assim fazer-se ao largo no meio das numerosas encruzilhadas criadas pelo denso emaranhado das auto-estradas que sulcam o ciberespaço e afirmar o direito de cidadania de Deus em todas as épocas, a fim de que, através das novas formas de comunicação, Ele possa passar pelas ruas das cidades e deter-se no limiar das casas e dos corações, fazendo ouvir de novo a sua voz: «Eu estou à porta e chamo. Se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta, entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo» (Ap 3, 20).

Na Mensagem do ano passado para idêntica ocasião, encorajei os responsáveis pelos processos de comunicação a promoverem uma cultura que respeite a dignidade e o valor da pessoa humana. Este é um dos caminhos onde a Igreja é chamada a exercer uma «diaconia da cultura» no actual «continente digital». Com o Evangelho nas mãos e no coração, é preciso reafirmar que é tempo também de continuar a preparar caminhos que conduzam à Palavra de Deus, não descurando uma atenção particular por quem se encontra em condição de busca, mas antes procurando mantê-la desperta como primeiro passo para a evangelização. Efectivamente, uma pastoral no mundo digital é chamada a ter em conta também aqueles que não acreditam, caíram no desânimo e cultivam no coração desejos de absoluto e de verdades não caducas, dado que os novos meios permitem entrar em contacto com crentes de todas as religiões, com não-crentes e pessoas de todas as culturas. Do mesmo modo que o profeta Isaías chegou a imaginar uma casa de oração para todos os povos (cf. Is 56,7), não se poderá porventura prever que a internet possa dar espaço – como o «pátio dos gentios» do Templo de Jerusalém – também àqueles para quem Deus é ainda um desconhecido?

O desenvolvimento das novas tecnologias e, na sua dimensão global, todo o mundo digital representam um grande recurso, tanto para a humanidade no seu todo como para o homem na singularidade do seu ser, e um estímulo para o confronto e o diálogo. Mas aquelas apresentam-se igualmente como uma grande oportunidade para os crentes. De facto nenhum caminho pode, nem deve, ser vedado a quem, em nome de Cristo ressuscitado, se empenha em tornar-se cada vez mais solidário com o homem. Por conseguinte e antes de mais nada, os novos media oferecem aos presbíteros perspectivas sempre novas e, pastoralmente, ilimitadas, que os solicitam a valorizar a dimensão universal da Igreja para uma comunhão ampla e concreta; a ser no mundo de hoje testemunhas da vida sempre nova, gerada pela escuta do Evangelho de Jesus, o Filho eterno que veio ao nosso meio para nos salvar. Mas, é preciso não esquecer que a fecundidade do ministério sacerdotal deriva primariamente de Cristo encontrado e escutado na oração, anunciado com a pregação e o testemunho da vida, conhecido, amado e celebrado nos sacramentos sobretudo da Santíssima Eucaristia e da Reconciliação.

A vós, queridos Sacerdotes, renovo o convite a que aproveiteis com sabedoria as singulares oportunidades oferecidas pela comunicação moderna. Que o Senhor vos torne apaixonados anunciadores da Boa Nova na «ágora» moderna criada pelos meios actuais de comunicação.

Com estes votos, invoco sobre vós a protecção da Mãe de Deus e do Santo Cura d’Ars e, com afecto, concedo a cada um a Bênção Apostólica.

 

Bento XVI, Vaticano, 24 de Janeiro – Festa de São Francisco de Sales – de 2010.

 

LITURGIA EUCARÍSTICA

 

Introdução

 

Jesus ressuscitado tomou uma refeição com os Apóstolos para os confirmar na fé e no amor.

Ele vai agora, na Liturgia Eucarística, pelo ministério do sacerdote, preparar-nos um Banquete, transubstanciando no Seu Corpo e Sangue o pão e o vinho que levámos ao altar.

Peças-Lhe que avive a nossa fé na Sua Presença Real e torne generoso o nosso coração.

 

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Recebei, Senhor, o sacrifício que Vos oferecemos ao celebrar a admirável ascensão do vosso Filho e, por esta sagrada permuta de dons, fazei que nos elevemos às realidades do Céu. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio da Ascensão: p. 474 [604-716]

 

No Cânone Romano dizem-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) e o Hanc igitur (Aceitai benignamente, Senhor) próprios. Nas Orações Eucarísticas II e III fazem-se também as comemorações próprias.

 

SANTO

SAUDAÇÃO DA PAZ

 

A comunhão com Deus é impossível sem a comunhão com os nossos irmãos. É um gesto de comunhão e reconciliação que desejamos exteriorizar.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Jesus Cristo subiu gloriosamente ao Céu, mas ficou na terra connosco, tal como prometera. Ficou na Santíssima Eucaristia para ser nosso Alimento sobrenatural, nosso Conselheiro, Amigo e Confidente.

Se estivermos preparados – na graça de Deus, com fé viva e depois de termos guardado o jejum que a Igreja prescreve – procuremos recebê-l’O com pureza de consciência, amor e devoção.

 

Mt 28, 20

ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos. Aleluia.

 

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Deus eterno e omnipotente, que durante a nossa vida sobre a terra nos fazeis saborear os mistérios divinos, despertai em nós os desejos da pátria celeste, onde já se encontra convosco, em Cristo, a nossa natureza humana. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

RITOS FINAIS

 

Monição final

 

Vivamos generosamente a caminho do Céu, procurando fazer a vontade do Senhor em tudo.

Levemos para a semana que agora começa – bem gravado no coração – o testamento de Jesus: «Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a todos os povos, ensinando-os a fazer tudo o que vos mandei, baptizando-os em nome do Pai e do Filho e do espírito Santo.»

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         FERNANDO SILVA

Nota Exegética:                    GERALDO MORUJÃO

Sugestão Musical:                DUARTE NUNO ROCHA